"Tudo que o homem não conhece não existe para ele. Por isso o mundo tem, para cada um, o tamanho que abrange o seu conhecimento." Carlos Bernardo González Pecotche

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

De Aristóteles a Stephen Hawking

“Devemos todos, filósofos, cientistas, e mesmo leigos, ser capazes de fazer parte das discussões sobre a questão de por que nós e o universo existimos. Se encontrarmos a resposta para isso teremos o trunfo definitivo da razão humana; porque, então, teremos atingido o conhecimento da mente de Deus… “
(Stephen W. Hawking)
Será que o Universo teve um começo? Aconteceu mesmo um BIG BANG? O que é Espaço? Haverá uma Alma Universal? Para onde nos leva a mecânica quântica? Caberá o Universo inteiro dentro de uma molécula da mente humana? O que é Deus? Poderá o Homem participar da criação do mundo? Plantas e animais têm alma? Seremos todos eternos? Estas e outras tantas questões atuais têm sido, na verdade, levantadas por estudiosos ao longo de toda a história da humanidade.
Escrito, dirigido e apresentado pelo documentarista grego Paul Pissanos, De Aristóteles a Stephen Hawking busca respostas na análise das teorias de filósofos clássicos, incluindo Pitágoras, Protágoras, Platão, Sócrates, Anaxágoras, Aristóteles e Plotino, sobre o “início do mundo”. Série com 12 episódios divididos em 4 DVDs apresenta, além de encenações, a participação de professores e cientistas dos campos da filosofia, física, astrofísica, matemática e teologia, tanto da Grécia quanto de conceituadas universidades internacionais.
Direção: Paul Pissanos
Ano 2006
Áudio: Português
Duração: 29 min. cada Episódio
Tamanho: +- 280 MB/cada Episódio
Clique no episódio para baixar

 O Universo Teve Um Começo?
• Introdução para o Conhecimento do Cosmos
• A Agonia em Demonstrar a Estrutura do Universo
• A Teoria do Big Bang
• Aristóteles
• O que veio antes pela lógica? – Acontecimento ou Lei?
• Hawking, Filósofos e leis
• Materiais Estruturais do Universo.
• O que existia antes do Início?
• O Real e o Irreal
• O Conjunto
Existe uma Alma Universal?
• O Planeta Terra e o Homem
• O Conceito da Luz nas Antigas Religiões Gregas
• A Procura de Deus
• A Evolução e a Degeneração do Mundo
• A Matéria se Estende ao Espírito
• “Indeterminação” e a Fábrica do Universo
• É Cosmogonia, Cosmografia
• “O Pai, O Filho e a Ciência”
• O Domínio Universal do Homem
O Que é Deus?
• A Natureza Universal da Alma
• A Nulificação do Tempo-Espaço
• Pensamentos de Aristóteles
• A Luz da Alma
• Amor Platônico
• A Natureza nos Ensina
Como Funciona a Natureza?
• As Coisas Mais Estranhas da Natureza
• O Olho do Sapo e do Inseto
• Radar e o Morcego
• A Teoria de Darwin
• Como a Ciência Contemporânea Revela o Universo e o Homem
• O Universo Cabe em uma Romã
• Síndrome Titanic
• O Fim, Para um Novo Começo

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O Universo de Stephen Hawking

O documentário aborda as teorias sobre o aparecimento do universo, sua complexidade e seu eventual colapso. Stephen Hawking é um dos poucos a decifrar parte desses mistérios e também pioneiro na transposição de conceitos científicos para a realidade dos leigos.
Em O Universo de Stephen Hawking, você conhecerá as conclusões de Hawking sobre a origem do universo, a magnitude das galáxias, a existência de vida em outros planetas e as chances de que tudo isso deixe de existir um dia. Verá outras galáxias, como seria a vida inteligente fora da Terra e avaliará a possibilidade de que as cenas de filmes se tornem ou não reais. Conseguiremos um dia viajar no tempo? O cosmos é uma bomba-relógio prestes a explodir? E se for, quais são os sinais que indicam seu futuro desaparecimento? São algumas perguntas respondidas por Stephen Hawking
Começando com o nascimento das galáxias, Stephen Hawking teoriza sobre a relação entre o Big Bang e o eventual fim do universo. Compara uma possível visita de extraterrestres ao nosso planeta com a chegada de Cristóvão Colombo à América. “Isso não correu muito bem para os nativos”, comentou. Procurar contato com extraterrestres “é um pouco arriscado demais”, alertou.
Direção: Philip Martin
Ano 2009
Áudio: Inglês / Legendado
Duração: 49 min. cada Episódio
Tamanho: +- 500 MB/cada Episódio
Clique no nome do episódio para baixar

