"Tudo que o homem não conhece não existe para ele. Por isso o mundo tem, para cada um, o tamanho que abrange o seu conhecimento." Carlos Bernardo González Pecotche

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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Maio de 68

A série "Maio de 68" da TV CULTURA aborda os movimentos sociais e estudantis que ocorreram em todo mundo no ano de 1968. No dia 03 de maio de 1968, data que estudantes franceses ocuparam a Sorbonne, universidade mais tradicional da França e que serviu como estopim para outras manifestações importantes em todo o país.
1. MAIO DE 68 | O INÍCIO DOS MOVIMENTOS UNIVERSITÁRIOS
Há 50 anos, os jovens universitários de Paris davam início ao movimento de 68, que provocou mudanças em várias partes do mundo. A TV Cultura dá início a uma série de reportagens sobre este fato histórico. Os repórteres Rodrigo Piscitelli, de São Paulo, e Carla Destro, de Paris, contam como tudo começou.

2. MAIO DE 68 | MOVIMENTOS EM PARIS E A DITADURA MILITAR NO BRASIL
Enquanto em Paris os jovens saiam às ruas para reivindicar liberdade sexual, no Brasil começava a fase mais sombria da ditadura.

3. MAIO DE 68 | A IMPRENSA BRASILEIRA
O que acontece hoje em dia é bem diferente de cinquenta anos atrás, quando as notícias eram transmitidas por telex. Acompanhe como a imprensa brasileira cobriu os acontecimentos importantes daquele ano na França e no Brasil.

4. MAIO DE 68 | MUDANÇAS COMPORTAMENTAIS E AVANÇOS DOS DIREITOS HUMANOS
O movimento de maio de 1968 em Paris ultrapassou os limites da França. Provocou mudanças de comportamento e avanços dos direitos humanos ao redor do mundo. Cinquenta anos depois, o que se consolidou e o que retrocedeu na sociedade?

5. MAIO DE 68 | COMO SÃO OS PROTESTOS NO MUNDO CADA VEZ MAIS DIGITALIZADO?
A revolta dos estudantes em Paris reverberou pelo mundo como estopim de uma revolução comportamental. Hoje, as redes sociais são o chamariz para que as pessoas ocupem as ruas.

Fonte: TV CULTURA

domingo, 22 de novembro de 2015

A História Do Rock'n Roll

Um documentário sem precedente montado a partir de 10 mil horas de imagens de arquivos e shows. Recheado com 204 entrevistas com as maiores estrelas do Rock e 1807 clipes; explodindo com mais de 250 músicas inesquecíveis de 260 vinhetas ao vivo. ELVIS PRESLEY, CHUCK BERRY, BEATLES, ROLLING STONES, JIMI HENDRIX, THE WHO, LED ZEPPELIN, BRUCE SPRINGSTEEN e Cia.
Direção: Andrew Solt
Ano: 1995
Áudio: Inglês
Legendado: Português
Duração: +- 60 min. cada episódio
Tamanho: +- 200 MB cada episódio
Episódio 01 – “O Rock'n Roll Explode”
É um caleidoscópio de memórias musicais. Em entrevistas com algumas das mais brilhantes estrelas do rock, de Little Richards a Mick Jagger, Bruce Springsteen a Bono (do U2), são lembradas canções e sons que mudaram suas vidas. E uma coletânea de clipes revela as primeiras estrelas do rock: Muddy Waters, Chuck Berry e Little Richards. Tina Turner recorda dias de trabalho duro nos campos de algodão e nas noites embaladas pelo sonho de sua carreira musical. E Michael Jackson tempos depois, interpretando Billie Jean.

Episódio 02 – “Rock da Pesada Esta Noite”
Reconta os dias de glória da Era de Ouro do rock: Elvis Presley, Buddy Holly, Little Richards e Jerry Lee Lewis. Dick Clark fala das origens do programa de TV American Bandstand e Fabian divide seus dias de fama precoce. Vale lembrar que o rock era dominado pelos ídolos adolescentes com estilos agitados de dança como o Twist. Mas como revelam os clipes de Ben E. King e dos Ronettes de Phil Spector, havia ainda muito mais coisa reservado para o rock do que apenas um bando de garotos tentando ser o próximo Elvis.

Episódio 03 – “Os Britânicos Invadem, os Americanos Resistem”
O Renascimento do rock entre os anos 1964 a 1966: imagens inéditas mostram os Beatles em 1963, os Rolling Stones em 1965, os Kinks em sua primeira apresentação e o The Who ovacionado por seu público, brilhando com I CAN´T EXPLAIN. Os Beach Boys explicam como as bandas britânicas estimularam a criatividade deles. Supremes e Lovin Spoonful recriam uma era quando o rock'n roll ainda era jovem e cheio de alegria, própria das novas descobertas musicais.

Episódio 04 – “O Som do Soul”
Arraigado no gospel, desenvolvido sob a influência da música popular com uma forte dose de sentimento rhytm-and blues, os primeiros frutos do soul só floriram no final dos anos 50. Seus pioneiros incluem : Sam Cooke, Ray Charles, Jackie Wilson e "mais esforçado operário do show business" James Brown. Três gerações de cantores de soul reunidos no Teatro Apollo no Harlem, para discutir o significado do soul. Smokey Robinson remonta as origens da canção OOO BABY BABY.

