"Tudo que o homem não conhece não existe para ele. Por isso o mundo tem, para cada um, o tamanho que abrange o seu conhecimento." Carlos Bernardo González Pecotche

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A morte de JK. Fatos que levantam suspeitas.

Falhas na perícia e no inquérito se somam ao clima político da época e reforçam tese de quem acredita que Juscelino tenha sido vítima de uma emboscada armada pelos militares no poder
Estado de Minas

        “Precisaram matar, espezinhar, liquidar Juscelino, porque não conseguiram liquidar sua força, sua dignidade, sua coragem, seu carisma de grande líder”, disse dona Sarah Kubitschek (1909–1996) em entrevista concedida ao Jornal do Brasil, em agosto de 1986, 10 anos depois da morte do marido. Dona Sarah morreu com essa certeza, mas sem conseguir provar. Quem persiste com o objetivo é o presidente da Casa Juscelino Kubitschek, em Diamantina, Serafim Melo Jardim, que teve depoimento tomado pela Comissão de Direitos Humanos da Seção Mineira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG), na semana passada.
     Para entender os motivos das dúvidas é essencial compreender o contexto histórico. À época do acidente a ditadura ensaiava dois caminhos, uma abertura – lenta,  gradual e segura –, como aconteceu com a declaração da anistia, em 1979, ou uma possibilidade de endurecimento. Estava em pleno vigor a Operação Condor, um ação conjunta dos governos militares do chamado Cone Sul para minar a oposição aos regimes militares.
     Um dos documentos que despertam suspeitas é uma carta do coronel chileno Manuel Contreras enviada ao general de divisão João Baptista Figueiredo, então chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI), em 1975. A carta discorria sobre a possibilidade de vitória do democrata Jimmy Carter nos Estados Unidos, o que influenciaria a “estabilidade no Cone Sul”. O general chileno citava que JK e o ex-ministro do Exterior do governo do chileno Salvador Allende, Orlando Letelier, poderiam receber apoio. No ano seguinte, os dois morreram. A morte de Letelier foi atribuída à Dina, o serviço secreto liderado por Contreras, que explodiu o carro do ex-ministro em Washington, capital dos EUA. JK morreu um mês antes, quando buscava restabelecer a democracia no Brasil.
     Quatro meses depois, em dezembro, morreu o também ex-presidente João Goulart, de ataque cardíaco. Mais cinco meses se passaram e o ex-governador da Guanabara Carlos Lacerda também morreu, de infarto e desidratação aguda por febre. Os três formavam a Frente Ampla, grupo de oposição ao regime militar. Criada em 1967, a frente durou oficialmente até o ano seguinte, quando Lacerda foi cassado. JK foi cassado antes, em 1964, quando exercia o cargo de senador por Goiás. Goulart foi o último presidente antes de os militares tomarem o poder e também cassado em abril de 1964. Há quatro anos, a família de Goulart entrou com ação na Procuradoria Geral da República pedindo a investigação sobre um possível complô para matar o ex-presidente por envenenamento.
     Em 2001, a Câmara dos Deputados criou uma comissão externa para tentar esclarecer a morte de JK. A conclusão foi: “Não há qualquer laudo, qualquer estudo técnico que possa comprovar a tese de assassinato. O argumento é, na verdade, emocional”. Entretanto, o relatório destaca também: “Juscelino incomodava e ameaçava o poder dos ditadores. É verdade, sim, que o povo ansiava pela volta de Juscelino ao cenário político. Do mesmo modo, os fatos indicam que havia um complô para que Juscelino retornasse ao poder. Aquele acidente antecipou o desejo de muitos”.

Um choque que ninguém viu
     Diversas falhas são apontadas na perícia e no inquérito. Apenas nove dos 33 passageiros do ônibus da Cometa foram ouvidos pela Justiça e nenhum afirmou que houve choque do ônibus com o Opala. “A verdade é uma só: ninguém teve conhecimento do abalroamento do Opala pelo ônibus, nem mesmo o guarda rodoviário que compareceu ao local e que foi notificado da ocorrência pelo motorista do coletivo. Ninguém percebeu a ocorrência do fato questionado. Ninguém o comentou. E tal coisa seria impossível se tivesse ocorrido aquele choque”, escreveu o juiz de Resende (RJ), Gilson Vitral Vitorino, em 18 de agosto de 1977. Além disso, o motorista da Cometa, Josias Nunes de Oliveira, parou no local para prestar socorro e alguns quilômetros à frente voltou a parar, dessa vez em um posto da Polícia Rodoviária, para informar do acidente.
     Outro ponto apontado na sentença é que não houve preservação do local. A pista não foi interditada e os peritos chegaram horas depois do acidente. A sentença também ressalta que “por ordens superiores” não foram anexadas ao laudo fotografias com o posicionamento dos cadáveres. O auto de exame cadavérico deveria responder quatro questões: se houve morte, qual a causa da morte, qual o instrumento ou meio que produziu a morte e, por último, se ela foi produzida por meio de veneno, fogo, explosivo, asfixia ou tortura ou por outro meio insidioso ou cruel. Somente a última não foi respondida.
     Foram designados dois peritos criminais: Haroldo Ferraz e Nelson Ribeiro de Moura. No dia seguinte ao acidente, Haroldo foi substituído pelo perito Sérgio de Souza Leite. Em 1995, 19 anos depois, Sérgio foi demitido do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, depois de nove denúncias do Ministério Público contra os laudos produzidos por ele, sendo que oito processos tiveram que ser arquivados por falta de provas.

Tinta, outro carro e um suposto tiro
     Uma das principais provas que levaram à acusação de Josias foi um vestígio de tinta encontrado na lataria do ônibus da Cometa. O presidente da casa JK, em Diamantina, e que à época do acidente era secretário particular de Juscelino, destaca que o laudo da análise das tintas foi feito por uma empresa privada, a Termomecânica São Paulo S.A, e não pelos peritos da Secretaria de Segurança Pública, como era usual. Josias, o motorista da Cometa, também explicou que a tinta encontrada pela perícia era recorrente em todos os ônibus que circulavam no terminal rodoviário de São Paulo, devido a esbarrões em peças semelhantes a manilhas, presentes na entrada da rodoviária.
     Serafim não se conforma com o fato de o juiz não ter ouvido todos os passageiros. À época surgiram versões de que um outro veículo, um Chevrolet Caravan, teria fechado o Opala e provocado o acidente. Chegou a ser levantada a suspeita de que do veículo teria saído um tiro e teria acertado o motorista de JK, Geraldo Ribeiro. Quando Serafim foi chefe de gabinete do então governador Eduardo Azeredo (PSDB), em 1996, conseguiu a reabertura do processo, poucos meses antes de vencer o prazo legal – de 20 anos – de prescrição.
     O corpo de Geraldo, enterrado no Cemitério da Saudade, em Belo Horizonte, foi exumado. O laudo número 12.311/96 aponta a presença de um “pequeno fragmento metálico de forma cilindro-cônica, medindo sete milímetros de comprimento e diâmetro médio de dois milímetros” no crânio do motorista. O objeto foi analisado e o laudo da Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais concluiu que o metal era o “fragmento de prego enferrujado e corroído”, que se desprendeu do caixão. Serafim, entretanto, não descarta a possibilidade de ser um fragmento de uma bala. O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Seção Mineira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG), Willian Santos, afirma ter informações de que o metal pode ser de um projétil de arma de uso exclusivo do Exército.



