"Tudo que o homem não conhece não existe para ele. Por isso o mundo tem, para cada um, o tamanho que abrange o seu conhecimento." Carlos Bernardo González Pecotche

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Em defesa da Palestina

“Quem deu a Israel o direito de negar todos os direitos?”
O exército israelense, o mais moderno e sofisticado do mundo, sabe a quem mata. Não mata por engano. Mata por horror. As vítimas civis são chamadas de “danos colaterais”, segundo o dicionário de outras guerras imperiais. Em Gaza, de cada dez “danos colaterais”, três são crianças.
     Para justificar-se, o terrorismo de Estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe pretextos. Tudo indica que essa carnificina de Gaza, que segundo seus autores quer acabar com os terroristas, acabará por multiplicá-los.
     Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem respirar sem permissão. Perderam sua pátria, suas terras, sua água, sua liberdade, tudo. Nem sequer têm direito a eleger seus governantes. Quando votam em quem não devem votar são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se em uma armadilha sem saída, desde que o Hamas ganhou limpamente as eleições em 2006. Algo parecido havia ocorrido em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador. Banhados em sangue, os salvadorenhos expiaram sua má conduta e, desde então, viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem.
     São filhos da impotência os foguetes caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com desajeitada pontaria sobre as terras que foram palestinas e que a ocupação israelense usurpou. E o desespero, à margem da loucura suicida, é a mãe das bravatas que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está negando, há muitos anos, o direito à existência da Palestina.
     Já resta pouca Palestina. Passo a passo, Israel está apagando-a do mapa. Os colonos invadem, e atrás deles os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam a pilhagem, em legítima defesa.
Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polônia para evitar que a Polônia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma de suas guerras defensivas, Israel devorou outro pedaço da Palestina, e os almoços seguem. O apetite devorador se justifica pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinos à espreita.
     Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, que burla as leis internacionais, e é também o único país que legalizou a tortura de prisioneiros.
     Quem lhe deu o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está executando a matança de Gaza? O governo espanhol não conseguiu bombardear impunemente o País Basco para acabar com o ETA, nem o governo britânico pode arrasar a Irlanda para liquidar o IRA. Por acaso a tragédia do Holocausto implica uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde provém da potência manda-chuva que tem em Israel o mais incondicional de seus vassalos?
     O exército israelense, o mais moderno e sofisticado do mundo, sabe quem mata. Não mata por engano. Mata por horror. As vítimas civis são chamadas de “danos colaterais”, segundo o dicionário de outras guerras imperiais. Em Gaza, de cada dez “danos colaterais”, três são crianças. E somam aos milhares os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está ensaiando com êxito nessa operação de limpeza étnica.
     E, como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. Para cada cem palestinos mortos, um israelense. Gente perigosa, adverte outro bombardeio, a cargo dos meios massivos de manipulação, que nos convidam a crer que uma vida israelense vale tanto quanto cem vidas palestinas. E esses meios também nos convidam a acreditar que são humanitárias as duzentas bombas atômicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irã foi que aniquilou Hiroshima e Nagasaki.
     A chamada “comunidade internacional” existe? É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos adotam quando fazem teatro?
     Diante da tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial se ilumina uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas rendem tributo à sagrada impunidade.
     Diante da tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E, como sempre, os países europeus esfregam as mãos. A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama uma ou outra lágrima, enquanto secretamente celebra essa jogada de mestre. Porque a caçada de judeus foi sempre um costume europeu, mas há meio século essa dívida histórica está sendo cobrada dos palestinas, que também são semitas e que nunca foram, nem são, antissemitas. Eles estão pagando, com sangue constante e sonoro, uma conta alheia.
Saiba Mais - Documentários:
A Palestina Ainda é a Questão
Documentário de John Pilger (Palestine Is Still The Issue) que retrata a vida de sofrimento e humilhação do povo palestino nos territórios ilegalmente ocupados pelas forças militares do estado sionista de Israel. Ao final, John Pilger repete as perguntas que o grande arcebispo antiapartheid Desmond Tutu havia feito pouco tempo antes: "Será que os judeus esqueceram em tão pouco tempo o sofrimento, a humilhação e as mortes que seus antepassados padeceram há apenas duas gerações?
Por que eles agora estão praticando contra o humilde povo palestino atrocidades semelhantes às sofridas por seus antepassados nas mãos dos nazistas?"
Direção: Tony Stark
Ano: 2003
Áudio: Inglês/Legendado
Duração: 53minutos
Tamanho: 499 MB
Atirar num Elefante
Os ataques israelenses não poupam ninguém, crianças, mulheres, ambulâncias e tudo o que se mova pode ser alvo da covardia e brutalidade de um dos exércitos mais truculentos do mundo. O documentário To Shoot An Elephant (TSAE) narra a rotina na Faixa de Gaza a partir de 27 de dezembro de 2008, quando Israel começou a operação militar Chumbo Fundido em Gaza, onde passou 21 dias atirando e que causaram a morte de 1.412. Convertido em narração direta e privilegiada dos bombardeios, o filme, quer ser ferramenta para fazer frente à propaganda israelense e ao silêncio internacional.
Direção: Alberto Arce / Mohammad Rujailah
Ano: 2009
Áudio: Inglês/Legendado
Duração: 113minutos
Tamanho: 837 MB