Episódio-1 Ver para crer – A evolução da astronomia, dos matemáticos da Grécia Antiga ao telescópio Hubble
Episódio-2 No princípio – O big bang e a colaboração da Igreja nas descobertas sobre a criação do universo
Episódio-3 Alquimia cósmica – De que matérias são feitas as galáxias, as estrelas e tudo aquilo que nos cerca
Episódio-4 Buracos negros e além – As misteriosas “lacunas” espaciais que devoram qualquer coisa que se aproxime.
Episódio-5 Matéria escura – A estranha substância invisível que compõe mais de 90 % de todo o espaço sideral.
Episódio-6 Respostas para tudo – Teoria da relatividade e física quântica explicam o funcionamento do universo. 

domingo, 9 de dezembro de 2012

A História Da Ciência: Poder, Prova e Paixão

“Há algumas grandes questões que nos intrigam e perseguem desde o surgimento da humanidade.
O que há lá fora? Como chegamos até aqui? Do que o mundo é feito? A história de nossa busca para responder tais questões é a história da ciência. De todos os empreendimentos humanos, a ciência teve o maior impacto em nossas vidas, sobre como vemos o mundo, sobre como vemos nós mesmos. Suas ideias, feitos e resultados estão ao nosso redor. Como chegamos ao mundo moderno? Isso é ainda mais surpreendente e humano do que possam imaginar.
A história da ciência habitualmente é contada como uma série de momentos de revelação. O triunfo final da mente racional. Mas a verdade é que o poder e a paixão, disputa e o acaso tiveram papéis igualmente importantes.
Nesta série, oferecerei uma visão diferente sobre como a ciência acontece. Ela foi definida tanto pelo que está fora como dentro do laboratório. Esta é a história de como a história fez a ciência e de como a ciência fez a história, e de como as ideias produzidas mudaram nosso mundo”. (Michael Mosley)
Direção: Michael Mosley
Ano: 2010
Áudio: Inglês/Legendado
Duração: 59 minutos (cada episódio)

1º Episódio: What Is Out There? (O Que Há Lá Fora?)
Michael Mosley começa a história com um dos grandes avanços na história da humanidade - como viemos a descobrir que o nosso planeta não é o centro do cosmos, mas  apenas um entre bilhões de corpos celestes num universo em constante  expansão. Ele revela o papel fundamental dos astrólogos medievais na mudança  de nossa visão quanto ao céu, e as ligações surpreendentes com o  Renascimento. Michael mostra como as habilidades dos artesãos foram importantes nessa história e descobre como Galileu fabricou seu telescópio  para vislumbrar o céu e assim ajudar a mudar para sempre a nossa visão do universo.

2º Episódio: What is the World Made of? (Do que o mundo é feito?)
Neste episódio, Michael demonstra como nossa sociedade foi construída pela nossa busca para descobrir a resposta para o que compõe o mundo. Esta história passa pelos laboratórios secretos dos alquimistas na sua busca pelo ouro e pela invenção do transistor. Esta busca pode parecer abstrata e altamente teórica. Mesmo assim provocou o maior impacto na humanidade. Ao tentarem responder a essa questão, os cientistas criaram teorias dos elementos aos átomos, e os estranhos conceitos da Física Quântica em que assenta o nosso mundo tecnológico moderno.

3º Episódio: How Did We Get Here? (Como chegamos até aqui?)
A questão da origem humana é uma das mais polêmicas com a qual a ciência lutou. Esta é a história de como os cientistas conseguiram explicar a beleza e a diversidade de vida na Terra, revelando como sua evolução está ligada à longa e violenta história do nosso planeta. Mostrando aventureiros dos mares excêntricos aristocratas franceses, alpinistas, um editor vitoriano secreto com 12 dedos, um meteorologista alemão ridicularizado e uma discreta sugestão de Charles Darwin.