Os anos JK - uma trajetória política
O filme conta a trajetória do presidente brasileiro Juscelino Kubitschek. 1954: suicídio de Getúlio Vargas. 1955: crise política ameaça a posse do presidente eleito, Juscelino Kubitschek. 1956: JK assume a presidência. Promete democracia e desenvolvimento. Supera crises e crises. Começa a construção de Brasília. Brasil muda de tom. 1960: JK inaugura Brasília. 1961: JK dá posse a seu sucesso Jânio Quadros. Sete meses depois Jânio renuncia. Crise. 1964: Golpe Militar instaura ditadura. JK é cassado. Dez anos de história. Muitas crises. O governo JK é um exercício de democracia. O Brasil ferve. Os anos JK. Ver para não esquecer. O filme é narrado pelo ator Othon Bastos e contou com a participação de alguns políticos, entre eles Tancredo Neves, Renato Archer, Magalhães Pinto e Henrique Teixeira Lott.
Documentário vencedor dos prêmios: Festival de Gramado 1980, Prêmio Especial do Júri e Melhor Montagem. Troféu APCA 1981 Melhor Montagem. Troféu Margarida de Prata - CNBB (1980). São Saruê – FCCRJ (1981). Prêmio de Qualidade - Concine (1980)
Direção: Silvio Tendler
Ano: 1980
Áudio: Português
Duração: 110 minutos
Tamanho: 688 MB
Bela Noite Para Voar
O filme mistura episódios reais com fatos fictícios. Durante seu mandato na presidência da república, entre os anos de 1955 e 1960, Juscelino Kubitscheck (José de Abreu) criou seu Plano de Metas, que pretendia desenvolver o Brasil cinquenta anos em cinco. Para isso, no entanto, ele teve que bater de frente com muitos poderosos, inclusive o deputado Carlos Lacerda (Marcos Palmeira), considerado responsável pelo suicídio de Getúlio Vargas. Além disso, Kubitscheck também rompeu com o Fundo Monetário Internacional, o FMI.
Por sua ousadia, muitos militares tentam armar planos para derrubar o governante e instaurar um novo regime de poder. Alguns dias após uma manifestação destes militares, o ministro da guerra, General Lott, tenta alertar o presidente de que ele pode estar correndo riscos, mas não obtém sucesso.
Assim, em uma Bela Noite Para Voar, JK precisa cumprir uma série de compromissos em diversas regiões do Brasil, para isso sai com um de seus aviões oficiais voando entre Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Brasília e Minas Gerais. “Durante a trajetória, uma conspiração capitaneada por oficiais da Aeronáutica tenta derrubar o avião do presidente”, conta o diretor.
O filme faz referência às rebeliões do início do mandato de Juscelino, especialmente a de Jacareacanga, ocorrida em fevereiro de 1956, quando oficiais da Aeronáutica tomaram uma base aérea do sul do Pará. O grande desejo do estadista é chegar logo ao destino final, Belo Horizonte, onde sua amante Princesa (Mariana Ximenes) o aguarda. Porém, um grupo de rebeldes da aeronáutica fez o possível para que o avião não consiga pousar inteiro.
Direção: Zelito Viana
Ano: 2009
Áudio: Português
Duração: 87 minutos
Tamanho: 324 MB
Jango – Como, quando e porque se depõe um Presidente
O documentário de Sílvio Tendler acompanha a vida política de João Belchior Marques Goulart (1918-1976), o Jango, de 1950 a 1976, de seu primeiro cargo importante, como Ministro do Trabalho no governo de Getúlio Vargas, até o exílio no Uruguai e Argentina, depois do golpe de 1964. Tendler explora a vida de Jango, gaúcho de São Borja e único presidente brasileiro a morrer no exílio, apresentando imagens de filmes caseiros, documentários antigos, fotos e entrevistas, e, depoimentos importantes, como os do general Antônio Carlos Muricy, de Leonel Brizola, de Aldo Arantes, de Afonso Arinos, de Magalhães Pinto, de Frei Betto, de Celso Furtado, entre outros.
Há uma grande quantidade de imagens inéditas, como as viagens de Goulart à Russia e à China, Jango discursando na ONU,  e do comício da Central do Brasil, em 13 de março de 1964, que, antecede ao golpe militar de 31 de março.
Documentário vencedor dos prêmios: Música Original (Milton Nascimento e Wagner Tiso), Melhor Filme (Júri Popular) e Prêmio Especial do Júri, XII Festival do Cinema Brasileiro de Gramado, RS, 1984. Prêmio Especial do Júri para Documentário, Festival Novo Cinema Latino-Americano, Havana, Cuba, 1984. Melhor Filme do Público, Festival de Nova Delhi, Índia, 1985.
Direção: Sílvio Tendler
Ano: 1984
Áudio: Português
Duração: 117 minutos
Tamanho: 459 MB

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Lutas.doc

    Lutas.doc faz uma reflexão profunda sobre a história da sociedade brasileira e o papel da violência na formação do povo. Dirigido por Luiz Bolognesi e Daniel Augusto, o documentário tem um ritmo dinâmico e utiliza recursos de animação, trechos de filmes, informação, entrevistas e análise. Os cinco episódios combinam densidade de reflexão com linguagem acessível, uma atração especial para o público jovem.
     Grandes pensadores brasileiros, personalidades da política e da cultura do país, além de outros cidadãos, abordam várias facetas da violência no Brasil. Os depoimentos são intercalados por desenho animado. Essa animação é fruto do trabalho diário de uma equipe de 60 profissionais e levou três anos para ser produzido. 
     Com um olhar crítico e ousado, duas dezenas de entrevistados passam em revista a história da sociedade brasileira. Entre eles, os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso, a ex-senadora Marina Silva, o escritor Ferréz, índios Guarani-Kaiowá, o jornalista Gilberto Dimenstein, o líder do MST João Pedro Stédile, os historiadores John Monteiro, Laura de Mello e Souza, Pedro Puntoni e Leandro Karnal, o sociólogo Luis Mir e a filósofa Márcia Tiburi, o psicanalista Contardo Calligaris, Soninha Francine; a professora de filosofia Olgária Matos, a professora Esther Hamburger, jornalista e ex-moradora de rua Esmeralda Oritiza, professora de comunicação Esther Hamburger, o pensador José Júnior, do AffroReggae. 
     Os diretores da série propõem um grande debate e tentam contar a história do Brasil que não se aprende nas escolas.

Direção: Luiz Bolognesi e Daniel Augusto
Ano: 2010
Áudio: Português
Duração: +- 25 minutos/cada Episódio
     O primeiro episódio, "Guerra sem fim", com demolidora argumentação, desmonta-se a imagem do Brasil como sociedade pacífica e do brasileiro como gentil por natureza. Mostra a história da violência no Brasil, a presença da luta desde antes da chegada dos colonizadores, ou seja, é uma constante na história nacional. Mesmo antes da chegada dos europeus, as nações indígenas tinham a guerra no centro de suas culturas. São enfocados conflitos pouco conhecidos, massacres, e revistos fatos históricos à luz de um olhar crítico, que questiona a história oficial com argumentos e insights.

