"Tudo que o homem não conhece não existe para ele. Por isso o mundo tem, para cada um, o tamanho que abrange o seu conhecimento." Carlos Bernardo González Pecotche

Mostrando postagens com marcador Links. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Links. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Páginas abertas


     Mais três editoras universitárias brasileiras anunciaram parceria com a plataforma SciELO Livros, que disponibiliza online e gratuitamente obras produzidas por pesquisadores de diversas áreas de conhecimento científico, incluindo História. Editora UNESP, Editora Fiocruz, EDUFBA, EDUEL, EDUEPB e EDUFSCAR agora selecionam diariamente o quê de seu acervo pode ou não ser publicado na web. O projeto começou no início do ano e já conta com 250 títulos disponíveis para download – os organizadores do projeto estimam que até o fim do ano este número dobre.
     João Canossa, editor executivo da Editora Fiocruz, diz que o projeto serve de vitrine para os títulos publicados e que, provavelmente, a disponibilização de obras na internet não deve prejudicar as vendas nas livrarias. “Na medida em que um acesso mais amplo é garantido a interessados nos temas publicados por nossa editora, há uma contribuição significativa para a difusão do conhecimento e, ainda, para a formação de leitores qualificados”. Não só no Brasil, mas em outros países falantes de língua portuguesa, já que a SciELO é uma rede internacional.
 Atualmente, o grupo possui 75 livros na ferramenta, como História Oral: desafios para o século XXI, organizado pela historiadora Verena Alberti e Marieta de Moraes Ferreira, Antropologia da saúde:traçando identidades e explorando fronteiraspor Paulo César Alves e Miriam Rabelo; e Filosofia, história e sociologia das ciências I:abordagens contemporâneas, de Vera Portocarrero.
     Adriana Luccisana, supervisora do projeto e integrante da equipe de coordenação e organização, comenta que “a Rede SciELO Livros compartilha objetivos, recursos, metodologias e tecnologias com a Rede SciELO de periódicos científicos de modo a contribuir com o desenvolvimento da comunicação científica em ambos meios de publicação”. A ideia é de levar títulos interessantes a estudantes e pesquisadores e que possam servir de base para pessoas que estejam próximas ou não destes núcleos de produção de conhecimento.

Outros projetos
     Há uma infinidade de obras em domínio público presentes nas estantes das bibliotecas públicas virtuais, que permitem pegar livros “emprestados” por tempo indeterminado. É o caso, por exemplo, de um dos nossos mais célebres escritores. Machadode Assis conta até com um site especial, feito pelo Ministério da Educação, que disponibiliza em formato PDF a obra completa do primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras. Até as correspondências do escritor podem ser baixadas para o seu computador ou tablet.
     O site Domínio Público, do Ministério da Educação, por exemplo, é o oásis dos novos leitores, com mais de 180 mil obras à disposição. Quem não tem tablet não precisa se preocupar: os livros são disponibilizados, na maioria das vezes, em formato PDF e HTML, padrão das páginas de internet que pode ser visto em qualquer computador. Desde 2004, já foram feitos mais de 30 milhões de downloads de livros diversos.
     Apenas sobre História Geral, são 1.263 obras – 726 delas em português. A mais acessada é “A escravidão”, de Joaquim Nabuco, lida virtualmente por mais de 33 mil pessoas. Outro que se destaca é “História do Brasil: 1500-1627”, de Frei Vicente de Salvador. Quem não leu o célebre “Capítulos de História Colonial(1500-1800)”, de João Capistrano de Abreu, pode começar a qualquer momento.
Obviamente, a benesse não se restringe aos autores nacionais. Basta um clique para ter acesso a obras de William ShakespeareFernando Pessoa e Dante Alighieri – best seller online, com mais de 1,7 milhão de livros baixados –, passando por Pero Vaz de Caminha e Luís de Camões. Não há por que se preocupar com o idioma: o site oferece 16 opções – de latim a sânscrito! –, incluindo, obviamente, versões em português.

Bibliotecas virtuais estaduais e independentes
     Outras opções interessantes são o GoogleLivros e os sites independentes Biblio e eBooksBrasil. Porém, há alguns problemas: o Google não permite a busca por disciplina, mas torna-se uma boa opção para quem sabe o que procura. Já os outros não têm uma navegabilidade muito fácil de lidar.
Mas o melhor é que a ideia se irradia por outros estados. O governo do Amazonas, por exemplo, criou sua própria Biblioteca Virtual onde é possível encontrar o “Almanaque do Amazonas para 1908”, repleto de informações sobre Manaus no início do século XX, com direito a fotos e informações gerais da cidade. Já a editora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) resolveu disponibilizar, gratuitamente, 120 títulos acadêmicos em formato digital. Desde o ano passado, mais de 60 mil pessoas fizeram o download.