4º Episódio: Can We Have Unlimited Power? (Podemos Ter Energia Ilimitada?)
Somos a geração com maior ânsia por energia que já existiu. Este episódio conta a história de como ela foi aproveitada - do vento ao interior do átomo. Nos primórdios, a busca por novas fontes de energia foi liderada por homens práticos que queriam ganhar dinheiro. Suas invenções e ideias criaram fortunas e mudaram o rumo da História, mas foram necessários séculos para a ciência conseguir acompanha esse ritmo, para explicar o que é a energia, ao invés de apenas o que ela faz. Esta busca revelou as leis naturais
fundamentais que se aplicam a todo o universo, incluindo a equação mais famosa da ciência, E = mc².

5º Episódio: What Is the Secret of Life? (Qual é o segredo da vida?)
Nesse episódio Michael Mosley nos leva em uma viagem informativa e ambiciosa explorar como a evolução dos conhecimentos científicos está intimamente entrelaçada com a trajetória histórica da sociedade. A história de como o segredo da vida foi examinado através do prisma do organismo mais complexo conhecido - o corpo humano. Ele começa em na antiga Roma com as tentativas de salvar a vida dos gladiadores, se desenrola com os trabalhos e desenhos macabros e quase perfeitos de Leonardo da Vinci no Renascimento, com a ideia da 'força de vida' na eletricidade, para o mundo microscópico da célula. Ele revela como uma crise moral desencadeada pelo trabalho sobre a bomba atômica ajudou a biologia a ter um grande avanço- Noções básicas sobre a estrutura e o funcionamento do DNA.

6º Episódio: Who Are We? (Quem somos nós?)
Hoje sabemos que o cérebro - o órgão que mais que qualquer outro nos faz humanos - é uma das maravilhas do universo, mas, até o século XVII, ele mal era estudado. As ciências da anatomia cerebral e psicologia ofereceram visões diferentes para quem nós somos. Hoje essas ciências estão se unindo e revelando algumas verdades surpreendentes e incômodas sobre o que define nossos pensamentos, sentimentos e desejos. E a busca para entender como nosso cérebro funciona também revelou que todos nós - quer percebamos ou não - praticamos ciência desde o momento em que nascemos.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Em defesa da Palestina