Ocupação 101: voz da maioria silenciosa
Um documentário instigante e poderoso na raiz atual e histórica do conflito israelense-palestino. Ao contrário de qualquer outro filme já produzido sobre o conflito - "Ocupação 101” apresenta uma análise abrangente dos fatos e verdades escondidas em torno da polêmica interminável e dissipa muitos de seus antigos mitos e equívocos.
O filme também detalha a vida sob o governo militar israelense, o papel dos Estados Unidos no conflito e os principais obstáculos que se interpõem no caminho de uma paz duradoura e viável. As raízes do conflito são explicadas através de experiências de primeira mão sobre-o-terreno dos principais estudiosos do Oriente Médio, ativistas pela paz, jornalistas, líderes religiosos e trabalhadores humanitários cujas vozes foram demasiadas vezes reprimidas em jornais americanos.
O filme cobre uma ampla gama de tópicos - que incluem - a primeira onda de imigração de judeus da Europa na década de 1880, as tensões de 1920, a guerra de 1948, a guerra de 1967, a primeira Intifada de 1987, o Processo de Paz de Oslo, a expansão do assentamento, o papel do Governo dos Estados Unidos, a segunda Intifada de 2000, a barreira de separação e a retirada de Israel de Gaza, bem como depoimentos dilaceradores de corações de muitas vítimas desta tragédia.
Direção: Abdallah Omeish / Sufyan Omeish
Ano: 2007
Áudio: Inglês/Legendado
Duração: 88 minutos
Tamanho: 803 MB
Palestina, História de uma Terra (1880-1991)
Diariamente no noticiário internacional, o conflito entre israelenses e palestinos parece uma história antiga. Porém, poucas pessoas sabem como essa guerra começou. Com imagens marcantes e históricas, o documentário (Palestine, histoire d'une terre) é uma oportunidade de conhecer o início dos desentendimentos entre os dois povos; a criação do Estado de Israel e a luta pela criação de um Estado palestino, desde o fim do domínio do Império Otomano até as negociações mais recentes entre árabes e israelenses.
Documentário organizado a partir de imagens de arquivos históricos raros divididos em dois períodos. A primeira parte, de 1880 a 1950, mostra a convivência harmônica no final do século XIX entre muçulmanos, judeus e cristãos na Palestina até a fuga em massa de trabalhadores árabes em Israel; jurisdição militar, toques de recolher, censura e leis de circulação. A segunda parte, que compreende o período entre 1950 a 1991, fala sobre as tropas Israelenses massacrando e expulsando os povos árabes de suas casas e cidades apropriando-se de todos seus territórios até os Acordos de Paz.
Diretora: Simone Bitton
Ano: 1997
Áudio: Português
Duração: 117 minutos