Episódio 05 – “Ligando-se na Tomada”
Quando Bob Dylan plugou sua guitarra e começou a tocar rock'n roll no Festival Folk de Newport, em 1965 ele quase causou um alvoroço. O rock se reinventou na metade dos anos 60. Com imagens históricas de The Byrds, The Mamas and The Papas criando um novo som com California Dreamin'. Brian Wilson, membro do The Beach Boys fala da pressão que sentiu ao competir com os Beatles. The Who e Jimi Hendrix agitam o Festival Pop de Monterey. Pete Townshend lembra a passagem.

Episódio 06 – “Minha Geração”
Relembra o renascer vertiginoso e a angustiante queda do rock da contracultura dos anos 60. Em raríssimas imagens, vemos bandas de ponta e seus empresários, responsáveis por trazer à vida o 'Verão do Amor' em Bay Area, depois do que atingiram o estrelato internacional. The Grateful Dead, Santana e Jefferson Airplane tocam juntos, enquanto Janes Joplin aparece ao lado de Big Brother e The Holind Company com uma versão inflamada de Ball and Chain e ainda performances clássicas de Woodstock.

Episódio 07 – “Heróis da Guitarra”
Está focado nos tempos pioneiros, de Chuck Berry à Jimmy Page do Led Zeppelin e também alguns heróis como o virtuoso James Burton. Pete Townshend do The Who descreve como seus movimentos (sua marca registrada que lembrava um moinho de vento) sem que soubesse o aproximava de Keith Richards. Dire Streets, Eddie Van Hely, Slash e Kimi Hendrix juntos mostram como desvendar aquilo que Pete Townshend chama de "poesia física" da guitarra elétrica.

Episódio 08 – “Os Anos 70”
Recaptura os pontos altos artísticos e debochada decadência dos anos de glamour de Rock. Jimmy Page e Robert Plant recuperam as origens de Led Zeppelin. Steely Dan aparece em um show realizado no começo dos anos 70. David Gilmour, do Pink Floyd, lembra como foi feito o álbum Dark Side of the Moon. Lindsey Buckingham, do Fleetwood Mac, executa versão improvisada de Go Your Own Way e explica o significado pessoal da música. Acompanhe famosas cenas do show de David Bowie em seu clássico traje de Ziggy Stardust.

Episódio 09 – “Punk”
Documenta como esse gênero musical usou canções curtas e simples para "reivindicar o rock'n'roll". Descobrimos que as raízes do punk estão nas ruas e na boemia de Velvet Underground, na feiura deliberada de Iggy Pop e no amadorismo campy (pouco usual) do New York Dolls. Observamos o cenário punk surgindo em New York, no Club CBGB - lar dos Ramones - Richards Hell, do Talking Heads e Patti Smith. Seguimos a rápida ascensão e meteórica queda na Inglaterra, através de uma das primeiras apresentações do Clash.

Episódio 10 – “Do Under-Ground à fama”
Do Under-ground à fama mostra como o rock se inventou nos anos 80: com chegada da MTV. Membros do Devo e do Eurythmics explicam como eles produziram seus próprios vídeos musicais. Antigos clipes mostram apresentações de rappers pioneiros como Kurtis Blow e Grandmaster. O vídeo Bille Jean de Micahel Jackson que quebrou as barreiras raciais. E o clipe Justify My Love, de Madonna, que foi banido da MTV. E sentimos a ira dos rappers hard-core, como Public Enemy e N.W.A. 

sábado, 18 de outubro de 2014

Os Advogados contra a Ditadura

     Os Advogados contra a Ditadura”, traz a trajetória e depoimentos de advogados, homens e mulheres atuantes na defesa dos presos políticos na época da ditadura brasileira. “A série pretende levar a uma profunda reflexão sobre a época em questão, a partir do universo jurídico e do papel estratégico da Justiça Militar. Também será uma justa homenagem aos advogados que, pela justiça e liberdade, se posicionaram corajosamente na linha de frente da defesa de presos políticos e se dedicaram a construir uma nova sociedade.”, explica Silvio Tendler.
Direção: Silvio Tendler
Ano: 2014
Áudio: Português
Duração: 52 minutos cada episódio
Clique no nome do episódio para assistir On-Line

Este episódio narra os primeiros dias do golpe civil-militar e como eles foram vivenciados pelos advogados que viriam a atuar na defesa dos presos políticos:
• conflito da Cinelândia
• a resistência armada que não houve
• a prisão dos advogados de esquerda
• a resistência dos estudantes
• o Caio Martins, primeiro estádio-prisão da América Latina
• o Golpe em Pernambuco e suas consequências para os camponeses
• como a Ditadura aplica um verniz democrático, mantendo estruturas do Poder Judiciário

Episódio 02:Advogados entram em cena
Episódio que narra a atuação dos advogados, as diversas formas de ação com que se envolveram na luta contra o arbítrio e suas reflexões sobre o momento histórico:
• As Leis de Segurança e o recrudescimento da repressão
• a legitimidade da Luta Armada e o posicionamento dos advogados perante os limites da advocacia
• a defesa como estratégia de denúncia das torturas
• o fim do Habeas Corpus
• estratégias de defesa
• a inclemência da tortura institucionalizada
• o risco e a coragem da atuação do advoga

Episódio 03:A Ditadura contra-ataca
Com o crescente incômodo causado pela atuação dos advogados, eles passam a ser alvo da repressão do regime. Este episódio se divide em dois blocos: o sistema repressivo e sua atuação contra os advogados:
• Desenvolvimento do sistema repressivo da Ditadura
• A tortura e sua sofisticação
• A cumplicidade do Poder Judiciário com a tortura
• O sequestro e a tortura de advogados
• Atentados contra advogados
• A coragem como fundamento da ação do advogado contra o Terror