     O segundo episódio, "Recursos humanos", volta-se para a escravidão e revela as cicatrizes sociais com suas tensões, ambiguidades e a dificuldade de passar das palavras a atos de transformação. Enfoca como era a vida dos escravos no Brasil e como eles foram tratados pelas outras classes sociais. Os escravos foram libertados no país em 1888. Entretanto, "Nunca houve uma preparação intelectual dos escravos no Brasil, como aconteceu nos Estados Unidos com a Guerra Civil", observa o historiador Eduardo Gianetti. "Levamos mais de um século para integrar escravos na força de trabalho, mas não devemos ser orgulhosos, devemos ter vergonha." 

     O terceiro episódio, "Fábrica de verdades", mostra como a mídia, especialmente a televisão, nega a violência e a brutalidade das relações sociais. "Se você imagina que são as novelas que fazem a educação do brasileiro... É uma inversão de princípio e de realidade. Impressionante", diz a professora de filosofia, Olgária Matos. "Estamos em um país em que as pessoas não são alfabetizadas", diz o escritor Ferrez. Da mesma opinião, o jornalista Gilberto Dimenstein constata: “Em São Paulo, se você pega as pessoas formadas no ensino médio, 5% apenas têm conhecimento adequado para ler e escrever. Lamento, eu não consigo ver violência maior do que uma pessoa chegar ao final da sua adolescência e não saber ler nem escrever. Não consigo ver quantas violências são maiores do que essa. Mas ninguém liga. E não causa comoção, não causa nenhum escândalo, não causa uma indignação nacional". 

     O quarto episódio, "Heroína sem estátua", investiga a discriminação silenciosa das mulheres. A luta das mulheres pela igualdade de direitos na sociedade brasileira. Na avaliação do historiador Pedro Puntoni, toda revolução histórica é marcada por conflitos e, no caso da questão feminina, o papel da rebelião foi fundamental nesse processo. "A rebeldia transforma a história", analisa. Ele conclui que, na política, o brasileiro ainda é muito conservador e a visão machista perdura nas grandes decisões. Mesmo com todo o avanço das mulheres, a série constata que apenas 9% das prefeituras brasileiras são ocupadas por elas. Outro índice que ainda é um diferencial são os salários: 40% menor do que os dos homens que ocupam a mesma função. Uma das representantes da mulher na política, a ex-senadora Marina Silva reconhece o rápido aprendizado das mulheres com os homens. E garante que "se os homens não aprenderem com elas terão um grande prejuízo". 

     O quinto episódio, "O que vem por aí", é uma conversa sobre o futuro polarizada entre quem acha que o Brasil está em guerra civil e quem acredita que o crescimento econômico e político pode mudar a situação.

Saiba Mais: Links 
Mulheres Invisíveis (2011)

domingo, 9 de setembro de 2012

Chico Xavier - Coleção 387 Livros

Ano de Lançamento: 2012
Idioma do Conteúdo: Português
Formato do Arquivo: Pdf/Doc/Html/Txt
Tamanho do Arquivo: 39 MB