“Quem deu a Israel o direito de negar todos os direitos?”
O exército israelense, o mais moderno e sofisticado do mundo, sabe a quem mata. Não mata por engano. Mata por horror. As vítimas civis são chamadas de “danos colaterais”, segundo o dicionário de outras guerras imperiais. Em Gaza, de cada dez “danos colaterais”, três são crianças.
     Para justificar-se, o terrorismo de Estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe pretextos. Tudo indica que essa carnificina de Gaza, que segundo seus autores quer acabar com os terroristas, acabará por multiplicá-los.
     Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem respirar sem permissão. Perderam sua pátria, suas terras, sua água, sua liberdade, tudo. Nem sequer têm direito a eleger seus governantes. Quando votam em quem não devem votar são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se em uma armadilha sem saída, desde que o Hamas ganhou limpamente as eleições em 2006. Algo parecido havia ocorrido em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador. Banhados em sangue, os salvadorenhos expiaram sua má conduta e, desde então, viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem.
     São filhos da impotência os foguetes caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com desajeitada pontaria sobre as terras que foram palestinas e que a ocupação israelense usurpou. E o desespero, à margem da loucura suicida, é a mãe das bravatas que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está negando, há muitos anos, o direito à existência da Palestina.
     Já resta pouca Palestina. Passo a passo, Israel está apagando-a do mapa. Os colonos invadem, e atrás deles os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam a pilhagem, em legítima defesa.
Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polônia para evitar que a Polônia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma de suas guerras defensivas, Israel devorou outro pedaço da Palestina, e os almoços seguem. O apetite devorador se justifica pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinos à espreita.
     Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, que burla as leis internacionais, e é também o único país que legalizou a tortura de prisioneiros.
     Quem lhe deu o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está executando a matança de Gaza? O governo espanhol não conseguiu bombardear impunemente o País Basco para acabar com o ETA, nem o governo britânico pode arrasar a Irlanda para liquidar o IRA. Por acaso a tragédia do Holocausto implica uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde provém da potência manda-chuva que tem em Israel o mais incondicional de seus vassalos?
     O exército israelense, o mais moderno e sofisticado do mundo, sabe quem mata. Não mata por engano. Mata por horror. As vítimas civis são chamadas de “danos colaterais”, segundo o dicionário de outras guerras imperiais. Em Gaza, de cada dez “danos colaterais”, três são crianças. E somam aos milhares os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está ensaiando com êxito nessa operação de limpeza étnica.
     E, como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. Para cada cem palestinos mortos, um israelense. Gente perigosa, adverte outro bombardeio, a cargo dos meios massivos de manipulação, que nos convidam a crer que uma vida israelense vale tanto quanto cem vidas palestinas. E esses meios também nos convidam a acreditar que são humanitárias as duzentas bombas atômicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irã foi que aniquilou Hiroshima e Nagasaki.
     A chamada “comunidade internacional” existe? É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos adotam quando fazem teatro?
     Diante da tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial se ilumina uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas rendem tributo à sagrada impunidade.
     Diante da tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E, como sempre, os países europeus esfregam as mãos. A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama uma ou outra lágrima, enquanto secretamente celebra essa jogada de mestre. Porque a caçada de judeus foi sempre um costume europeu, mas há meio século essa dívida histórica está sendo cobrada dos palestinas, que também são semitas e que nunca foram, nem são, antissemitas. Eles estão pagando, com sangue constante e sonoro, uma conta alheia.
Saiba Mais - Documentários:
A Palestina Ainda é a Questão
Documentário de John Pilger (Palestine Is Still The Issue) que retrata a vida de sofrimento e humilhação do povo palestino nos territórios ilegalmente ocupados pelas forças militares do estado sionista de Israel. Ao final, John Pilger repete as perguntas que o grande arcebispo antiapartheid Desmond Tutu havia feito pouco tempo antes: "Será que os judeus esqueceram em tão pouco tempo o sofrimento, a humilhação e as mortes que seus antepassados padeceram há apenas duas gerações?
Por que eles agora estão praticando contra o humilde povo palestino atrocidades semelhantes às sofridas por seus antepassados nas mãos dos nazistas?"
Direção: Tony Stark
Ano: 2003
Áudio: Inglês/Legendado
Duração: 53minutos
Tamanho: 499 MB
Atirar num Elefante
Os ataques israelenses não poupam ninguém, crianças, mulheres, ambulâncias e tudo o que se mova pode ser alvo da covardia e brutalidade de um dos exércitos mais truculentos do mundo. O documentário To Shoot An Elephant (TSAE) narra a rotina na Faixa de Gaza a partir de 27 de dezembro de 2008, quando Israel começou a operação militar Chumbo Fundido em Gaza, onde passou 21 dias atirando e que causaram a morte de 1.412. Convertido em narração direta e privilegiada dos bombardeios, o filme, quer ser ferramenta para fazer frente à propaganda israelense e ao silêncio internacional.
Direção: Alberto Arce / Mohammad Rujailah
Ano: 2009
Áudio: Inglês/Legendado
Duração: 113minutos
Tamanho: 837 MB