Episódio 04:Tristeza e alegria, as duas faces da advocacia política
As histórias tristes e engraçadas em torno da atuação dos advogados durante a Ditadura:
• A defesa técnica e a defesa política
• A relação do advogado com seus clientes
• As estratégias do Tribunal do Júri
• Histórias pitorescas e engraçadas
• Histórias trágicas envolvendo advogados e seus clientes
• Os mortos e os desaparecidos
• A Casa da Morte

Os últimos anos da Ditadura e a luta pela democracia:
• Luta pela anistia
• Novembrada
• Atentado a bomba na sede da OAB
• Situação dos advogados de trabalhadores rurais durante a Ditadura
• A construção do projeto Brasil Nunca Mais
• A atuação humanista e heroica dos advogados na época da Ditadura
• O Ciclo se fecha. O passado se encontra com o presente. Com vistas a um futuro em que a democracia seja menos autoritária e mais igualitária.

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domingo, 12 de outubro de 2014

Militares da Democracia

     Militares pela Democracia  é sobre os homens do exército, da Marinha e da Aeronáutica que sofreram por reagir ao golpe dentro dos quartéis. Realizada em parceria com o Projeto Marcas da Memória, da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. Narra o percurso de vários grupos de militares que muito antes do golpe de 1964 já vinham se organizando por novos direitos, melhores condições de trabalho, e na defesa de uma sociedade melhor. E como, a partir de 1964, esses distintos grupos passaram a ser tratados, sofrendo represálias, como a perda do direito de usar a farda, de seus direitos trabalhistas, assim como foram impedidos de exercer suas atividades profissionais.
Direção: Silvio Tendler
Ano: 2014
Áudio: Português
Duração: 52 minutos cada episódio
Clique no nome do episódio para assistir On-Line

Episódio 01:"O Dia do Golpe"
Os antecedentes do Golpe Militar de 1964 narrados pelos que viveram os momentos de tensão decorridos entre 31 de março e 2 de abril, quando forças armadas provenientes de Minas Gerais se rebelaram contra o governo de João Goulart e o presidente parte para Porto Alegre.

Episódio 02: "O Presidente decide não resistir"
O episódio narra o momento em que o Presidente João Goulart se reúne com chefes militares e o deputado Brizola, em Porto Alegre, para discutir a conveniência de resistir ao eminente Golpe de Estado. João Goulart manda cessar todos os atos de resistência e parte para São Borja. O episódio discute, ainda, sob vários pontos de vista, a validade da resistência ou não ao Golpe Militar.

O 3º episódio começa com a participação da FEB (Força Expedicionária Brasileira) na II Guerra Mundial e mostra como as diferentes forças políticas conviviam nas Forças Armadas. O episódio expõe que antes de 1964 as Forças Armadas não eram um monolito reacionário hegemônico. Com a depuração das Forças Armadas ocorrida em 1964, alguns militares continuaram a resistência dentro e fora dos quartéis. Com isso, as famílias sofreram as consequências do engajamento dos militares legalistas.

Episódio 04:"Ousar Lutar, Ousar Vencer"
A resistência de alguns setores das Forças Armadas continua mesmo depois do Golpe Militar. O Episódio discute a resistência armada e a dita resistência política, mostrando como alguns suboficiais subalternos foram o grande celeiro da luta armada. Vemos, também, como o processo de tortura, praticado desde os primeiros momentos do Golpe de Estado, é intensificado pela Ditadura com o decorrer dos anos.

Episódio 05:"A História não tem ponto final..."
50 anos depois de partir de Brasília em condições dramáticas, o corpo de João Goulart retorna a capital da República pela mesma base aérea de onde partiu. O episódio conta a história de militares que resistiram ao Golpe de Estado, de pessoas envolvidas na chamada Operação Condor e da Anistia, mostrando que os vencedores de ontem são os vencidos de hoje.

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domingo, 28 de setembro de 2014

O petróleo é nosso!