Livros: 
1. A CAMINHO DA LUZ - 2. A LUZ DA ORAÇÃO - 3. A SEMENTE DE MOSTARDA - 4. A TERRA E O SEMEADOR
5. A VERDADE RESPONDE - 6. A VIDA CONTA - 7. A VIDA ESCREVE - 8. A VIDA FALA I - 9. A VIDA FALA II
10. A VIDA FALA III - 11. A VOLTA - 12. ABENCOA SEMPRE - 13. ABRIGO - 14. AÇÃO E CAMINHO
15. AÇÃO E REAÇÃO - 16. AÇÃO, VIDA E LUZ - 17. ACEITAÇÃO E VIDA - 18. ADEUS A SOLIDÃO
19. AGENCIA DE NOTÍCIAS - 20. AGENDA CRISTÃ - 21. AGENDA DE LUZ - 22. AGORA É O TEMPO
23. ALÉM DA ALMA - 24. ALGO MAIS - 25. ALMA DO POVO - 26. ALMA E CORAÇÃO - 27. ALMA E LUZ
28. ALMA E VIDA - 29. ALMAS EM DESFILE - 30. ALVORADA CRISTÃ - 31. ALVORADA DO REINO
32. AMANHECE - 33. AMIGO - 34. AMIZADE - 35. AMOR E LUZ - 36. AMOR E SAUDADE
37. AMOR E VERDADE - 38. AMOR SEM ADEUS - 39. ANOTAÇÕES DA MEDIUNIDADE - 40. ANTE O FUTURO
41. ANTENAS DE LUZ - 42. ANTOLOGIA DA AMIZADE - 43. ANTOLOGIA DA CARIDADE
44. ANTOLOGIA DA CRIANÇA - 45. ANTOLOGIA DA ESPERANÇA - 46. ANTOLOGIA DA ESPIRITUALIDADE
47. ANTOLOGIA DA JUVENTUDE - 48. ANTOLOGIA DA PAZ - 49. ANTOLOGIA DO CAMINHO
50. ANTOLOGIA DOS IMORTAIS - 51. ANTOLOGIA MEDIÚNICA DE NATAL - 52. APELOS CRISTÃOS
53. APOSTILAS DA VIDA - 54. AS PALAVRAS CANTAM - 55. ASSEMBLÉIA DE LUZ - 56. ASSIM VENCERAS
57. ASSUNTOS DA VIDA E DA MORTE - 58. ASTRONAUTAS DO ALÉM - 59. ATENÇÃO
60. ATRAVÉS DO TEMPO - 61. AUGUSTO VIVE - 62. AULAS DA VIDA - 63. AUTA DE SOUZA
64. BAÚ DE CASOS - 65. BAZAR DA VIDA - 66. BENÇÃO DE PAZ - 67. BÊNÇÃOS DE AMOR
68. BEZERRA, CHICO E VOCÊ - 69. BOA NOVA - 70. BRASIL CORAÇÃO DO MUNDO - 71. BRILHE VOSSA LUZ
72. BUSCA E ACHARÁS - 73. CALENDÁRIO ESPÍRITA - 74. CALMA - 75. CAMINHO ESPÍRITA
76. CAMINHO ILUMINADO - 77. CAMINHO, VERDADE E VIDA - 78. CAMINHOS - 79. CAMINHOS DA FÉ
80. CAMINHOS DA VIDA - 81. CAMINHOS DE VOLTA - 82. CAMINHOS DO AMOR - 83. CANAIS DA VIDA
84. CANTEIRO DE IDÉIAS - 85. CARAVANA DO AMOR - 86. CARIDADE - 87. CARTAS DE UMA MORTA
88. CARTAS DO CORAÇÃO - 89. CARTAS DO EVANGELHO - 90. CARTAS E CRÔNICAS
91. CARTILHA DA NATUREZA - 92. CARTILHA DO BEM - 93. CASTRO ALVES FALA A TERRA - 94. CEIFA DE LUZ
95. CENTELHAS - 96. CHÃO DE FLORES - 97. CHICO XAVIER DOS HIPPIES AOS PROBLEMAS DO MUNDO
98. CHICO XAVIER EM GOIÂNIA - 99. CHICO XAVIER PEDE LICENÇA - 100. CIDADE NO ALÉM
101. CLARAMENTE VIVOS - 102. COISAS DESTE MUNDO - 103. COLETÂNEA DO ALÉM
104. COMANDOS DO AMOR - 105. COMPAIXÃO - 106. COMPANHEIRO - 107. CONDUTA ESPÍRITA
108. CONFIA E SEGUE - 109. CONFIA E SERVE - 110. CONSTRUÇÃO DO AMOR - 111. CONTINUIDADE
112. CONTOS DESTA E D´OUTRA VIDA - 113. CONTOS E APÓLOGOS - 114. CONVERSA FIRME
115. CONVIVÊNCIA - 116. CORAÇÃO E VIDA - 117. CORAÇÕES RENOVADOS - 118. CORAGEM
119. CORREIO DO ALÉM - 120. CORREIO FRATERNO - 121. CRER E AGIR - 122. CRIANÇAS NO ALÉM
123. CRÔNICAS DO ALÉM TÚMULO - 124. CURA - 125. DÁDIVAS ESPIRITUAIS - 126. DÁDIVAS DE AMOR
127. DEGRAUS DA VIDA - 128. DESOBSESSÃO - 129. DEUS AGUARDA - 130. DEUS SEMPRE
131. DIÁLOGO DOS VIVOS - 132. DIÁRIO DE BÊNÇÃOS - 133. DICIONÁRIO DA ALMA - 134. DINHEIRO
135. DOUTRINA DE LUZ - 136. DOUTRINA E APLICAÇÃO - 137. DOUTRINA E VIDA - 138. DOUTRINA ESCOLA
139. E A VIDA CONTINUA - 140. EDUCANDÁRIO DE LUZ - 141. ELENCO DE FAMILIARES - 142. EMMANUEL
143. ENCONTRO DE PAZ - 144. ENCONTRO MARCADO - 145. ENCONTROS NO TEMPO
146. ENDEREÇO DE PAZ - 147. ENTENDER CONVERSANDO - 148. ENTRE A TERRA E O CEU
149. ENTRE IRMÃOS DE OUTRAS TERRAS - 150. ENTREVISTAS - 151. ENXUGANDO LÁGRIMAS
152. ESCOLA NO ALÉM - 153. ESCRÍNIO DE LUZ - 154. ESPERA SERVINDO - 155. ESPERANÇA E ALEGRIA
156. ESPÍRITO DA VERDADE - 157. ESTAMOS NO ALÉM - 158. ESTAMOS VIVOS - 159. ESTANTE DA VIDA
160. ESTRADAS E DESTINOS - 161. ESTRELAS NO CHÃO - 162. ESTUDE E VIVA - 163. EVANGELHO EM CASA
164. EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS - 165. EXCURSÃO DE PAZ - 166. FALANDO A TERRA
167. FALOU E DISSE - 168. FAMÍLIA - 169. FÉ - 170. FÉ, PAZ E AMOR - 171. FESTA DA PAZ
172. FONTE DE PAZ - 173. FONTE VIVA I - 174. FONTE VIVA II - 175. FOTOS DA VIDA - 176. GABRIEL
177. GAVETA DA ESPERANÇA - 178. GOTAS DE LUZ - 179. GOTAS DE PAZ - 180. GRATIDÃO E PAZ
181. HARMONIZAÇÃO - 182. HISTÓRIAS E ANOTAÇÕES - 183. HOJE - 184. HORA CERTA
185. HORAS DE LUZ - 186. HUMORISMO NO ALÉM - 187. IDEAL ESPÍRITA - 188. IDÉIAS E ILUSTRAÇÕES
189. INDICAÇÕES DO CAMINHO - 190. INDULGÊNCIA - 191. INSPIRAÇÃO - 192. INSTRUÇÕES PSICOFÔNICAS