Ocupação 101: voz da maioria silenciosa
Um documentário instigante e poderoso na raiz atual e histórica do conflito israelense-palestino. Ao contrário de qualquer outro filme já produzido sobre o conflito - "Ocupação 101” apresenta uma análise abrangente dos fatos e verdades escondidas em torno da polêmica interminável e dissipa muitos de seus antigos mitos e equívocos.
O filme também detalha a vida sob o governo militar israelense, o papel dos Estados Unidos no conflito e os principais obstáculos que se interpõem no caminho de uma paz duradoura e viável. As raízes do conflito são explicadas através de experiências de primeira mão sobre-o-terreno dos principais estudiosos do Oriente Médio, ativistas pela paz, jornalistas, líderes religiosos e trabalhadores humanitários cujas vozes foram demasiadas vezes reprimidas em jornais americanos.
O filme cobre uma ampla gama de tópicos - que incluem - a primeira onda de imigração de judeus da Europa na década de 1880, as tensões de 1920, a guerra de 1948, a guerra de 1967, a primeira Intifada de 1987, o Processo de Paz de Oslo, a expansão do assentamento, o papel do Governo dos Estados Unidos, a segunda Intifada de 2000, a barreira de separação e a retirada de Israel de Gaza, bem como depoimentos dilaceradores de corações de muitas vítimas desta tragédia.
Direção: Abdallah Omeish / Sufyan Omeish
Ano: 2007
Áudio: Inglês/Legendado
Duração: 88 minutos
Tamanho: 803 MB
Palestina, História de uma Terra (1880-1991)
Diariamente no noticiário internacional, o conflito entre israelenses e palestinos parece uma história antiga. Porém, poucas pessoas sabem como essa guerra começou. Com imagens marcantes e históricas, o documentário (Palestine, histoire d'une terre) é uma oportunidade de conhecer o início dos desentendimentos entre os dois povos; a criação do Estado de Israel e a luta pela criação de um Estado palestino, desde o fim do domínio do Império Otomano até as negociações mais recentes entre árabes e israelenses.
Documentário organizado a partir de imagens de arquivos históricos raros divididos em dois períodos. A primeira parte, de 1880 a 1950, mostra a convivência harmônica no final do século XIX entre muçulmanos, judeus e cristãos na Palestina até a fuga em massa de trabalhadores árabes em Israel; jurisdição militar, toques de recolher, censura e leis de circulação. A segunda parte, que compreende o período entre 1950 a 1991, fala sobre as tropas Israelenses massacrando e expulsando os povos árabes de suas casas e cidades apropriando-se de todos seus territórios até os Acordos de Paz.
Diretora: Simone Bitton
Ano: 1997
Áudio: Português
Duração: 117 minutos

sábado, 24 de novembro de 2012

Atentado ao Riocentro

     A história tem 31 anos e ainda provoca medo e arrepio. Duas bombas explodiram no Riocentro na hora em que milhares de pessoas assistam a um show, em comemoração ao Dia do Trabalho.
     O ano era 1981 e o Brasil estava sob o governo do General João Batista Figueiredo, o último presidente da ditadura que começara com o golpe civil-militar que derrubou  João Gullar, em 1964. O clima era de
abertura política e a ditadura civil-militar logo entregaria o poder para os civis. Mas grupos de extrema direita, ligados aos serviços de repressão das forças armadas, estavam insatisfeitos com a redemocratização. Por isso, planejaram um atentado a bomba contra o pavilhão do Riocentro, a ser realizado durante um show de MPB, organizado por artistas e opositores do regime, nas comemorações do Primeiro de Maio. Mas uma das bombas explodiu antes da hora, dentro de um carro que levava dois militares ligados ao Doi-Codi, um dos serviços de inteligência e repressão política, subordinados ao exército.
     Se o atentado tivesse acontecido como o previsto, seria atribuído aos grupos radicais de esquerda, que nas décadas de 60 e 70 haviam lutado contra a ditadura e o processo de redemocratização estaria comprometido. O caso ganhou repercussão nacional, a opinião pública ficou indignada e a ditadura cada vez mais sem sustentação.
     Participam deste programa os jornalistas Chico Otávio e Fritz Utezi, o historiador Daniel Aarão Reis Filho.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Operação Condor


Uma série de 4 reportagens, da TV Brasil, sobre um dos temas mais marcantes da história recente do Brasil. A operação chamada Condor é o resultado da articulação das ditaduras dos países do Cone Sul, na década de 1970, para reprimir opositores.
A série de reportagens mostrara: a história de uma militante uruguaia que escapou de um destino trágico, e também o drama de um militante catarinense sequestrado na Argentina e que nunca mais foi visto; a polêmica sobre a morte do ex-presidente João Goulart; a história do gaúcho que lutou ao lado de Che Guevara e sumiu na Bolívia; e, finalmente: a Comissão da Verdade vai investigar a aliança entre as ditaduras do continente na década de 70.

sábado, 17 de novembro de 2012

Misticismo e sangue

No alvorecer da República, eclode a Guerra de Canudos, episódio que demonstrou a fragilidade do novo Estado brasileiro. O conflito entre exército e seguidores de Antônio Conselheiro foi representado algumas vezes no cinema 
Por Alexandre Leitão
"Aquela campanha [de Canudos] lembra um refluxo para o passado.
E foi, na significação integral da palavra, um crime.
Denunciemo-lo".                         Euclides da Cunha, Os Sertões.