Debates que antecederam a criação da Petrobrás, em 1953, desencadearam uma das maiores mobilizações populares da história do país
Sérgio Lamarão
     Marcam a origem da Petrobrás os tensos debates sobre os rumos do desenvolvi­mento do Brasil da segunda metade da década de 1940. Na época, duas correntes se destacaram. De um lado, os desenvolvimentistas, que defendiam a intervenção do Estado na econo­mia, tanto nos setores de infraestrutura quanto na­queles em que o capital privado, por falta de recur­sos ou tecnologia, não tivesse condições de atuar. A segunda corrente defendia a aplicação de princípios do liberalismo econômico, sendo contrária ao in­centivo do Estado à indústria nacional e favorável ao amplo ingresso de capitais estrangeiros na eco­nomia brasileira.
    A Constituição de 1946 havia estabelecido que as riquezas do subsolo pertenciam à União. Sua exploração dependeria de concessão federal a brasileiros ou "sociedades organizadas no país", expressão vaga o suficiente para incluir empresas estrangeiras, já que o texto não limitava a concessão a brasileiros natos. No início de 1947, uma comissão foi encarre­gada de rever as leis existentes, à luz da nova Constituição, e determinar diretrizes para a explo­ração do petróleo no país. Enviou-se um anteprojeto de lei ao Congresso para discussão, mas em um ponto havia consenso: o conteúdo nacionalista e estatizante da legislação estadonovista teria de ser ra­dicalmente alterado.
     De acordo com o anteprojeto, conhecido como Estatuto do Petróleo, o Conselho Nacional do Petróleo (CNP), criado em 1938, continuaria a re­gular o setor. Os fundos para exploração, produção e refinamento viriam de fontes internas e de em­préstimos de governos estrangeiros. O refinamento e o transporte ficariam a cargo de empresas públi­cas ou companhias mistas, nas quais as empresas es­trangeiras poderiam deter até 40% do capital. Uma vez atendidas as necessidades internas de abastecimento, as empresas internacionais poderiam expor­tar o petróleo ou seus derivados.
     A intenção do governo era montar uma indústria nacional de petróleo com tecnologia e recursos externos, atendendo assim a todos os interesses. Mas isto não foi possível: os trustes estrangeiros queriam uma legislação que lhes permitisse o controle majo­ritário no refinamento e no transporte, e liberdade quanto ao abastecimento do mercado externo. Já os defensores da solução estatizante e os que apoiavam o capital privado nacional temiam que as grandes companhias acabassem controlando a indústria brasileira de petróleo, em função de seu poder eco­nômico e da pressão política dos Estados Unidos.
     Em 1947, enquanto a comissão ainda discutia o assunto, o confronto entre liberais e desenvolvimentistas tornou-se público. Os militares tomaram a iniciativa de discutir a política do petróleo, promo­vendo uma série de conferências no Clube Militar. O primeiro conferencista foi o general Juarez Távora, ligado aos militares que davam sustentação ao governo Dutra. Defendendo a tese da "coopera­ção internacional", Távora considerava que o Brasil, carente de recursos técnicos e financeiros, deveria aproveitar o interesse dos Estados Unidos em ex­pandir seus negócios na área de petróleo, oferecen­do atrativos para que as empresas norte-americanas aqui se instalassem. Ele também se referiu a motivos de ordem militar e estratégica, como a necessidade de defesa do continente contra o perigo comunista.
     O principal opositor de Juarez Távora foi o gene­ral Júlio Caetano Horta Barbosa, ex-presidente do CNP, para quem o problema do petróleo deveria ser encarado como uma questão de soberania nacional e segurança militar, o que tornava indispensável o monopólio estatal. As teses de Távora eram respal­dadas por oficiais ligados à Escola Superior de Guerra e veteranos da Segunda Guerra Mundial, que naturalmente se identificavam com os modelos de organização norte-americanos. Mas a maioria dos oficiais apoiava as ideias de Horta Barbosa, preocupados sobretudo em manter a soberania so­bre os recursos naturais brasileiros.
     A polêmica em torno desses debates foi o ponto de partida para uma das maiores mobilizações populares da história do país. Reunindo militares, tra­balhadores, intelectuais, políticos e estudantes, a campanha "O petróleo é nosso" ganhou as ruas com o intuito de combater o Estatuto do Petróleo. Em fevereiro de 1948, quando o documento foi apre­sentado no Congresso, os partidários do monopólio estatal já se estavam organizando. Em abril, funda­ram, no Rio de Janeiro, o Centro de Estudos e Defesa do Petróleo e da Economia Nacional (CEDPEN), com o objetivo de coordenar a luta. Em setembro, a entidade promoveu a Ia Convenção Nacional de Defesa do Petróleo.
     Os discursos pronunciados na sessão inaugural, realizada na Associação Brasileira de Imprensa, reiteravam a necessidade de o país resistir às investidas dos trustes internacionais e basear a exploração no controle estatal. Ao final da sessão, os cerca de 300 participantes se dirigiram à Cinelândia, onde depositaram flores junto à estátua do marechal Floriano Peixoto. Apesar de a marcha ter sido violentamente dispersada pela polícia, os trabalhos prosseguiram, adotando-se, inclusive, no encerramento da con­venção, a tese do monopólio estatal para todas as fa­ses da indústria do petróleo.
     Em maio de 1948, Dutra encaminhou ao Con­gresso o chamado Plano SALTE, que, na prática, ve­dava o setor petrolífero ao capital estrangeiro, mas não às empresas privadas nacionais. Essa postura aguçou a luta entre os setores nacionalistas da buro­cracia estatal e os empresários brasileiros, que desde 1945 tentavam construir uma refinaria em Manguinhos, no Rio de Janeiro, e outra em Capuava, próxima de São Paulo.
     Em 1951, o arquivamento do Estatuto do Petróleo na Câmara dos Deputados tornava urgente a definição de um planejamento nacional para o setor. Devido ao extraordinário crescimento do transporte rodoviário, o consumo de derivados entre 1945 e 1950 praticamente triplicou. Fora isso, excetuando a inauguração da refinaria de Mataripe (BA), a criação da Frota Nacional de Petroleiros, em 1950, e a descoberta de alguns campos novos no Recôncavo Baiano, havia pouco o que comemorar no setor petrolífero.
     Esse foi o quadro encontrado por Getúlio Vargas ao voltar à Presidência, em janeiro de 1951, dessa vez pelo voto popular. Seu retorno trouxe uma pro­funda revisão da orientação econômica adotada pe­lo governo Dutra. Atribuindo uma importância de­cisiva à industrialização, o novo governo apostava na maior intervenção do Estado na economia, so­bretudo em energia, transporte e indústrias de base.
     Em dezembro de 1951, o Executivo enviou ao Congresso o projeto de lei propondo a criação da Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobrás, então com acento agudo no a), empresa de economia mista com con­trole majoritário da União. O projeto não estabele­cia o monopólio estatal: permitia que até um déci­mo das ações da empresa pertencesse a estrangeiros, contrariando assim uma das principais teses nacio­nalistas. Neste ponto, obedecia à Constituição de 1946, que limitava a brasileiros natos a exploração do subsolo, mas estendia a prerrogativa às empresas organizadas no país, dando margem à participação acionária de grupos estrangeiros.
     Depois de examinado pelas comissões técnicas parlamentares, o projeto foi enviado em maio de 1952 ao plenário da Câmara. Nas ruas, a União Nacional dos Estudantes e o CEDPEN relançaram o slogan "O petróleo é nosso". A campanha ganhou um indisfarçável ar de contestação a Vargas, denunciado como "aliado do imperialismo" por comunistas e militares nacionalistas. Vargas contra-atacou. Em 23 de junho, em discurso pronunciado em Candeias, centro petrolífero da Bahia, chamou os udenistas de "conhecidos advogados dos monopólios econômi­cos estrangeiros" e os comunistas de "arautos dum falso nacionalismo que mal encobre uma filiação ideológica, visando novos imperialismos".
     Ainda em junho, a polícia reprimiu a tiros um co­mício realizado no centro do Rio de Janeiro, e em ju­lho foi proibida a realização da 3a Convenção Nacio­nal de Defesa do Petróleo convocada pelo CEDPEN. Mas, com os protestos da oposição, o governo voltou atrás e a convenção acabou sendo realizada.
     Pressionado pela opinião pública, Vargas optou fi­nalmente pelo monopólio estatal, autorizando a abertura das negociações no Congresso. Em 21 de se­tembro, o projeto foi aprovado em sua redação definitiva. Em 3 de outubro de 1953, depois de sete anos de luta e de intensa mobilização popular, Vargas san­cionou a Lei n° 2.004, que criava a Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobrás, empresa de propriedade e controle totalmente nacionais, com participação majoritária da União, encarregada de explorar, em caráter mono­polista, diretamente ou por subsidiárias, todas as eta­pas da indústria petrolífera, menos a distribuição.
     Nascia assim, há pouco mais de 50 anos, essa holding hoje pujante, que é também símbolo dos ideais nacionalistas de várias gerações de brasilei­ros. A Petrobrás é hoje a maior empresa do Brasil e a 15a do mundo, na área de petróleo. Fruto de deci­são política, sua criação corresponde também, so­bretudo, a um dos raros momentos na nossa histó­ria em que o interesse da nação prevaleceu sobre os propósitos de grupos políticos e empresariais.