sábado, 15 de setembro de 2012

O Jânio que ficou na retina

Foto premiada eternizou imagem do presidente com os pés trocados. Seu autor, Erno Schneider, revolucionou o fotojornalismo brasileiro. 
Ana Maria Mauad
     Os presidentes Jânio Quadros, do Brasil, e Arturo Frondizi, da Argentina, caminham lado a lado pela cidade de Uruguaiana (RS), em plena performance política, acompanhada por jornalistas. Surpreendido por um ruído, Jânio se vira e é flagrado pela câmera atenta de Erno Schneider em uma pose inusitada: cada perna parece querer ir para um lado, os pés também indicam sentidos opostos, num desequilíbrio que sugere a iminência de uma queda, ou de um nó.
     A imagem obtida foi tão marcante que ficou para sempre associada ao personagem. E não só pela ambiguidade que sempre marcou a vida pública e a própria figura de Jânio. Aquela fotografia jornalística sintetizava o conturbado período político por que passavam o Brasil e o mundo. E iria além, cumprindo um papel quase premonitório.
     1961 foi um ano e tanto. A Alemanha Oriental ergue o Muro de Berlim, símbolo da guerra fria. Os Estados Unidos rompem com a Cuba revolucionária de Fidel Castro e invadem a Baía dos Porcos. O soviético Iuri Gagarin é o primeiro homem a fazer uma viagem espacial. É criada em Londres a Anistia Internacional, para defender presos por motivos políticos, religiosos, étnicos, ideológicos ou raciais. Os Estados Unidos tentam conter a influência cubana na América Latina, representada por Che Guevara. Jânio Quadros condecora o mesmo Che Guevara com a Ordem do Cruzeiro, o que abre uma crise política: em protesto, vários militares devolvem suas condecorações.
     No flagrante de Erno Schneider, o mundo congela. Enrolado em suas próprias pernas, Jânio é o retrato daquele momento de incerteza e confusão. Os episódios seguintes confirmam a mensagem de “troca de rumo” anunciada pela imagem: o presidente renuncia em agosto de 1961, decisão que lança o país em crise e resulta no golpe militar de 1964 e em duas décadas de ditadura.
     Tão forte era a fotografia, e tão fiel ao momento histórico, que se perpetuou uma versão errônea sobre o contexto em que foi tirada. O flagrante foi feito no mês de abril de 1961, quando Jânio recepcionava o presidente argentino. Portanto, quatro meses antes da renúncia. Mas o episódio da condecoração de Che, em agosto, seria tão emblemático que até hoje publicações especializadas afirmam que o balé desequilibrado de Jânio deu-se naquele momento, poucos dias antes de sua surpreendente decisão.
     Publicada no Jornal do Brasil sob o título “Qual é o rumo?”, a foto conquistou o Prêmio Esso de Jornalismo em 1962. Este fato também revela bastante sobre o contexto político da época e sobre as transformações da imprensa nacional. A petrolífera Esso – ou, como era chamada desde sua chegada ao Brasil, em 1912, Standard Oil Company of Brazil – foi uma das grandes reformuladoras da comunicação no país. Em 1935, com a entrada no Brasil da empresa publicitária McCann-Erickson, desenvolve-se uma parceria que não se limita à divulgação dos produtos Esso: publicidade e notícia passam a andar juntas. Anos depois começa a Segunda Guerra Mundial, e a “política de boa vizinhança” promovida pelos Estados Unidos na América Latina amplia o consórcio entre a McCann e a Standard Oil. Entre em cena no país a United Press, uma das principais agências de notícias americanas, encarregada de distribuir informações sobre a participação aliada na guerra. Os principais veículos resultantes dessa tríplice parceria foram a Revista Seleções e o famoso noticiário “O Repórter Esso”, cuja estreia em 1941 coincidiu com a entrada dos Estados Unidos na guerra. O programa radiofônico tornou-se um sucesso de audiência e virou um modelo para a veiculação de notícias. Seu formato, sintético e objetivo, influenciou não só o radio jornalismo, mas também a imprensa escrita.
     [...]
     O legado da geração do fotojornalismo heroico – cujo emblema é Robert Capa (1913-1954), que morreu num acidente de mina durante a cobertura da guerra no Camboja – foi a politização do olhar. Erno Schneider compartilhava desse valor. No momento em que o Brasil respirava ares democráticos após a ditadura do Estado Novo e a cultura urbana e industrial se disseminava, ele liderou um grupo de fotojornalistas que redefiniu os rumos da profissão. Do Jornal do Brasil, onde participou de uma importante reforma gráfica – em que a fotografia adquiriu destaque até então inédito na imprensa nacional –, foi para o Correio da Manhã. Já respeitado pela premiada foto de Jânio, assumiu o cargo de editor de fotografia, promovendo uma verdadeira revolução visual no jornal. Ampliou a importância da fotografia e dos fotógrafos na construção da notícia, e quando veio a ditadura, participou da forte oposição do Correio ao regime militar. Perseguido pelo governo, o jornal fechou as portas em 1969, o que levou Erno a transferir-se para O Globo, onde permaneceu até 1986 como editor de fotografia.
     O segredo do negócio? É simples: “Acho que isso aí é bater a foto, bater a foto, não tem escapatória... A gente está pra registrar a História, não está pra mudar, né? A gente registra... Olhar tudo. Fotógrafo tem que olhar tudo”.
     Foi assim que Erno Schneider conseguiu criar uma foto que, ainda hoje, mesmo para quem não vivenciou o momento de sua produção, circulação e consumo, é referência para se pensar a História brasileira recente.
Ana Maria Mauad é professora de História da Universidade Federal Fluminense (UFF) e autora de Poses e Flagrantes: estudos sobre história e fotografias (Eduff, no prelo).

Saiba Mais - Bibliografia:
BELOCH, Israel & Fagundes, Laura Reis (coords). Uma história escrita por vencedores. 50 anos do Prêmio Esso de Jornalismo. Rio de Janeiro: Memória Brasil, 2006.
KOETZLE, Hans-Michael.
Photo icons: the story behind the pictures (1827-1991). Köln/London/Los Angeles/Madrid/ Paris/Tokyo, 2005.
MIRANDA, Guilherme J. D. (org.) Prêmio Esso: 40 anos do melhor em Jornalismo. Rio de Janeiro: Memória Brasil/Relume Dumará, 1995.
Serrano, Ana Paula da Rocha. “Uma imagem para mil palavras: a influência do Prêmio Esso na constituição do fotojornalismo brasileiro”. Niterói: Departamento de História da UFF, monografia de graduação, 2006.