     A Guerra de Canudos marcou com sangue a formação da República do Brasil. Os motivos por trás da eclosão do conflito são complexos e se estendem para além do período imediatamente posterior à Proclamação, em 1889. Sua sombra pesa até hoje sobre as ciências sociais, as artes, a política e certo ethos nordestino progressivamente construído no século XX. Inúmeros pesquisadores e artistas deram suas respectivas visões e interpretações sobre o episódio, numa lista que vai de Euclides da Cunha até Mario Vargas Llosa, passando, no cinema, por Glauber Rocha e Sergio Rezende.
     A guerra, deflagrada por um levante religioso no interior do sertão baiano, liderado pelo pregador popular conhecido como Antônio Conselheiro, marcou a eclosão de profundas tensões sociais na região. Flagelados pela alta concentração fundiária, tenebrosas secas e um sub-reptício discurso místico, proveniente da longínqua tradição sebastianista portuguesa (a crença do século XVII do retorno do rei D. Sebastião), os sertões baianos mostraram-se terreno propício para a mensagem de salvação apocalíptica anunciada por Conselheiro.
     Furioso com a República recém-declarada, que rapidamente anunciava o alvorecer de um Estado laico, o pregador guiou seus seguidores para o Arraial de Canudos, próximo da cidade de Monte Santo, no início da década de 1890. Por ele rebatizado de Belo Monte, Canudos constituiu-se numa pequena cidade independente, onde fiéis de Conselheiro aguardavam pacientemente o advento de um reino místico de justiça e retidão moral. Após um contínuo processo de militarização, o Arraial acabou por despertar apreensões locais e nacionais, que redundariam em quatro expedições militares para conter a revolta, executadas entre fins de 1896 e 1897. 25 mil baixas humanas depois, a Guerra de Canudos deixou uma marca indelével na República recém-nascida. Por meio dela atestaram-se as contradições socioculturais de um país que passava pelo processo de modernização capitalista e, ao mesmo tempo, travava batalhas campais contra sertanejos armados, lutando pelo que acreditavam ser o Reino de Cristo na Terra.