Sérgio Lamarão é pesquisador do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC), da Fundação Getúlio Vargas.

Fonte: Revista Nossa História - Ano I nº 04 – Fevereiro/2004

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sábado, 30 de novembro de 2013

Os olhos cheios de cores

Explorando contrastes estéticos e propondo uma forma mais colorida de se entender o país, o movimento tropicalista virou pelo avesso a cultura popular brasileira no final dos anos 60.
   “Por entre fotos e nomes/ os olhos cheios de cores...” Os versos de Caetano Veloso, embalados pelas guitarras estridentes, sacudiam as jovens tardes de domingo da nascente mídia eletrônica no final de 1967. Nascia o Movimento Tropicalista, com a proposta de engolir tudo que se repudiava como kitsch ou rançoso, produzindo uma nova forma, muito mais colorida, de enxergar as coisas, de entender o país, de assumi-lo ambiguamente como antigo e moderno ao mesmo tempo.
     Em vez do nacionalismo, sugeria pensar a cultura local em diálogo permanente com a cultura universal; em vez de algo impalpável tratado como popular, lidar com a realidade concreta das massas urbanas e de seus meios de comunicação. Propunha, enfim, a contaminação do cenário popular pelo show business, associando-se a guitarra do rock de Jimi Hendrix e dos Beatles ao berimbau da capoeira e à sanfona do baião de Luiz Gonzaga. E, heresia das heresias, para a crítica cultural da época, apresentar-se no Programa do Chacrinha, um ícone popular da televisão e do mau gosto.
     Pouco menos de quarenta anos antes, o poeta Oswald de Andrade, num tom muito semelhante, havia escrito o “Manifesto Antropófago”. No “Manifesto”, Oswald propunha uma experiência de contaminação com as culturas que nos cercam, o que condiz com a estética e a prática tropicalistas. Quatro anos antes, no “Manifesto da Poesia Pau-Brasil”, ele já ensaiava essa linha de entendimento do país, numa visão do Brasil em cores, e não em preto-e-branco. Dizia Oswald no manifesto publicado pelo "Correio da Manhã" em 1924: “Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos”.
     Quatro anos antes, no “Manifesto da Poesia Pau-Brasil”, Oswald já recusa o entendimento linear, fechado, para interpretar o país. A inspiração da filosofia nietzschiana não acaba nesse retrato do Brasil em que colaboram o erudito e o popular, o elevado e o carnavalesco, pois, de maneira irreverente, Oswald critica a tradição antiquária e bacharelesca há muito entranhada entre nós, como o “lado doutor, o lado citações, o lado autores conhecidos”; “Rui Barbosa: uma cartola na Senegâmbia”; as “frases feitas”; o “falar difícil” e “os homens que sabiam tudo [e que] se deformaram como borrachas sopradas”. Oswald então investe contra o “gabinetismo” e “a prática culta da vida” propondo uma linguagem fragmentada e não-erudita: “Como falamos. Como somos.” E a alquimia tropicalista da união de contrários já se encontra presente no projeto modernista de Oswald, que reúne o primitivo (“Bárbaros, crédulos, pitorescos e meigos”) e o moderno (“Leitores de jornais”), “a floresta e a escola”, o “dorme nenê que o bicho vem pegá” e as “equações”.
     Retomando a discussão sobre o Movimento Tropicalista, seria interessante pensá-lo a partir de sua diferença com a bossa nova, gênero predominante até então como proposta na música brasileira. O estilo bossa-nova, que tinha surgido em 1958, é contemporâneo de uma proposta desenvolvimentista para o país, com a ascensão de Juscelino Kubitschek e a construção de Brasília.
     O projeto dos arquitetos Oscar Niemeyer e Lúcio Costa para Brasília vinha ao encontro de um certo consenso que havia entre artistas e intelectuais sobre a possibilidade de se criar nessa linha um projeto cultural para o país.
     O fato é que a linguagem moderna de João Gilberto e Tom Jobim, entre outros, tinha tudo a ver com o traço de Niemeyer, de busca de uma linguagem artística objetiva e funcional, que cortasse qualquer excesso. Por isso, esses intérpretes e compositores recusavam os estilos musicais da geração anterior, ligados, principalmente, à Rádio Nacional, considerados exagerados, operísticos e melodramáticos. Não por acaso a gravadora Elenco, uma das mais modernas da época, contrata o designer César Vilella para introduzir nas capas de discos uma outra concepção de design, usando desenhos geométricos e fotografias em alto contraste em preto-e-branco, em contraposição às fotos coloridas e formais dos intérpretes. Tudo muito afinado com o estilo contido dos cantores e com o desempenho discreto no palco à base de banquinho e violão.
     O advento do Movimento Tropicalista reintroduz estrategicamente no cenário a rejeição ao que já tinha sido recusado dez anos antes pela bossa nova, o que se entendia como sendo uma estética excessiva, borrada de tinta pelo kitsch. Não só isso: sugere a ambiguidade, juntando o jeito clean de João Gilberto ao “sujo” de Vicente Celestino; o intimismo da voz limpa de Nara Leão com a extroversão do Chacrinha; o fino da poesia concreta ao brega dos boleros; o purismo nacionalista dos sons regionais nordestinos às informações trazidas de fora pelo rock. Os artistas baianos redescobriram Oswald e um país rico de contrastes. Essa sensibilidade se manifesta no filme "Terra em Transe", de Glauber Rocha, na peça "O Rei da Vela", do Grupo Oficina, na atuação desafiadora do artista plástico Hélio Oiticica e no desempenho, nas canções e nos figurinos, do que à época se chamou de Grupo Baiano, virando pelo avesso o que se entendia por cultura popular brasileira.
     Caetano, em entrevista ao poeta Augusto de Campos, em abril de 1968, sugere ser possível a criação e a inventividade no circuito de comunicação de massa, verdadeiro tabu naquele momento. O cantor e compositor argumenta que o artista de sua época tem duas escolhas possíveis: ou adere aos meios de comunicação ou se dedica à pesquisa “pura”, não contaminada pelos interesses vulgares da mídia.