193. INSTRUMENTOS DO TEMPO - 194. INTERCÂMBIO DO BEM - 195. INTERVALOS - 196. IRMÃO
197. IRMÃOS UNIDOS - 198. JANELA PARA A VIDA - 199. JARDIM DE INFÂNCIA - 200. JESUS EM NÓS
201. JESUS NO LAR - 202. JÓIA - 203. JUCA LAMBISCA - 204. JUNTOS VENCEREMOS - 205. JUSTIÇA DIVINA
206. LÁZARO REDIVIVO - 207. LEALDADE - 208. LEIS DO AMOR - 209. LEVANTAR E SEGUIR
210. LIBERTACAO - 211. LINHA DUZENTOS - 212. LIRA IMORTAL - 213. LIVRO DA ESPERANÇA
214. LIVRO DE RESPOSTAS - 215. LOJA DE ALEGRIA - 216. LUZ ACIMA -217. LUZ BENDITA - 218. LUZ E VIDA
219. LUZ NO CAMINHO - 220. LUZ NO LAR - 221. MÃE - 222. MAIS LUZ - 223. MAIS VIDA
224. MÃOS MARCADAS - 225. MÃOS UNIDAS - 226. MARCAS DO CAMINHO - 227. MARIA DOLORES
228. MATERIAL DE CONSTRUÇÃO - 229. MECANISMOS DA MEDIUNIDADE - 230. MEDIUNIDADE E SINTONIA
231. MENSAGENS DO PEQUENO MORTO - 232. MENTORES E SEAREIROS - 233. MIGALHA
234. MISSIONARIOS DA LUZ - 235. MOMENTO - 236. MOMENTOS DE OURO - 237. MOMENTOS DE PAZ
238. MONTE ACIMA - 239. MORADIAS DE LUZ - 240. NA ERA DOS ESPÍRITOS
241. NAS PEGADAS DO MESTRE - 242. NASCER E RENASCER - 243. NATAL DE SABINA
244. NESTE INSTANTE - 245. NINGUÉM MORRE - 246. NO MUNDO MAIOR - 247. NO PORTAL DA LUZ
248. NÓS - 249. NOS DOMINIOS DA MEDIUNIDADE - 250. NOSSO LAR - 251. NOSSO LIVRO
252. NOTAS DO MAIS ALÉM - 253. NOTÍCIAS DO ALÉM - 254. NOVAS MENSAGENS - 255. NOVO MUNDO
256. O CAMINHO OCULTO - 257. O CONSOLADOR - 258. O ESPÍRITO DA VERDADE
259. O ESPÍRITO DE CORNÉLIO PIRES - 260. O ESSENCIAL - 261. O LIGEIRINHO
262. OBREIROS DA VIDA ETERNA - 263. OFERTA DE AMIGO - 264. OPINIÃO ESPÍRITA
265. ORVALHO DE LUZ - 266. OS COMANDOS DO AMOR - 267. OS DOIS MAIORES AMORES
268. OS FILHOS DO GRANDE REI - 269. OS MENSAGEIROS - 270. PACIÊNCIA - 271. PÁGINAS DO CORAÇÃO
272. PAI NOSSO - 273. PALAVRAS DA CORAGEM - 274. PALAVRAS DE CHICO XAVIER
275. PALAVRAS DE EMMANUEL - 276. PALAVRAS DE VIDA ETERNA I - 277. PALAVRAS DE VIDA ETERNA II
278. PALAVRAS DO CORAÇÃO - 279. PALAVRAS DO INFINITO - 280. PALCO ILUMINADO - 281. PÃO NOSSO
282. PARNASO DO ALÉM TUMULO - 283. PÁSSAROS HUMANOS - 284. PASSOS DA VIDA
285. PAULO E ESTEVÃO - 286. PAZ - 287. PAZ E ALEGRIA - 288. PAZ E LIBERTAÇÃO - 289. PAZ E RENOVAÇÃO
290. PEDAÇOS DA VIDA - 291. PENSAMENTO E VIDA - 292. PERANTE JESUS - 293. PERDÃO E VIDA
294. PÉROLAS DE LUZ - 295. PEROLAS DO ALÉM - 296. PÉTALAS DA PRIMAVERA - 297. PÉTALAS DA VIDA
298. PINGA FOGO - 299. PLANTÃO DE PAZ - 300. PLANTÃO DE RESPOSTAS - 301. POETAS REDIVIVOS
302. PONTO DE ENCONTRO - 303. PONTOS E CONTOS - 304. PORTO DE ALEGRIA - 305. PRAÇA DA AMIZADE
306. PREITO DE AMOR - 307. PRESENÇA DE CHICO XAVIER - 308. PRESENÇA DE LUZ
309. PRONTO SOCORRO - 310. RAPIDINHO - 311. RECADOS DA VIDA - 312. RECADOS DA VIDA MAIOR
313. RECADOS DO ALÉM - 314. RECANTO DE PAZ - 315. RECEITA DE PAZ - 316. RECONFORTO
317. REENCONTROS - 318. REFÚGIO - 319. RELATOS DA VIDA - 320. RELICÁRIO DE LUZ
321. RELIGIÃO DOS ESPÍRITOS - 322. REPORTAGENS DO ALÉM TÚMULO - 323. RESPOSTAS DA VIDA
324. RETRATOS DA VIDA - 325. REVELAÇÃO - 326. ROSAS COM AMOR - 327. ROTEIRO - 328. RUMO CERTO
329. RUMOS DA VIDA - 330. SAUDAÇÃO DO NATAL - 331. SEARA DE FÉ - 332. SEARA DOS MÉDIUNS
333. SEGUE-ME - 334. SEGUINDO JUNTOS - 335. SEMEADOR EM TEMPOS NOVOS - 336. SEMENTES DE LUZ
337. SENDA PARA DEUS - 338. SENTINELAS DA ALMA - 339. SENTINELAS DA LUZ
340. SERVIDORES NO ALÉM - 341. SEXO E DESTINO - 342. SINAIS DE RUMO - 343. SINAL VERDE
344. SÍNTESES DOUTRINÁRIAS - 345. SOL NAS ALMAS - 346. SOMENTE AMOR - 347. SOMOS SEIS
348. SORRIR E PENSAR - 349. TAÇA DE LUZ - 350. TÃO FÁCIL - 351. TAREFA ESPÍRITA - 352. TEMAS DA VIDA
353. TEMPO DE LUZ - 354. TEMPO E AMOR - 355. TEMPO E NÓS - 356. TENDE BOM ÂNIMO
357. TESOURO DA ALEGRIA - 358. TIMBOLÃO - 359. TOCANDO O BARCO - 360. TOQUES DA VIDA
361. TREVO DE IDÉIAS - 362. TRILHA DE LUZ - 363. TROVADORES DO ALÉM- 364. TROVAS DA VIDA
365. TROVAS DO CORAÇÃO - 366. TROVAS DO OUTRO MUNDO - 367. UNIÃO EM JESUS - 368. URGÊNCIA
369. VENCERAM - 370. VEREDA DE LUZ - 371. VIAJARAM MAIS CEDO - 372. VIAJOR - 373. VIAJORES DA LUZ
374. VIDA ALÉM DA VIDA - 375. VIDA E CAMINHO - 376. VIDA E SEXO - 377. VIDA EM VIDA
378. VIDA NO ALÉM - 379. VIDA NOSSA VIDA - 380. VINHA DE LUZ - 381. VISÃO NOVA - 382. VITORIA
383. VIVEREMOS SEMPRE - 384. VOLTA BOCAGE - 385. VOLTEI - 386. VOZES DE OUTRA MARGEM
387. VOZES DO GRANDE ALÉM