 Canudos no Cinema
     Inúmeras versões da Guerra de Canudos foram levadas às telas do cinema brasileiro, sendo a mais célebre Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), do cineasta Glauber Rocha (1939-1981), em que uma versão fictícia de Antônio Conselheiro é apresentada através do personagem Sebastião, pregador considerado santo no sertão nordestino. Porém, talvez seja a Guerra de Canudos (1997), lançado no centenário do conflito, película de Sergio Rezende, um dos marcos da retomada do cinema brasileiro, aquela que mais próxima chegou de retratar, fidedignamente, a cronologia e o cenário do evento.
     Logo em suas primeiras tomadas, somos apresentados à imagem desoladora da caatinga, com seu chão rachado e arenoso. A fotografia, conduzida por Antônio Luís Mendes, baseia-se na estética do deserto, remetendo aos filmes do Cinema Novo, movimento artístico do final da década de 1950 que buscou retratar a realidade social brasileira. Imagens de palhoças feitas de barro, em meio a um ambiente desolado, remetem o espectador a filmes como Vidas Secas e O Pagador de Promessas. O roteiro, escrito pelo próprio diretor e por Paulo Halm, acompanha a trajetória de uma família de sertanejos, separada pela dura existência na caatinga e reunida sob a égide do conflito armado. Em conformidade com o modelo de filmes históricos produzidos na segunda metade da década de 1990, num processo iniciado com Carlota Joaquina - Princesa do Brasil, expõe-se uma visão crítica da história brasileira, mostrada em certa medida como trágica e acidental.
     Mas realizado sob uma perspectiva descolada daquela do Cinema Novo, Guerra de Canudos está longe de idealizar os rebeldes de Belo Monte ou a repressão desencadeada pelo Exército brasileiro. Acompanhamos a trajetória de Luiza, filha mais velha de Zé Lucena e Penha, dois camponeses nordestinos do final do século XIX. Renegada pelos pais após se recusar a segui-los na peregrinação para Canudos, Luiza, interpretada pela atriz Claudia Abreu, torna-se uma prostituta e posteriormente esposa de um dos soldados chamados para combater os insurgentes.
     Longe de uma condenação de suas escolhas, o filme se vale do que seria sua ótica particular para conseguir um contraponto entre os “conselheiristas” e os oficiais republicanos. Com os olhos da jovem, testemunhamos um exército elitista, pouco preocupado em respeitar a população pobre do Nordeste, e crente em sua própria missão civilizadora, mesmo que esta tenha de ser levada à cabo com a ajuda de canhões Withworth calibre 32, apelidados de “matadeiras”. Estes figuram em uma sequência na qual o general Artur Costa, interpretado por José de Abreu, decide perfilar-se diante da arma, acompanhado por seus subordinados imediatos, e gritar em tom ufanista “Viva a República!”, iniciando em seguida o disparo indiscriminado contra o centro de Canudos. Do outro lado do campo de batalha, entretanto, não são isentos e paradoxais revolucionários que vemos, atirando continuamente contra as tropas inimigas, mas homens dotados de uma visão extremamente conservadora, imbuídos de uma crença fanática em sua própria retidão moral. Tamanho é o zelo fundamentalista dos mesmos que, em determinada cena, a camponesa Penha não hesita em atirar nas costas de um amigo de sua família, após esse optar pela deserção de Canudos.
     Com um incrível valor de produção, tendo reconstruído o Arraial para executar as cenas de batalha, Guerra de Canudos, tal qual todo filme histórico, é uma visão de sua época e dos artistas por ele responsável. Não há a adesão ou redefinição da causa em jogo, com tentativas de encarar Canudos como uma pré-sociedade comunista, mas uma interpretação igualmente crítica.
     Ao cabo da trama, a pena maior pelo massacre pesa indistintamente sobre o governo brasileiro, deixando claro que isso, por sua vez, não isentaria de responsabilidade o conservadorismo e o fundamentalismo religioso, emanados pelos revoltosos. Quanto à sequência final, acompanhamos Luiza e sua irmã mais nova, caminhando pelos escombros da cidadela e apanhando os rifles abandonados pelos combatentes.
     Num lance que pode talvez remeter ao final de Terra em Transe, outra obra de Glauber Rocha, o filme encerra com uma sugestão de guerra contínua, deixando antever a possibilidade de que as mortes e destruição provocadas no Arraial teriam iniciado um longo e traumático ciclo de violência, tendente a se repetir pelo século seguinte. Nada talvez ecoe com tanta precisão as previsões de Euclides da Cunha, que já na nota preliminar de Os Sertões afirma ter Canudos a “significação inegável de um primeiro assalto, em luta talvez longa”.
Guerra de Canudos
Direção: Sérgio Rezende
Ano: 1997
Áudio: Português
Duração: 165 minutos

Saiba mais - Filmes:
Deus e o Diabo na Terra do Sol
No sertão nordestino, o vaqueiro Manuel (Geraldo Del Rey) mata seu patrão e foge com sua mulher, Rosa (Yoná Magalhães). Os dois tornam-se seguidores do líder messiânico "Santo" Sebastião (Lidio Silva), até que o jagunço Antônio das Mortes (Maurício do Valle), a mando dos coronéis e da Igreja, mata o velho beato e seus fiéis. Manuel e Rosa sobrevivem e encontram o cangaceiro Corisco, vivido por Othon Bastos, que converte Manuel ao cangaço, rebatizando-o como "Satanás". Corisco é caçado e morto por Antônio das Mortes. Quando Glauber Rocha filmou: Deus e o Diabo na Terra do Sol, em 1964, tinha apenas 23 anos. Como laboratório para o filme, Glauber percorreu todo o sertão nordestino em busca de personagens e ideias, convivendo com a dura realidade da seca e da fome. O filme é considerado, por muitos críticos e teóricos, um divisor de águas na carreira do cineasta, além de representar um marco na história do cinema nacional. O filme consagrou internacionalmente o estilo revolucionário e inconfundível do diretor cinemanovista (movimento cinematográfico brasileiro da década de 60), precursor do estilo “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”, além de influenciar muitos cineastas latino-americanos.
Direção: Glauber Rocha
Ano: 1964
Áudio: Português
Duração: 119 minutos