     Se a primeira opção, raciocinava Caetano, envolveria um compromisso do artista para com o patrocinador, o gosto do público e outros entraves à sua liberdade de experimentação musical, ela solucionaria, por outro lado, o risco de se cair, justamente em decorrência de um excesso de resguardo, numa espécie de ostracismo no cenário cultural. É a partir dessa reflexão que Caetano assume radicalmente os novos meios de comunicação, pois, embora atuassem como “freio”, se constituiriam em via privilegiada, no mundo contemporâneo, para o exercício de inovações musicais. Apesar dos entraves postos no caminho do músico, os novos meios de comunicação não seriam mais perniciosos do que o excesso de seriedade – atitude assumida, segundo Caetano, pelos criadores da bossa nova ao longo da década de 60.
     Assim, numa tomada de posição contra o excesso de austeridade, Caetano procura conciliar João Cabral e Oswald de Andrade, o rigor e a alegria, a experimentação e o deboche, a “informação” e a “redundância”, ou, como lembra Augusto de Campos, “o fino e o grosso”. Nessa entrevista, Caetano define o tropicalismo como um “neoantropofagismo”.
     Hélio Oiticica fez coro com os músicos baianos ao adotar radicalmente a perspectiva estética de Oswald de Andrade na busca de uma nova imagem para a cultura brasileira. Sua formação se inicia como artista plástico ligado aos projetos construtivistas, lidando com as ideias de contenção e equilíbrio presentes no neoconcretismo, movimento carioca das artes plásticas de que participou no final da década de 50. A partir de 1964, Oiticica revolucionou sua vida e obra através de sua experiência com os casebres “nos verdes das favelas”, que, como Oswald, eram vistos por ele como “fatos estéticos”. E foi naquele ano que ele conheceu o morro da Mangueira, seus moradores, sua escola de samba e seu carnaval. Tornando-se frequentador do morro e passista da escola, Oiticica procurou enxergar a favela e sua população com “olhos livres”. Os barracos e as manifestações culturais dos moradores do morro eram vistos por ele para além de seus aspectos folclóricos na cultura popular brasileira, pois foi a partir da descoberta da Mangueira que sua obra se voltou definitivamente para o uso inovador do corpo e para a participação do espectador nas suas instalações. Trabalhos como os Parangolés e conceitos como o Crelazer abriram novos horizontes para as artes e para a cultura brasileira, ligando-se diretamente às suas andanças pelas favelas cariocas. Sua identificação com a Mangueira, suas vielas e barracos foi consequência de uma trajetória artística que sempre questionou padrões acadêmicos pré-definidos. A obra Tropicália, de 1967, foi a síntese estética dessa revolução.
     Em textos escritos sobre o tropicalismo, Oiticica destacou o projeto de modernização da música popular de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Afirmava que suas ações ganhavam contornos “dramáticos”, pois levavam para a arena da cultura de massas temas ligados aos “problemas universais na arte de vanguarda”. Esse era um debate que, até o surgimento dos músicos, travava-se apenas nos meios acadêmicos ou na crítica cultural especializada. Para Oiticica, as manifestações de Gil, Caetano e os Mutantes não eram simples apresentações de músicos. Quebrando os padrões estéticos que imperavam no show business brasileiro da época, ainda ligados ao estilo de contenção e refinamento da bossa nova, os tropicalistas não mais vestiam smoking em suas performances. Também dispensavam em suas apresentações o banco servindo de apoio ao violão e uma orquestra ou conjunto musical discreto no fundo do palco. Os tropicalistas adotaram inovações, como o uso de guitarras, amplificadores, cenários e figurinos. O excesso banido pelos anos da bossa nova voltava à cena, fazendo parte de uma organização estratégica em que tais elementos não eram apenas acessórios “aplicados sobre uma estrutura musical”, mas sim uma síntese criativa de diferentes áreas da arte, como a música, o teatro e as artes plásticas. Oiticica observava em várias frentes – shows, capas de disco, roupas – a existência de uma linguagem visual complexa e universal. No palco tropicalista, “os elementos não se somam como 1+1=2, mas se redimensionam mutuamente”. Nos trabalhos e apresentações dos baianos – e no seu trabalho também – o artista plástico procurou ir ao encontro dos elementos descritos por Oswald em “Pau-Brasil”: a “síntese”, o “equilíbrio”, a “invenção”, a “surpresa”, uma “nova escala” e uma “nova perspectiva”.
     O tropicalismo rompeu radicalmente com o país em preto-e-branco, contido e de smoking, e inaugurou um país colorido, fragmentado e universal, criando uma nova imagem para o Brasil. A cor local é recuperada, sem dúvida, embora não atenda a expedientes exóticos, folclorizantes. Mesmo porque o movimento incorpora, como prescrevia Oswald de Andrade no “Manifesto da Poesia Pau-Brasil”, “o melhor da nossa tradição lírica” – como as canções sentimentais e melodramáticas divulgadas pela Rádio Nacional –, sem deixar de contemplar “o melhor da nossa demonstração moderna” – como as canções da bossa nova interpretadas por João Gilberto. O tropicalismo, paradoxalmente, adotou uma prática colorida e aberta o suficiente para incluir a estética cool do preto-e-branco. É como se o receituário de Oswald, no sentido de sermos “apenas brasileiros de nossa época”, não se completasse sem o modelo de desafinação legado pelos bossa-novistas. Segundo Caetano, em “Saudosismo”, canção de 1968, os tropicalistas teriam aprendido com João Gilberto “pra sempre a ser desafinados”. 