“Democratização da leitura”
     Por outro lado, vários sites e blogs disponibilizam obras inteiras pirateadas – em alguns casos, envoltas num viés ideológico de democratização da leitura. Num manifesto na internet, os idealizadores do projeto argumentam que a democratização do acesso à tecnologia e a precariedade dos espaços físicos de leitura obrigam a “reconhecer a falência do governo em prover sua população com as ferramentas tradicionais de inclusão cultural, como as bibliotecas”.
     O projeto – que conta com mais de 50 mil usuários cadastrados – parte da hipótese de que “as bibliotecas digitais têm o potencial de provocar mudanças no hábito de leitura e ampliar o acesso a livros”. Até aí, tudo bem. Só falta combinar com os autores que, afinal, precisam sobreviver para manter a "causa".
Num desses sites são oferecidos, só de História Geral, 19 títulos, como o “Livro das moedas do Brasil – 1643 até o presente”, de Cláudio Amato, Irlei Neves e Arnaldo Russo, e até os oito volumes de “História da Geral África”. Nenhuma editora escapa, ao ponto de algumas capas de livros ganharem até selo do site pirata.

Iniciativas em prol de pesquisadores e leitores
     Mas como a nova ordem veio para ficar, a Biblioteca Nacional, claro, não ficaria de fora e está com um laboratório de digitalização a todo vapor, seguindo a tendência das bibliotecas mundo afora. A BN faz parte do projeto Biblioteca Digital Mundial, juntamente com instituições de Alexandria, Egito e Rússia. O projeto prevê a digitalização de documentos, cartas, fotos e mapas nas seis línguas oficiais da ONU (inglês, francês, espanhol, árabe, chinês e russo), além do português, graças à participação da Biblioteca Nacional. Estão sendo digitalizados 1.500 mapas raros dos séculos XVI a XVIII, além de 42 álbuns com cerca de 1.200 fotos da Coleção Thereza Christina Maria, doada pelo Imperador D. Pedro II à BN.
     Mas, quem não aguenta de saudade do cheirinho de papel, a internet também oferece uma solução. O site Trocando Livros faz, justamente, o que o nome propõe: você cria uma lista de livros que quer trocar e fica aguardando o interesse de algum usuário. Quando houver a solicitação, você envia pelos correios e ganha um crédito para solicitar outro livro. E quem estiver de olho na estante alheia, pode comprar crédito por uma quantia pré-fixada. 
Saiba Mais: Link

domingo, 5 de agosto de 2012

Falsos mitos sobre a agroecologia

Neste vídeo criado pela Campanha Cresça em parceria com a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), são esclarecidos três falsos mitos sobre a agroecologia que são amplamente disseminados. De maneira simples, as organizações conseguem mostrar como a agroecologia não produz alimentos mais caros, faz grande uso de tecnologia e tem uma produtividade tão boa ou melhor que a da agricultura convencional. Além disso, com os dados apresentados é provado que a agroecologia é a grande alternativa para um sistema agrícola que possa alimentar o mundo. Veja abaixo:
 

Acesse os links abaixo para saber mais:

Introdução ao problema - a falta de alimentos para todos 
http://www.youtube.com/watch?v=DfmavV3LBfk

O que é preciso mudar

O que podemos fazer
http://www.youtube.com/watch?v=xtL6KyrrGRI

quinta-feira, 19 de abril de 2012

História em megabytes

Em tempos de livros digitais, ‘bibliotecas públicas virtuais’ aproximam os leitores de grandes autores que já caíram em domínio público – e também de obras pirateadas e até proibidas pela Justiça.
Felipe Sáles

     Não há dúvidas de que os historiadores gostam mesmo é de papel – de preferência, velho. Mas em tempos de tanta documentação histórica digitalizada – e diante da popularização de tablets que agitam o consumismo natalino –, a RHBN Online preparou o caminho das pedras para os leitores mais modernos encontrarem livros eletrônicos gratuitos no emaranhado de megabytes da internet.
     Há uma infinidade de obras em domínio público presentes nas estantes das bibliotecas públicas virtuais, que permitem pegar livros “emprestados” por tempo indeterminado. É o caso, por exemplo, de um dos nossos mais célebres escritores. Machado de Assis conta até com um site especial, feito pelo Ministério da Educação, que disponibiliza em formato PDF a obra completa do primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras. Até as correspondências do escritor podem ser baixadas para o seu computador ou tablet.

     O site Domínio Público, do Ministério da Educação, é o oásis dos novos leitores, com mais de 180 mil obras à disposição. Quem não ganhou um tabletno Natal não precisa se preocupar: os livros são disponibilizados, na maioria das vezes, em formato PDF e HTML, padrão das páginas de internet que pode ser visto em qualquer computador. Desde 2004, já foram feitos mais de 30 milhões de downloads de livros diversos.  
     Apenas sobre História Geral, são 1.263 obras – 726 delas em português. A mais acessada é “A escravidão”, de Joaquim Nabuco, lida virtualmente por mais de 33 mil pessoas. Outro que se destaca é “História do Brasil: 1500-1627”, de Frei Vicente de Salvador. Quem não leu o célebre “Capítulos de História Colonial (1500-1800)”, de João Capistrano de Abreu, pode começar a qualquer momento.
      Obviamente, a benesse não se restringe aos autores nacionais. Basta um clique para ter acesso a obras de William ShakespeareFernando Pessoa e Dante Alighieri – best seller online, com mais de 1,7 milhão de livros baixados –, passando por Pero Vaz de Caminha e Luís de Camões. Não há por que se preocupar com o idioma: o site oferece 16 opções – de latim a sânscrito! –, incluindo, obviamente, versões em português.