Saiba Mais – Filmes:
 Treze Dias Que Abalaram o Mundo
O filme relata a crise dos mísseis de Cuba. Em outubro de 1962, fotografias aéreas tiradas pelos aviões americanos que espionavam regularmente Cuba. Nessas fotos são detectados mísseis de origem soviética sendo instalados a poucas milhas da Flórida. Armas dotadas de ogivas nucleares, de médio e longo alcance que, instaladas nas terras de Fidel poderiam detonar as principais cidades do Tio Sam em poucos minutos. E o pior, sem tempo para reações de defesa ou ataque por parte das autoridades norte-americanas.
A informação restrita aos círculos mais altos da cúpula governamental norte-americana é confirmada pelo movimento de embarcações e construção de uma base em território cubano verificadas através de novas fotos. O que fazer?
"Treze dias" mostra os bastidores políticos norte-americanos quando se discutia como reagir a atitude dos soviéticos e dos cubanos. Personagens de vulto desse momento da história americana como John e Bobby Kennedy, Kenny O´Donnell (Kevin Costner), Robert MacNamara, Adlai Stevenson e a alta cúpula militar são os protagonistas de toda a trama. Manchetes de jornal de época e imagens das discussões na ONU permeadas por aparições em preto e branco do jornalista Walter Cronkyte falando dos acontecimentos aumentam ainda mais o nervosismo em relação ao desfecho dos desencontros entre russos e americanos.
A possibilidade de um conflito nuclear e, consequentemente, a destruição do planeta servem como fio condutor. Eletrizante do começo ao fim.
Direção: Roger Donaldson
Ano: 2000
Áudio: Português
Duração: 145 minutos
Tamanho: 700 MB

 Che Parte I - Parte II
O filme “Che” tem cerca de quatro horas de duração e é dividido em duas partes. Filmado em 2008, e dirigido por Steven Soderbergh, é uma co-produção de EUA, França e Espanha.
O roteiro é assinado por Peter Buchman, que baseou a história no livro de memórias de Ernesto Che Guevara. O personagem de Che Guevara é protagonizado pelo ator Benício Del Toro, vencedor do prêmio de melhor ator do Festival de Cannes.
O elenco ainda conta com Santiago Cabrera que interpreta Camillo Cienfuegos, Demián Bichir que interpreta Fidel Castro, e Rodrigo Santoro como Raul Castro.
O filme inicia quando Fidel e Che se conhecem num jantar familiar, decidem lutar juntos pela independência social de Cuba. Em 26 de novembro de 1956, o comandante Fidel segue de barco para Cuba acompanhado pelos rebeldes, entre eles Che Guevara, com o objetivo de lutar contra a ditadura de Fulgêncio Batista.
Che aprende a lutar no método de guerrilha, de médico é promovido a comandante e herói revolucionário.
A segunda parte do filme aborda os últimos momentos de Che Guevara na Bolívia. O filme, desde a primeira parte, é intercalado com momentos de Che Guevara em Nova York, onde concedeu entrevistas, aparições públicas e participou da convenção internacional da ONU.
As sequências em Nova York foram filmadas em preto e branco, expressando um caráter documental ao filme. O filme Che, além de cenas de ação, também mostra um comandante intelectual inspirado em ideais socialistas e que incentiva os seus comandados a respeitar os trabalhadores cubanos e a estudar.
Direção: Steven Soderbergh
Ano: 2008
Áudio: Português
Duração: 268 minutos
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terça-feira, 19 de junho de 2012

Ex-iugoslavos ainda esperam bondades do capitalismo

     Após as guerras de secessão dos Bálcãs na década de 90, a região, que se dividiu em Bósnia-Herzegovina, Croácia, Eslovênia, Kosovo, Macedônia, Montenegro e Sérvia, sofreu uma “dolorosa transição” para uma economia de mercado. Segundo estudo do Pnud, privatizações foram pouco transparentes. Em vários casos, empresas foram vendidas por cifras nominais de poucos euros e os novos proprietários não fizeram nada com elas. Sérvia, Croácia e Bósnia-Herzegovina se converteram em “Estados reféns”, nos quais os governantes permitiram com que delinquentes ou “redes mafiosas” violassem a lei de forma flagrante e tirassem proveito “de transações nebulosas com funcionários e autoridades.”
Vesna Peric Zimonjic – IPS
Tradução: Katarina Peixoto.