Santuza Cambraia Naves é autora de “Da bossa nova à tropicália”. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001, e professora do Departamento de Sociologia e Política da PUC-Rio.
Frederico Oliveira Coelho é doutorando em Letras na mesma instituição. Ambos integram o Núcleo de Estudos Musicais – CESAP/UCAM.

Saiba Mais Link
Não à guerra civil
Sem resistir ao golpe, João Goulart partiu para o exílio e evitou uma luta sangrenta entre reformistas e golpistas.
A salvação da pátria
Para os jornais paulistanos, o golpe militar foi a defesa da lei e da ordem. 
O sol sem peneira
O apoio da sociedade civil foi fundamental para a longa vida da ditadura militar no Brasil. 

Saiba Mais Filmes
Tropicália
Com depoimentos reveladores, raras imagens de arquivo e embalado pelas mais belas canções do período, “Tropicália” nos dá uma panorama de um dos mais fascinantes movimentos culturais do Brasil. O documentário resgata uma fase da história do Brasil em que cena musical fervilhava e os festivais revelavam vários novos talentos. Ao mesmo tempo, o Brasil sofria com a ditadura dos generais no poder, o que fez com que Caetano e Gil fossem exilados do país. Com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal costa, Arnaldo Baptista, Sérgio Dias, Rita Lee, Tom Zé e outros.
Direção: Marcelo Machado
Ano: 2012
Áudio: Português
Duração: 89 minutos


 Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now!
Este documentário traz um olhar direcionado para um dos movimentos culturais mais efervescentes da história do Brasil, a Tropicália. O filme reúne entrevistas, intervenções artísticas, esquetes e imagens do show de André Abujamra, criando uma ligação entre os eventos ocorridos no final da década de 1960 e os dias atuais.
Direção: Francisco César Filho, Ninho Moraes
Ano: 2011
Áudio: Português
Duração: 76 minutos





Uma noite em 67
Filme sobre a final do III Festival da Música Popular Brasileira da TV Record, 21 de outubro de 1967, que revolucionou a música brasileira. Entre os candidatos aos principais prêmios figuravam Chico Buarque de Holanda, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Mutantes, Roberto Carlos, Edu Lobo e Sérgio Ricardo, protagonista da célebre quebra da viola no palco. As músicas: "Roda Viva", "Ponteio", "Alegria, Alegria", "Domingo no Parque". Com imagens de arquivo e apresentações de músicas hoje clássicas, o filme registra o momento do tropicalismo, os rachas artísticos e políticos na época da ditadura e a consagração de nomes que se tornaram ídolos.
Direção: Renato Terra / Ricardo Calil
Ano: 2010
Áudio: Português
Duração: 85 minutos