Bibliotecas virtuais estaduais e independentes 
     Outras opções interessantes são o Google Livros e os sites independentes  Biblio e eBooksBrasil. Porém, há alguns problemas: o Google não permite a busca por disciplina, mas torna-se uma boa opção para quem sabe o que procura. Já os outros não têm uma navegabilidade muito fácil de lidar. 
      Mas o melhor é que a ideia se irradia por outros estados. O governo do Amazonas, por exemplo, criou sua própria Biblioteca Virtual onde é possível encontrar o “Almanaque do Amazonas para 1908”, repleto de informações sobre Manaus no início do século XX, com direito a fotos e informações gerais da cidade. Já a editora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) resolveu disponibilizar, gratuitamente, 120 títulos acadêmicos em formato digital. Desde o ano passado, mais de 60 mil pessoas fizeram o download.

Exclusivo na internet 
     Na internet é possível não só encontrar livros para todos os gostos e preços, mas também preciosidades bem longe das prateleiras, graças à Justiça brasileira. 
      É o caso de “Roberto Carlos em detalhes”, do historiador Paulo César de Araújo, à disposição, com exclusividade, na internet. Para desespero do rei, que proibiu a comercialização da obra, o Google sinaliza mais de 6 mil sites disponibilizando gratuitamente o livro que disseca a vida do cantor. Paulo César, que não tem ideia de como a obra foi parar na rede, não se cansa de receber e-mails de leitores, não só do Brasil como da Argentina, México e Portugal.
      O livro apareceu digitalizado logo após a proibição, em abril de 2007. Na época, até o então ministro da Cultura, Gilberto Gil, admitiu que estava lendo a biografia pela internet. Apesar de não capitalizar um trabalho de 15 anos de pesquisa, que abrangeu cerca de 200 entrevistas, Paulo César vê um lado positivo.
      “A rapidez e amplitude com que isto aconteceu podem ser vistas como um ato de desobediência civil, uma reação da sociedade contra a censura. Isto eu acho positivo. Só lamento que meu livro não possa continuar também livremente nas livrarias, na forma como foi originalmente publicado. Seja como for, o importante é que 'Roberto Carlos em detalhes' continue acessível ao público. Eu escrevi para ser lido”.

“Democratização da leitura”

      Por outro lado, vários sites e blogs disponibilizam obras inteiras pirateadas – em alguns casos, envoltas num vieis ideológico de democratização da leitura. Num manifesto na internet, os idealizadores do projeto argumentam que a democratização do acesso à tecnologia e a precariedade dos espaços físicos de leitura obrigam a “reconhecer a falência do governo em prover sua população com as ferramentas tradicionais de inclusão cultural, como as bibliotecas”.
       O projeto – que conta com mais de 50 mil usuários cadastrados – parte da hipótese de que “as bibliotecas digitais têm o potencial de provocar mudanças no hábito de leitura e ampliar o acesso a livros”. Até aí, tudo bem. Só falta combinar com os autores que, afinal, precisam sobreviver para manter a "causa".
      Num desses sites são oferecidos, só de História Geral, 19 títulos, como o “Livro das moedas do Brasil – 1643 até o presente”, de Cláudio Amato, Irlei Neves e Arnaldo Russo, e até os oito volumes de “História da Geral África”. Nenhuma editora escapa, ao ponto de algumas capas de livros ganharem até selo do site pirata.

Iniciativas em prol de pesquisadores e leitores

      Mas como a nova ordem veio para ficar, a Biblioteca Nacional, claro, não ficaria de fora e está com um laboratório de digitalização a todo vapor, seguindo a tendência das bibliotecas mundo afora. A BN faz parte do projeto Biblioteca Digital Mundial, juntamente com instituições de Alexandria, Egito e Rússia. O projeto prevê a digitalização de documentos, cartas, fotos e mapas nas seis línguas oficiais da ONU (inglês, francês, espanhol, árabe, chinês e russo), além do português, graças à participação da Biblioteca Nacional. Estão sendo digitalizados 1.500 mapas raros dos séculos XVI a XVIII, além de 42 álbuns com cerca de 1.200 fotos da Coleção Thereza Christina Maria, doada pelo Imperador D. Pedro II à BN.
      Mas, quem não aguenta de saudade do cheirinho de papel, a internet também oferece uma solução. O site Trocando Livros faz, justamente, o que o nome propõe: você cria uma lista de livros que quer trocar e fica aguardando o interesse de algum usuário. Quando houver a solicitação, você envia pelos correios e ganha um crédito para solicitar outro livro. E quem estiver de olho na estante alheia, pode comprar crédito por uma quantia pré-fixada.


FONTE: Revista de História