     A população da desintegrada Iugoslávia ainda espera a chegada do prometido grande crescimento econômico e rápido desenvolvimento que viriam com o capitalismo. Há milhões de pessoas pobres e entre 2 e 3% de ricos, segundo estatísticas oficiais. Após as guerras de secessão dos Bálcãs na década de 90, a região, que se dividiu em Bósnia-Herzegovina, Croácia, Eslovênia, Kosovo, Macedônia, Montenegro e Sérvia, sofreu uma “dolorosa transição” para uma economia de mercado, indicam analistas. A situação começou a se deteriorar entre 1991 e 1995, quando terminou o regime socialista liberal que caracterizou a Iugoslávia desde o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
     A economia regional está em um estado lamentável, se comparado ao de 1989, quando estava especialmente bem. O caso da Eslovênia é diferente porque era uma das regiões mais desenvolvidas da Iugoslávia e ingressou na União Europeia em 2004. O processo de privatização e a transição para uma economia de mercado foi totalmente distinto ao de outros países da Europa oriental, após a queda do muro de Berlim, em 1989, segundo especialistas. “Não se viram gerentes comunistas espertalhões ou empresários internacionais de duvidosa reputação envolvidos nas privatizações”, diz o analista Misa Brkic, em entrevista a IPS (Inter Press Service). A pobreza que existe hoje nesta região não é um fato repentino causado pela atual crise econômica mundial. “As elites locais aproveitaram as devastadoras guerras para ficar com o poder e colocar sua gente na frente da economia. Não puderam nem souberam jogar em função das regras de mercado”, acrescenta.
     A guerra causou mais de 120 mil mortes. As perdas econômicas foram de bilhões de dólares com a destruição de fábricas, empresas, edifícios privados e públicos, aniquilação da produção e a falta de exportações para o desaparecido mercado comum. O custo da destruição na Sérvia chegou a mais de 17 bilhões de dólares, após o bombardeio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em 1999, com o objetivo de terminar com a repressão do regime do ex-presidente Slobodan Milosevic (1941-2006) contra os albaneses de Kosovo. A situação dissuadiu as empresas internacionais de realizar investimentos importantes na região, assinalou Brkic. O que ocorre desde 2008 “não é mais que o resultado inevitável da combinação da situação local deteriorada e da recessão mundial”.
     A falta de atividade econômica é típica. As pessoas querem cada vez mais ajuda do Estado. O desemprego afeta cerca de 20% da população ativa da Sérvia e da Croácia e mais de 45% na Bósnia-Herzegovina. “A mentalidade socialista custa a morrer”, comenta Brkic. “Nunca adotamos a crença de que há uma relação entre quantidade de trabalho e qualidade de vida. Por isso, há protestos diários frente aos edifícios governamentais. Os trabalhadores reclamam salários e empregos ao Estado”.
     Os aposentados dependem de pensões, cujo valor caiu a umas poucas centenas de dólares por mês. Os cofres do Estado minguam pela baixa arrecadação de uma economia estagnada e de poucos recursos deixados pelas privatizações. “A indústria e o comércio croata foram vítimas da louca ideia de Franjo Tudjman (líder independentista e ex-presidente já falecido) que criou 200 famílias muito ricas para lançar uma economia bem sucedida”, disse Zarko Modric à IPS. “Mas só a sua turma ficou com os recursos da privatização. As outrora pujantes indústrias e empresas exportadoras foram vendidas por pouco dinheiro a pessoas que não souberam administrá-las”, assinala.
     A solução mais fácil para o Estado ao término da guerra de 1995 foi aposentar centenas de milhares de veteranos empresários, cujas empresas tinham sido destruídas pelo bombardeio em zonas de combate ou pelas privatizações, explica Modric. “A quantidade de aposentados é apenas um pouco menor que a de empregados na Croácia. As pensões e outras categorias sociais consomem boa parte do orçamento estatal. O governo pede empréstimos, mas sob condições cada vez mais severas”, adverte. “A dívida externa desse país equivale hoje ao seu Produto Interno Bruto, algo em torno de 55 bilhões de dólares. O Estado é prisioneiro dessa dívida”.
     Em 2003, a Croácia, com 4,3 milhões de habitantes, alcançou 69% do PIB que tinha em 1989; enquanto a Sérvia, com 7,3 milhões de pessoas, o fez somente em 2009. A situação é ainda pior na Bósnia-Herzegovina, um país de 3,5 milhões de habitantes, que após a guerra ficou conformada por duas entidades: a República dos sérvio-bósnios, e a Federação Croata-Muçulmana. A corrupção, a violação das leis, a fuga de cérebros, as divisões étnicas entre bósnios muçulmanos, croatas e sérvios, “arraigados a suas entidades”, são apontadas como as principais razões da estagnação econômica do país, segundo um estudo realizado em 2009 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
     Uma investigação aprofundada, “Privatização do capital estatal na Bósnia-Herzegovina”, descreve o processo de reconstrução entre 1995 e 2000, a privatização e a transição para uma economia de mercado até 2009. Do mesmo modo que a Sérvia e a Croácia, a Bósnia-Herzegovina se converteu em um “Estado refém”, no qual os governantes permitiram com que delinquentes ou “redes mafiosas” violassem a lei de forma flagrante e tirassem proveito “de transações nebulosas com funcionários e autoridades”, segundo o Pnud. As privatizações foram pouco transparentes. As empresas foram vendidas por cifras nominais de poucos euros e os novos proprietários não fizeram nada com elas.
     Os cofres do Estado ficaram sem o dinheiro das privatizações, o que fez cair as já magras aposentadorias e a assistência social. “Quando a população da desintegrada Iugoslávia se queixa de que nunca foi tão pobre, eu explico que não podem compreender o que ocorreu, apesar de terem sido testemunhas de tudo”, sustenta Brkic. “Muita gente acredita que não é preciso trabalhar para viver bem. Mas a realidade é dolorosa e ninguém escapa dela. A transição é dura, mas deve ser feita rapidamente para que o dano seja menor”, sustenta. “Há 20 anos que vivemos nesta situação, mas os governantes, os especialistas e os acadêmicos devem alcançar um consenso para acelerar o processo”, conclui.