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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Injustiça para quem?

Sancionada pela presidente Dilma Rousseff, nova lei de cotas evidencia a debilidade do ensino público básico no Brasil, mas representa um grande passo para a luta contra o preconceito racial no país.
     Aprovada pelo Senado no início deste mês (7 de agosto) e sancionada pela presidente Dilma Rousseff na tarde de quarta (19), nova lei de cotas (PLC180/2008) passa a valer a partir de 2013. A medida que obriga todas as universidades e institutos tecnológicos federais a destinarem 50% de suas vagas a estudantes de escolas públicas e, dentro disso, 25% a candidatos pretos, pardos e índios; evidencia a debilidade do ensino básico no Brasil, mas representa um grande passo para a luta contra o preconceito racial no país.
     O texto começou a tramitar no Congresso no final dos anos 1990 e surgiu com intuito de reformular o sistema de ingresso universal, o vestibular. Mas o projeto foi sendo modificado com o tempo: na alvorada dos anos 2000, quando o Estado começou a implementar políticas públicas a favor de ações afirmativas, as cotas sociais e raciais passaram a ser a principal bandeira. E não é à toa: o Censo Escolar 2010 realizado pelo IBGE aponta, por exemplo, que o Brasil tem 51,5 milhões de estudantes matriculados na educação básica, sendo 43,9 milhões, estudantes das redes públicas (85,4%). Do número total de alunos que frequentam o Ensino Médio, o Censo mostra que 50,9% deles são pretos ou pardos. No ensino superior público – que possui as mais conceituadas universidades do país - 87,4% dos estudantes são oriundos de escolas particulares. Pretos, pardos e índios variam conforme o estado.
     A historiadora Verena Alberti, coordenadora de documentação do CPDOC (FGV) e professora de História na Escola Alemã Corcovado (que fica no Rio de Janeiro), diz que é a favor das cotas raciais e sociais e explica que a aprovação da lei no Senado representa, sobretudo, uma reparação de uma injustiça histórica. “Agora que o Estado do Brasil é a favor da lei de cotas, está apresentando a responsabilidade de consertar o que estava errado. E muitas vezes a gente pensa que o que estava errado estava assim por herança da escravidão, como se fosse por inércia. Mas é importante ver que o Estado, depois de 1889, instituiu políticas diferenciando a população; estimulando a imigração, o embranquecimento. Nós nunca tivemos leis de segregação racial, mas tínhamos leis que proibiam manifestações afro-brasileiras, até a década de 1920, por exemplo”.
     Alberti, que coordenou um projeto sobre a história do movimento negro no Brasil com base em relatos orais, acredita que a adoção do sistema de cotas não vai enfraquecer o ensino superior brasileiro ou invalidar políticas de melhoria na educação básica pública e acrescenta: “O curioso é que somos orgulhosos da mistura cultural no Brasil, mas quando existe a mistura física, essa miscigenação não é tão valorizada. Continua havendo o preconceito racial. Ainda que raça seja um conceito biologicamente inexistente. Acho que há necessidade de pessoas se acostumarem que negros possam fazer parte das camadas médias da sociedade, porque enquanto isso não acontecer, pessoas vão continuar morrendo devido a crimes motivados por racismo”.  
     O relator do projeto aprovado na Casa, senador Paulo Paim (PT/RS) afirma que o sistema de cotas nacional vai fortalecer o ensino superior em seus dez anos de vigência. “Hoje, ficou comprovado pelas pesquisas que os cotistas têm, na maioria dos casos, notas iguais ou maiores do que os não cotistas nas universidades que já adotam o sistema de cotas [seja ele qual for]. Não tem nenhuma injustiça nisso”. A opinião de Paim não é a mesma do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), o único que votou contra a aprovação do PLC na seção deste mês. Segundo ele, o projeto “impõe uma camisa de forças para todas as universidades brasileiras". Além de afetar a excelência do ensino e tirar a autonomia das reitorias acerca do modelo de ingresso.
 A voz das pesquisas
     Apesar da opinião radicalmente contrária apresentada pelo senador Nunes Ferreira, a sociedade parece ser a favor do sistema de cotas, em sua maioria: em pesquisa realizada pelo Datafolha, em 2008, 51% dos entrevistados se disseram favoráveis às cotas raciais; quando a pergunta disse respeito às cotas sociais, 86% das pessoas apoiaram a medida. O apoio popular ganha mais força quando se analisa o desempenho de cotistas em universidades que já adotam alguns sistemas: alunos que entram na universidade por meio de cotas têm notas iguais ou até maiores do que os que utilizam o sistema universal. E os índices de evasão são praticamente os mesmos que os dos alunos não cotistas, se a universidade apresenta algum programa de apoio financeiro aos mais pobres.
     Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), referentes ao biênio 2005-2006, cotistas obtiveram maior média de rendimento em 31 dos 55 cursos  da Unicamp e coeficiente de rendimento (CR) igual ou superior aos de não-cotistas em 11 dos 16 cursos  da UFBA. Os números se repetem em outros casos, conforme alerta a pesquisa elaborada pelo professor Jacques Velloso, da Faculdade de Educação da UnB [disponível aqui].
     “O povo brasileiro não é contrário às políticas de ações afirmativas, nem na sua versão mais polêmica, o programa de cotas. Quem as rejeita são as classes médias e as elites, inclusive intelectuais e alguns veículos de comunicação”, afirma o historiador Petrônio Domingues, professor visitante da Rutgers University (EUA). “São necessárias ações concretas para se enfrentar o problema da exclusão do negro no Brasil, mais do que ‘boas intenções’, retórica política e debates acadêmicos”, acrescenta.
     A antropóloga Yvonne Maggie, professora titular da UFRJ, é contrária à nova lei, porque acha que o governo, dessa forma, quer resolver o problema “a custo zero”. Em artigo publicado em seu blog 'A vida como ela parece ser', Maggie explica que apenas a entrada obrigatória de alunos pobres no ensino público superior não garante seu sucesso, já que o sistema vai continuar não oferecendo o apoio necessário. “Temo por esses jovens mais despreparados. Terão um longo caminho pela frente e não será fácil percorrê-lo. Já são sobreviventes do ensino médio. Já passaram pelas agruras para obter o diploma do ensino básico, cumprindo uma grade de 12 disciplinas em média por ano. Na universidade enfrentarão obstáculos mais pesados. Não há no ensino superior nenhuma preocupação em formar os menos preparados e ajudá-los a adquirir a base necessária para cumprir o currículo enciclopédico que é a regra. Ninguém presta muito atenção, mas sabemos que os mais fracos vão ficando pelo caminho”.
Diferentes sistemas                                                 
     Em 2001, o governo do Rio de Janeiro aprovou a lei estadual que instaurava o primeiro sistema de cotas em ensino superior do Brasil: Uerj e Uenf adotaram a medida já no vestibular de 2004. Foi neste ano, aliás, que a UnB anunciou seu próprio sistema de ações afirmativas, seguida da UFBA. Há poucos meses, em votação marcante, o STF declarou o sistema de cotas raciais como constitucional, o que abriu portas para que o PLC saísse de vez da gaveta e fosse levado adiante.
     Evandro Piza, professor da Faculdade de Direito da UnB e um dos responsáveis pela criação do sistema de cotas na UFPR, anuncia que é a favor da nova lei porque ela vai obrigar as universidades que não adotavam qualquer sistema de inclusão social ou racial a passar a fazê-lo, mas se diz crítico com relação a alguns pontos. “A lei em si tem vantagem – impõe políticas de ação afirmativa direto às universidade que foram inertes. Isso é necessário. Porque a universidade é pública. Agora, por outro lado, tem uma coisa que se esquece. O debate qualificado. Cada estado tem uma necessidade diferente, por isso, o debate precisa ser diferente”.
     Piza diz que na Universidade de Brasília, quando o sistema foi implantado, percebeu-se que muitos alunos que ingressavam no ensino superior da região vinham de escolas públicas. Mas se via pouca mistura racial nos corredores. Por conta disso, 20% das vagas dessa universidade são destinadas a pretos, pardos e índios. Na UFPR, o modelo adotado destina 20% das vagas à escola pública e 10% a cotas raciais. “Sou contra as cotas destinadas à escola pública. E isso não é um argumento elitista. Ali se faz um filtro que não funciona sempre. Não pega as pessoas que tiveram chances diminuídas no ensino público, porque só cobra três anos cursados na rede. Na minha opinião, o número de anos tinha que aumentar. Para seis, por exemplo”. Além disso, ele critica o sistema de declaração de renda explicitado na lei, porque é passível de fraude.
     Bem ou mal, a lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff manteve o veto ao artigo que dizia respeito ao ingresso de cotistas no ensino superior sem vestibular, por meio da análise do CR obtido ao longo do ensino médio. Ou seja, para ingressar nas universidades públicas brasileiras, que ainda representam o que há de melhor no ensino superior no país, só fazendo o vestibular e tirando boas notas. Independente da cor da pele ou classe social. 

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domingo, 2 de setembro de 2012

Crise econômica mundial - 2008

     O setor financeiro internacional recebeu apenas em 2008, quase dez vezes mais recursos públicos do que todos os países pobres do planeta nos últimos cinquenta anos. O dado foi divulgado pela campanha da Organização das Nações Unidas (ONU) pelas Metas do Milênio, destinada a combater a fome e a pobreza no mundo. Enquanto os países pobres receberam, em meio século, cerca de US$ 2 trilhões em doações de países ricos, bancos e outras instituições financeiras ganharam, em apenas um ano, US$ 18 trilhões em ajuda pública.
     A ONU alertou que a crise econômica mundial piorará ainda mais a situação dos países mais pobres, lembrando que, na semana passada, a Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO) afirmou que a crise deixará cerca de 1 bilhão de pessoas passando fome no mundo.
     A revelação foi feita no início de uma conferência entre países ricos e pobres, que ocorre na sede da ONU, em Nova York, para debater o impacto da crise. Segundo o diretor da Campanha pelas Metas do Milênio, Salil Shetty, esses números mostram que a destinação de recursos públicos ao desenvolvimento dos países mais pobres não é uma questão de falta de recursos, mas sim de vontade política.
     “Sempre digo que se você fizer uma promessa e não cumprir é quase um pecado, mas se fizer uma promessa a pessoas pobres e não cumprir, então é praticamente um crime”, disse Shetty à BBC. “O que é ainda mais paradoxal”, acrescentou, “é que esses compromissos (firmados pelos países ricos para ajudar o mais pobres) são voluntários”. “Ninguém os obriga a firmá-los, mas logo eles são renegados”, criticou o funcionário da ONU.
     Um dos efeitos desta perversa distorção foi apontado pela FAO: a quantidade de pessoas desnutridas aumentará no mundo em 2009, superando a casa de um bilhão. “Pela primeira vez na história da humanidade, mais de um bilhão de pessoas, concretamente 1,02 bilhão, sofrerão de desnutrição em todo o mundo”, advertiu a entidade. A FAO considera subnutrida a pessoa que ingere menos de 1.800 calorias por dias.
     Do total de pessoas subnutridas hoje no mundo, 642 milhões concentram-se na Ásia e na região do Pacífico e outras 265 milhões vivem na África Subsaariana. Na América Latina e Caribe, esse número é de 53 milhões de pessoas. Em 2008, o total de desnutridos tinha caído de 963 milhões para 915 milhões. O motivo foi uma melhor distribuição dos alimentos. Mas com a crise, o quadro de fome no mundo voltará a se agravar. Segundo a estimativa da ONU, um milhão de pessoas deverão passar fome no mundo nos próximos meses.