Terra Em Transe (1967)
Na fictícia República de Eldorado, Paulo Martins (Jardel Filho) é um jornalista idealista e poeta ligado ao político conservador em ascensão e tecnocrata Porfírio Diaz (Paulo Autran) e sua amante meretriz Silvia (Danuza Leão), com quem também mantêm um caso formando um triângulo amoroso. Quando Porfírio se elege senador, Paulo se afasta e vai para a província de Alecrim, onde conhece a ativista Sara (Glauce Rocha). Juntos eles resolvem apoiar o vereador populista Felipe Vieira (José Lewgoy) para governador na tentativa de lançarem um novo líder político, supostamente progressista, que guie a mudança da situação de miséria e injustiça que assola o país. Ao ganhar a eleição, Vieira se mostra fraco e controlado pelas forças econômicas locais que o financiaram e não faz nada para mudar a situação social, o que leva Paulo, desiludido, a abandonar Sara e retornar à capital e voltar a se encontrar com Sílvia. Se aproxima de Júlio Fuentes (Paulo Gracindo), o maior empresário do país, e lhe conta que o presidente Fernandez tem o apoio econômico de uma poderosa multinacional que quer assumir o controle do capital nacional. Quando Diaz disputa a Presidência com o apoio de Fernandez, o empresário cede um canal de televisão para Paulo que o usa para atacar o candidato. Vieira e Paulo se unem novamente na campanha, até que Fuentes trai ambos e faz um acordo com Diaz. Paulo quer partir para a luta armada mas Vieira desiste.
Direção: Glauber Rocha
Ano: 1967
Áudio: Português
Duração: 109 minutos

domingo, 17 de março de 2013

VOCACIONAL - Uma Aventura Humana

Bullying, indisciplina, ranking do vestibular... Facilmente identificamos esses termos como pertencentes ao universo escolar contemporâneo. Mas, na década de 1960, eles certamente causariam estranhamento entre alunos, professores e pais, em especial aos que compartilharam a experiência dos Ginásios Vocacionais, sediados em seis cidades do estado de São Paulo.
Idealizadora de um modelo progressista e pioneiro na educação pública brasileira, a educadora Maria Nilde Mascellani (1931-1999) procurava a formação multidisciplinar de alunos que fossem, também, sujeitos de sua história. Para isso, as escolas funcionavam sob uma filosofia que unia projetos interdisciplinares e viagens de estudo, promovendo uma intensa participação dos alunos, sempre estimulados a se expressarem sobre todas as questões. Brutalmente interrompida pela ditadura de 1964, que perseguiu e chegou a prender também a educadora que a criou, a experiência das escolas vocacionais é relembrada e reavaliada por seus antigos professores e alunos. Quem conta a história desta “aventura humana”, subtítulo do documentário “Vocacional”, é o cineasta Toni Venturi, também ele aluno da unidade da capital, Oswaldo Aranha: “não imaginava que iria fazer parte de uma das experiências mais ousadas da escola pública no Brasil”.
Direção: Toni Venturi
Ano: 2011
Áudio: Português
Duração: 78 minutos
Tamanho: MB

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domingo, 6 de janeiro de 2013

A História do Jazz (JAZZ - Ken Burns)

Com mais de 12 horas e meia de duração, o aclamado “Jazz” conta a história da música jazz, desde suas raízes no século XIX aos dias de hoje. Uma jornada musical iniciada no blues e no ragtime, passando pelo swing, bebop e o fusion. Em 12 episódios, o aclamado documentário relaciona a música com a vida do povo americano e com a história dos Estados Unidos nos últimos 120 anos. Por meio de 2.400 fotografias, 75 entrevistas, 500 canções e 2.000 filmagens raras. Produzida por Ken Burns - um dos mais premiados e respeitados documentaristas dos Estados Unidos – e, co-produzida pela PBS (rede pública de TV americana) e pela BBC (inglesa) custou mais de US$ 13.000.000 e levou mais de 6 anos para ser produzida. “Jazz” apresenta centenas de momentos raros e clássicos, gravações e apresentações ao vivo colhidas de um século inteiro de música jazz, além de entrevistas exclusivas, clipes raros e fotografias inéditas. Alguns dos personagens que você vai encontrar em várias minibiografias: Louis Armstrong, Duke Ellington, Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Miles Davis, Thelonious Monk, John Coltrane, Glenn Miller, Chet Baker, Billie Holliday, Sarah Vaughan, Herbie Hancock - todos os grandes nomes estão aqui, bem como dúzias de artistas menos conhecidos, cujo talento e criatividade ajudaram a moldar o curso de uma verdadeira revolução musical.
Direção: Ken Burns
Áudio: Inglês / Legendado
Ano: 2002
Duração: 59 minutos cada episódio
Episódio 01-“Gumbo: Do Começo a 1917"
Episódio 02-“A Dádiva: De 1917 a 1924"
Episódio 03-“Nossa Linguagem: 1924 a 1929"
Episódio 04-"As Verdadeiras Boas-Vindas: De 1929 a 1934"
Episódio 05-"Swing: Puro Prazer: De 1935 a 1937"
Episódio 06-"Swing: A Velocidade da Celebração”
Episódio 07-"Swinging com as Mudanças: De 1940 a 1942"
Episódio 08-"Dedicados ao Caos: De 1943 a 1945"
Episódio 09-"Risco: De 1945 a 1949”
Episódio 10-"Irresistível: De 1949 a 1955"
Episódio 11-"A Aventura: De 1956 a 1960"
Episódio 12-"Uma Obra-Prima à Meia-Noite: De 1960 ao Presente".