Saiba Mais - Filmes
Bem-Vindo a Sarajevo (Welcome to Sarajevo)
A trama se passa durante o cerco a Sarajevo, o período mais dramático da guerra da Bósnia. Há também diversas referências a fatos reais, como o concurso de Miss Sarajevo, que ficou célebre por expressar o pedido de socorro da população Bósnia à comunidade internacional, e a Vedran Smailović, conhecido como "o violoncelista de Sarajevo", que tocou um recital em público ainda durante o conflito. O filme é baseado na história real do jornalista britânico Michael Nicholson, que adotou uma menina bósnia muçulmana na esperança de salvá-la do conflito. O episódio é contado no livro Natasha's Story, que o roteirista Frank Cottrell Boyce adaptou para o filme. Na adaptação, o sobrenome de Michael Nicholson foi trocado para "Henderson" e a menina Nataša foi rebatizada como "Emira" (também nome da atriz que a interpreta, Emira Nušević). As filmagens foram feitas em locação na própria Bósnia, apenas meses depois do fim dos combates, em meados de 1996. Portanto, os cenários de destruição (tanto nas cenas externas quanto internas) são todos reais, não reconstituídos, o que adiciona choque à estética realista do filme. Alguns trechos também são intercalados com imagens documentais e trechos de matérias de televisão sobre o conflito. A trilha sonora inclui canções de Happy Mondays, The Stone Roses e Rolling Stones.
Direção: Michael Winterbottom
Ano: 1997
Áudio: Inglês/legendado
Duração: 97minutos

Um Tiro no Coração (Shot Through the Heart)

A guerra civil toma conta de Sarajevo. A população não consegue escapar da fúria destruidora dos confrontos armados. Todos são obrigados a lutar pela causa em que acreditam, ou somente para salvar a própria vida. Companheiros inseparáveis, os atiradores olímpicos iugoslavos Vlado (Linus Roache) e Slavko (Vicente Perez) estão prestes a ter suas vidas transformadas em um inferno, quando um deles descobre que o atirador de elite que deve matar não é ninguém menos que seu melhor amigo. Baseado em fatos reais, esta é a história de uma amizade destruída por uma guerra, onde não existe misericórdia.
Direção: David Attwood
Ano: 1998
Áudio: Inglês/legendado
Duração: 112minutos


Saiba Mais: Link
Vinte anos após o início da Guerra da Bósnia, artigo lembra o genocídio nas terras da antiga Iugosláviae ressalta a inércia da comunidade internacional para com o conflito na época.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Lembranças de Sarajevo

Vinte anos após o início da Guerra da Bósnia, artigo lembra o genocídio nas terras da antiga Iugoslávia e ressalta a inércia da comunidade internacional para com o conflito na época.