Saiba Mais – Documentários
Trabalho Interno (Inside Job)
Pouco mais de dois anos após o estouro da crise econômica mundial, em setembro de 2008, o maior colapso financeiro desde a crise de 1929, foi lançado o documentário "Trabalho Interno". O filme é um dos indicados ao Oscar 2011.
Dirigido por Charles Ferguson e retrata os lados obscuros de Wall Street. Narrado pelo ator Matt Damon, revela verdades incômodas da crise que teve início com a quebra do banco americano Lehman Brothers.
Com base em uma extensa pesquisa e séries de entrevistas com políticos, economistas, jornalistas e personalidades do setor financeiro – como o mega investidor George Soros –, o filme revela as corrosivas relações e o jogo de interesses entre governantes, agentes reguladores do sistema financeiro e o mundo acadêmico.
Os depoimentos – em certos momentos concedidos de forma exaltada – e as entrevistas com alguns dos envolvidos no episódio – nitidamente contrariados diante das questões colocadas pelo diretor Charles Ferguson –, revelam ainda o esquema de mentiras e condutas criminosas, inflado pelos altos salários e pelos bônus bilionários oferecidos aos executivos do mercado financeiro.
Ferguson não poupa republicanos nem democratas: culpa ex-presidentes dos dois partidos, começando por Ronald Reagan, que assumiu o comando dos Estados Unidos em 1981 – ou seja, 27 anos antes da eclosão da crise –, passando pelos governos Bush (pai) e Bush (Jr.), Bill Clinton até Barack Obama.
Segundo o documentário, no governo Reagan teve início o processo de desregulação do setor financeiro, com a suspensão de diversas barreiras de segurança que poderiam ter evitado as operações de risco e as fraudes financeiras nas demonstrações contábeis dos bancos.
Esse descaso em nome de uma suposta melhoria nas condições de competição do sistema financeiro americano criou situações assombrosas, como a existência de um único funcionário responsável na Securities and Exchange Commission (SEC) – o órgão similar à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil - por toda a gestão e fiscalização de exposição ao risco do mercado financeiro. Ferguson revela também as medidas desastrosas do Federal Reserve, o Banco Central dos EUA, potencializadas por uma condução governamental perigosa para a sustentabilidade econômica, num caldeirão com boas doses de corrupção, vista grossa e irresponsabilidade.
Direção: Charles Ferguson
Ano: 2010
Áudio: Inglês/Legendado
Duração: 108 minutos

Grande Demais Para Quebrar (Too Big to Fail)
Retratando o colapso de Wall Street com intensidade ímpar, Too Big to Fail mostra de forma fascinante os bastidores da crise que golpeou o sistema econômico dos Estados Unidos em 2008. Baseado no livro de mesmo nome, do autor Andrew Ross Sorkin, a produção da HBO explora o que viveram os poderosos homens e mulheres que decidiram o destino da economia mundial em poucas semanas. A trama é centrada no Secretário do Tesouro norte-americano Henry Paulson (interpretado por William Hurt), no presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke (Paul Giamatti) e no presidente do Banco Central de Nova York, Timothy Geithner (Billy Crudup), que junto com funcionários do governo, integrantes do Congresso e os presidentes das maiores empresas do mundo, tentaram salvar a economia norte-americana do colapso.
Direção: Curtis Hanson
Ano: 2011
Áudio: Inglês/Legendado
Duração: 98 minutos

1929: A Grande Quebra (1929: The Great Crash)
O ano de 1929 passou à história como o ano no qual estourou a maior crise econômica do sistema capitalista. Os “Felizes Anos Vinte” foram um tempo de prosperidade e bonança econômica para os Estados Unidos que, ao contrário dos seus aliados europeus, haviam ressurgido fortes e dominantes da Primeira Guerra Mundial. Esta seria uma época dourada caracterizada por fortes investimentos, crédito fácil e especulação que atingiria o seu auge em Outubro de 1929, após a devastadora queda da Bolsa de Wall Street. As consequências dramáticas não tardariam a fazer-se sentir: incalculáveis perdas econômicas, mais de três mil bancos na bancarrota e um grande número de famílias na mais completa ruína. O documentário aproxima-se desta época conturbada através dos testemunhos de pessoas que viveram este período histórico. Conta, além disso, com arquivo inédito da época e com a opinião de especialistas que irão comparar aquela época com a atual para compreender a situação que o mundo enfrenta neste momento.
Direção: Joanna Bartholomew
Ano: 2009
Áudio: Inglês/Legendado
Duração: 60 min

sábado, 1 de setembro de 2012

Quem é quem no comércio mundial de armas

Estados Unidos já abocanham 78% das exportações mundiais — e são cada vez mais influenciados por seu próprio“complexo industrial-militar”. Por isso, mídia norte-americana prefere falar da China…