     “Bem vindos ao inferno”, saudavam os locais em pichações nos muros da cidade, quando os primeiros jornalistas chegaram em 1992 à Sarajevo. A capital da República da Bósnia e Herzegovina, cercada pelo exército iugoslavo, se tornou o foco da guerra que durou mais de três anos culminando com a fragmentação da Iugoslávia e o saldo aproximado de 100 mil mortos.
     O conflito foi o primeiro golpe no otimismo histérico do fim da Guerra Fria. A Alemanha se unificava enquanto a sombra da União Soviética desaparecia junto com as ameaças do fim do mundo num holocausto nuclear levantando promessas de que, finalmente, o século sangrento se encerraria numa paz inédita. Mas, ao contrário dos países da Europa Central, como Polônia e Hungria, a Iugoslávia não celebrou o fim do comunismo com fogos de artifício, revoluções e promessas de um mundo melhor.
     Ninguém lembra, mas os nazistas não foram os últimos a construírem campos de concentração na Europa. Não foram os últimos a cometer genocídio, a produzirem uma máquina de guerra subsidiada pelo silencio da comunidade internacional. Na década de 90, quando se menos esperava, Sérvios construíram centros, como Omarska,que lembravam Auschwitz e produziram massacres e episódios lamentáveis como Srebrenica, em 1995. Tudo isso contando com a cumplicidade silenciosa de uma comunidade internacional inerte.

Sarajevo sitiada
     Quando Eslovênia e Croácia declararam independência da Iugoslávia, em 1991, o estado multiétnico da Bósnia e Herzegovina passou a ser disputado por Sérvios e Croatas. Fragmentado num quebra cabeça confuso de religiões, etnias e nacionalidades, os muçulmanos bósnios declararam independência. Mesmo tendo sido reconhecida quase automaticamente tanto pela União Europeia, quanto pelos Estados Unidos, a Bósnia se tornou tudo, menos autônoma. As demandas de seus vizinhos condenaram o estado a uma guerra de mais de três anos e seu povo a uma perseguição sanguinária. Sua capital, Sarajevo foi sitiada com barricadas e atiradores de elite próximos ao parlamento. As frágeis forças bósnias de defesa não tinham como dar conta do Exército Popular Iugoslavo, comandado pela Sérvia.
   O cerco de Sarajevo é o mais longo registrado em uma guerra moderna. Durou de 4 de Abril de 1992 até 29 de Fevereiro de 1996. Em estado de guerra, os atiradores na cidade alvejavam crianças, animais domésticos, homens e mulheres que passavam nas ruas para procurar pão ou leite. Ficaram famosas as imagens de cidadãos ordinários correndo entre um prédio e outro em busca de abrigo. No hotel Holiday Inn, construído quando a cidade sediou os jogos de inverno de 1984, os jornalistas de plantão assistiam boquiabertos à escalada de uma monstruosidade que se acreditava perdida no continente.
     Com a capital cercada, os Sérvios avançavam sobre território Bósnio dispersando a população local que agora se concentrava em três enclaves principais, declarados área de proteção da ONU, em abril de 1993. Não adiantou muito. Em Srebrenica, em julho de 1995, as forças do general Mladic tomaram o quartel das Nações Unidas e em três dias mataram mais de 8 mil homens. Foi o maior massacre desde a Segunda Guerra Mundial. Tudo isso sob os olhos atentos de uma comunidade internacional muito bem intencionada e disciplinadamente calada.

Silêncio em congresso sobre direitos humanos
     Para não dizer que não faziam nada, em 1993 foi organizado um congresso sobre direitos humanos em Viena. Contando com a participação de mais de 170 países, o evento conseguiu consagrar uma carta de prerrogativas e determinações extremamente valiosas para o avanço dos direitos humanos. Teoricamente. Na prática, os participantes eram proibidos de mencionar violações e massacres que ocorriam a menos de 500 km da capital austríaca.
     A maravilhosa sensação de que o fim da Guerra Fria em 1991 seria consagrado por uma paz universal ungida pelo respeito dos direitos humanos estava sendo contrariada pela catarse nos Balcãs. O congresso em Viena procurou amenizar as feridas dessa síndrome de orgulho coletivo, mas não funcionou. Somente em 1995, quando a OTAN entrou em ação, foi possível deter as forças sérvias, que até então agiam indiferentes às opiniões de franceses, ingleses, alemães, americanos.... Até lá, mais de 17 mil haviam morrido só na capital Bósnia. Mais tarde, no Kosovo, a vigorosa ação internacional seria testada novamente... Com resultados semelhantes.
Indiferença internacional
     Samantha Power, que na época cobria o conflito para o Washington Post, voltou para os Estados Unidos indignada com a absoluta falta de apoio internacional para impedir massacres que eram tão trágicos quanto previsíveis. Junto com os demais jornalistas em Sarajevo, não compreendia como era possível o exército iugoslavo cometer aquelas atrocidades às vistas de tantos países. No fim, passou a questionar o papel dos Estados Unidos como líder moral depois do fiasco nos Balcãs. Para sua surpresa, pesquisando descobriu que seus conterrâneos nunca tinham feito tanto para impedir um genocídio como no caso da Iugoslávia. Samantha produziu uma longa pesquisa sobre o abismo entre a retórica e a ação dos Estados Unidos. Em 2003 escreveu Genocídio, vencedor do prêmio Pulitzer daquele ano.  
     Para muitos, a experiência de cobrir o cerco de Sarajevo e testemunhar o genocídio em solo europeu às portas do século XXI se transformou num compromisso com a memória do conflito. Jornalistas como Misha Glenny e Alec Russell saíram do posto de meros observadores para especialistas na Guerra. Houve também aqueles que pouco queriam lembrar.
      Alguns anos atrás, um amigo jornalista resolveu me contar sobre seus dias em Sarajevo durante a guerra. Sempre um grande contador de histórias bonachão, fechou o rosto e me disse: “Sei que você se interessa por isso. Mas você é meu amigo. Não sei, não consigo falar o quão nojenta é essa minha profissão, não imagina o tipo de escolha que um jornalista é obrigado a fazer nessas condições”. Aos poucos, lembrou de alguns amigos, em especial de um fotógrafo italiano que se especializou em tirar fotos de crianças prestes a serem alvejadas por atiradores. Em vez de avisar a criança, já que sabia da posição do atirador, ele preferia ficar em silêncio pela foto e dizia: eu salvo uma criança com um grito, e milhares com uma foto.