      Há pelo menos duas décadas, os Estados Unidos são o país com balança comercial mais deficitária do planeta. Ao longo de 2012, suas importações superarão as exportações em cerca de 600 bilhões de dólares — algo como o PIB da Suíça ou da Arábia Saudita. Porém, um setor de sua economia foge a esta regra. Trata-se da indústria armamentista. Além de ser a mais poderosa do mundo, ela ampliou de forma acelerada sua influência nos últimos cinco anos, revelou no domingo o New York Times. Tira proveito, diretamente, das tensões crescentes que a diplomacia de Washington tem provocado — em especial no Oriente Médio e nas disputas com o Irã.
     Os números são impressionantes. Num único ano, 2011, as vendas de armamentos por indústrias norte-americanas mais que triplicaram, saltando de pouco mais de 21,4 bilhões de dólares para cerca de US$ 60 bilhões. Depois deste avanço, os EUA passaram a abocanhar 78% do comércio mundial de armas, deixando muito atrás concorrentes como Rússia (6%), Europa Ocidental (6%) e China (3%).
     O grosso das vendas de armamentos dirigiu-se para a região mais conflagrada do planeta. Só a Arábia Saudita — o principal aliado estratégico dos EUA no Oriente Médio — adquiriu US$ 33,4 bilhões em armas pesadas, inclusive 84 caças F-15 (foto) e dezenas de helicópteros Apache e Black Hawk. Seguiram-se a ela duas outras monarquias ultra-conservadoras da Península Arábica, ambas fortemente alinhadas a Washington: Emirados Árabes e Omã. Segundo o New York Times, a causa essencial do aumento extraordinário de vendas foram “as preocupações com as ambições regionais de Teerã”.
     O Irã, contudo, não compartilha fronteiras com nenhum dos super-compradores de armas norte-americanas. A venda de artefatos bélicos foi fortemente influenciada pela própria diplomacia dos Estados Unidos, que se encarregou de demonizar o regime iraniano. Mas até quando a indústria armamentista poderá vender tanto, em tempos de paz? Em algum momento, ela não tentará criar condições para que os equipamentos que distribui sejam de fato utilizados em combate?
     As relações promíscuas entre indústria de armas, comandos militares e poder político nos Estados Unidos foram apontadas pela primeira vez pelo presidente Dwight Eisenhower — que cunhou a expressão “complexo industrial-militar”. No discurso de despedida que pronunciou, em 1961, ele alertou: “nossa organização militar atual parece muito pouco com tudo o que pôde ser conhecido por qualquer um de meus antecessores em épocas de paz, ou mesmo pelos que lutaram na II Guerra ou no conflito da Coreia. (…) A conjunção de um imenso establishment militar e uma grande indústria de armas é nova na experiência norte-americana. Sua influência — econômica, política e mesmo espiritual — é sentida em cada cidade, em cada câmara estadual, em cada escritório do governo federal. (…) Não devemos deixar de compreender suas graves implicações. (…) Precisamos nos proteger contra a conquista de influência, intencional ou não, pelo complexo industrial-militar”.
     Um sinal da “influência espiritual” da indústria de armamentos pôde ser sentida no sábado. Sem fazer referência alguma aos EUA, o Washington Post destacou, numa longa matéria com chamada de capa, “o grande crescimento das exportações chinesas de armas, na última década”… 

Saiba Mais - Filmes
Razões Para A Guerra (Why We Fight)
Vencedor do Grande Prêmio do Júri no Sundance Film Festival de 2005, Razões Para a Guerra proporciona uma visão reveladora sobre como a América tem se preparado para a batalha e o que os obriga tão frequentemente a travar guerras ao redor do mundo.
Produzido em meio à segunda guerra do Iraque, o documentário é uma agressiva análise das forças que alimentam a máquina militar norte-americana por mais de meio século e suas consequências globais.
O filme começa com o discurso de despedida do presidente Dwight D. Eisenhower em 1961, no qual ele alertou os norte-americanos quanto ao crescimento do poder do "complexo industrial militar."
Expandindo a partir da advertência de Eisenhower, Jarecki conta ainda com entrevistas de soldados norte-americanos, oficiais do governo, informantes militares, empregados da área de Defesa, congressistas, acadêmicos, iraquianos e muitos outros que fornecem análises pessoais, políticas e econômicas sobre os últimos 50 anos da expansão militar dos Estados Unidos, guerras e intervenções.
O que surge é um retrato esclarecedor e arrepiante de como os interesses políticos, corporativos e militares se tornaram progressivamente ligados através do negócio que é uma guerra.
Se nós queremos defender e promulgar a paz, precisamos conhecer as razões para a guerra! “Por que nós lutamos?”. “Lutamos pela liberdade”. Essa resposta faz parte de uma cultura que tentou justificar a guerra pelos melhores motivos. A boa propaganda é muito eficiente em montar mentalidades...!
Direção: Eugene Jarecki
http://ul.to/biz4vafn
Ano: 2005
Áudio: Inglês/legendado
Duração: 99 minutos

O Senhor das Armas (Lord of War)
Yuri Orlov (Nicolas Cage) é um traficante de armas que realiza negócios nos mais variados locais do planeta. Estando constantemente em perigosas zonas de guerra, Yuri tenta sempre se manter um passo a frente de Jack Valentine (Ethan Hawke), um agente da Interpol, e também de seus concorrentes e até mesmo clientes, entre os quais estão alguns dos mais famosos ditadores do planeta. O filme começa com Yuri Orlov declarando, "Há mais de 550 milhões de armas de fogo em circulação no mundo. É uma arma para cada doze pessoas no planeta. A única questão é: Como armamos as outras onze?" Começam então os créditos de abertura, mostrando a viagem de uma bala de fuzil, desde a fábrica no leste europeu até a cabeça duma criança africana. O resto do filme é contado em flashback, começando nos anos 1980 e acabando na cena inicial.
Direção: Andrew Niccol
Ano: 2005
http://ul.to/4fk0dnfdÁudio: Português
Duração: 122 minutos

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sábado, 25 de agosto de 2012

Vestibulando Digital Matemática

Vestibulando Digital é uma série de vídeo aulas exibida e comercializada em DVD pela TV Cultura, que aborda os principais tópicos do ensino médio. Neste tópico você encontrará 55 aulas de matemática.
Áudio: Português


Aula 01: Potenciação
Aula 02: Radiciação
Aula 03: Fatoração
Aula 04: Conjuntos
Aula 05: Funções I
Aula 06: Funções II (Propriedades das Funções)
Aula 07: Funções de Primeiro e Segundo Graus
Aula 08: Inequações
Aula 09: Vértice da Parábola
Aula 10: Função Exponencial e Logaritmos
Aula 11: Função Logarítmica
Aula 12: Módulo
Aula 13: Progressão Aritmética I
Aula 14: Progressão Aritmética II
Aula 15: Progressão Geométrica I
Aula 16: Progressão Geométrica II
Aula 17: Matrizes; Aula 18: Matrizes e Determinantes.
Aula 19: Geometria Analítica
Aula 20: Equação da Reta
Aula 21: Retas - Posição Relativa
Aula 22: Geometria Plana I
Aula 23: Geometria Plana II
Aula 24: Polígonos e Quadriláteros Notáveis
Aula 25: Teorema de Tales, Semelhança de Triângulos e Teorema de Pitágoras.
Aula 26: Lugares Geométricos
Aula 27: Áreas de Figuras Planas
Aula 28: Relações Trigonométricas no Triângulo Retângulo
Aula 29: Funções Trigonométricas no Ciclo Trigonométrico I (Seno e Cosseno)
Aula 30: Funções Trigonométricas no Ciclo Trigonométrico II (Tangente)
Aula 31: Arcos
Aula 32: Relações Trigonométricas nos Triângulos Quaisquer
Aula 33: Circunferência
Aula 34: Cônicas (Elipse, Hipérbole e Arco de Parábola)
Aula 35: Prisma e Cilindro Circular
Aula 36: Pirâmides
Aula 37: Cones e Troncos
Aula 38: Esfera e Partes
Aula 39: Geometria Métrica (Exercícios)
Aula 40: Análise Combinatória I
Aula 41: Análise Combinatória II
Aula 42: Probabilidade I
Aula 43: Probabilidade II
Aula 44: Médias
Aula 45: Grandezas Proporcionais
Aula 46: Regra de Três Simples e Composta
Aula 47: Juros
Aula 48: Conjuntos Numéricos
Aula 49: Números Complexos
Aula 50: Função Polinomial
Aula 51: Polinômios
Aula 52: Equações Algébricas
Aula 53: Determinantes
Aula 54: Sistemas Lineares
Aula 55: Análise Dimensional