Vinte anos depois...
     Contrariando o bom senso, o conflito completa 20 anos essa semana (4/4/2012) sendo melancolicamente ignorado pela imprensa internacional, que parece já ter extraído do evento tudo que era possível para vender jornais. Quem fizer uma busca hoje, encontrará artigos que articulam lições de moral comparando a Guerra da Bósnia com  o atual conflito na Síria. Como se tudo estivesse resolvido na região, ou como se tudo que extraíssemos de calamidades absurdas fosse lições morais utilizáveis para experiências análogas. 
     Hoje, Sarajevo se reinventou como uma espécie de capital cultural na região. Abriga eventos relevantes, como seu festival anual de cinema. Ao renascer das cinzas (literalmente), resiste ao esquecimento, mantendo suas próprias ruínas e cicatrizes às vistas.

Saiba Mais – Filmes
Julgamentos de Guerra
Esta produção conta a história real de uma mulher corajosa que enfrentou várias pessoas de seu meio para levar à justiça uma região repleta de conflitos. Uma canadense é nomeada em 1996, Louise Arbour, para o Tribunal de Crimes de Guerra, em Haia, na Holanda. Ela investiga a guerra dos Bálcãs e de Kosovo, mas enfrenta a oposição de vários de seus próprios companheiros e de militares responsáveis por garantir a paz na região. Corajosamente, ela visita as regiões de conflito e faz uma profunda investigação sobre toda a situação, deparando-se com uma cruel realidade de extermínio que já dura há três anos. É quando decide indiciar o presidente iugoslavo Slobodan Milosevic por crimes contra a humanidade, para assim tentar colocar um fim numa guerra civil insana e sangrenta.
Direção: Charles Binamé          
 Ano2005
 Áudio: Português
Duração: 102 min                     

A Informante
Baseado em uma história real, e, em um dos maiores escândalos da história envolvendo a ONU, Kathy Bolkovac (Rachel Weisz) é uma policial esforçada que aceita trabalhar para as Nações Unidas como pacificadora na Bósnia, que passa por uma reconstrução pós-guerra. Seus desejos de ajudar na reconstrução de um país devastado são destruídos quando ela fica face a face com a dura realidade: uma vasta rede de corrupção e tráfico sexual que é encoberta pela ONU.
“A Informante” é uma história verídica acerca do revoltante envolvimento da polícia local, da IPTF (International Police Task Force), de funcionários da Organização das Nações Unidas e diplomatas na conspiração para a corrupção, tráfico e prostituição de jovens Sérvias escravizadas e abusadas sexualmente ao chegarem à Bósnia.
Direção: Larysa Kondracki          
Ano2010
 Áudio: Inglês/legendado
Duração: 112 min                       

 A Caçada
Richard Gere é Simon, jornalista de guerra que, ao lado do cameraman Duck (Terrence Howard, “Homem de Ferro”), realizou grandes coberturas. Após testemunhar um massacre na Bósnia, Simon briga com sua emissora e desaparece. Anos mais tarde, Duck retorna à Bósnia e é procurado por Simon. Ele tem pistas sobre a localização do Raposa (Radovan Karadzic líder sérvio, responsável por um massacre na Bósnia), o pior criminoso da guerra local, que tem uma recompensa de US$5 milhões por sua captura. Agindo contra ordens da ONU e confundidos com agentes da CIA, eles partem em sua busca. Baseado em uma história real.
Direção: Richard Shepard
Ano: 2007
Áudio: Português
Duração: 103minutos