Terra em Transe
Na fictícia República de Eldorado, Paulo Martins (Jardel Filho) é um jornalista idealista e poeta ligado ao político conservador em ascensão e tecnocrata Porfírio Diaz (Paulo Autran) e sua amante meretriz Silvia (Danuza Leão), com quem também mantêm um caso formando um triângulo amoroso. Quando Porfírio se elege senador, Paulo se afasta e vai para a província de Alecrim, onde conhece a ativista Sara (Glauce Rocha). Juntos eles resolvem apoiar o vereador populista Felipe Vieira (José Lewgoy) para governador na tentativa de lançarem um novo líder político, supostamente progressista, que guie a mudança da situação de miséria e injustiça que assola o país. Ao ganhar a eleição, Vieira se mostra fraco e controlado pelas forças econômicas locais que o financiaram e não faz nada para mudar a situação social, o que leva Paulo, desiludido, a abandonar Sara e retornar à capital e voltar a se encontrar com Sílvia. Se aproxima de Júlio Fuentes (Paulo Gracindo), o maior empresário do país, e lhe conta que o presidente Fernandez tem o apoio econômico de uma poderosa multinacional que quer assumir o controle do capital nacional. Quando Diaz disputa a Presidência com o apoio de Fernandez, o empresário cede um canal de televisão para Paulo que o usa para atacar o candidato. Vieira e Paulo se unem novamente na campanha, até que Fuentes trai ambos e faz um acordo com Diaz. Paulo quer partir para a luta armada mas Vieira desiste.
Direção: Glauber Rocha
Ano: 1967
Áudio: Português
Duração: 109 minutos

O Pagador de Promessas
Zé do Burro (Leonardo Villar) é um homem humilde que enfrenta a intransigência da Igreja ao tentar cumprir a promessa feita em um terreiro de candomblé de carregar uma pesada cruz por um longo percurso. Zé do Burro é o dono de um pequeno pedaço de terra no Nordeste do Brasil. Seu melhor amigo é um burro. Quando este adoece, Zé faz uma promessa à uma mãe de santo do candomblé: se seu burro se recuperar, promete dividir sua terra igualmente entre os mais pobres e carregará uma cruz desde sua terra até a Igreja de Santa Bárbara em Salvador, onde a oferecerá ao padre local. Assim que seu burro se recupera, Zé dá início à sua jornada.
O filme se inicia com Zé, seguido fielmente pela esposa Rosa (Glória Menezes), chegando à catedral de madrugada. O padre Olavo (Dionísio Azevedo) recusa a cruz de Zé após ouvir dele a razão pela qual a carregou e as circunstâncias "pagãs" em que a promessa foi feita. Todos em Salvador tentam se aproveitar do inocente e ingênuo Zé. Os praticantes de candomblé querem usá-lo como líder contra a discriminação que sofrem da Igreja Católica, os jornais sensacionalistas transformam sua promessa de dar a terra aos pobres em grito pela reforma agrária. A polícia é chamada para prevenir a entrada de Zé na Igreja, e ele acaba assassinado em um confronto violento entre policiais e manifestantes a seu favor. Na última cena do filme, os manifestantes colocam o corpo morto de Zé em cima da cruz e entram à força na catedral.
Direção: Anselmo Duarte
Ano: 1962
Áudio: Português
Duração: 118minutos

Vidas Secas
Vidas secas, filme baseado no livro homônimo de Graciliano Ramos.
Família de retirantes, Fabiano (Átila Iório), Sinhá Vitória (Maria Ribeiro), o menino mais velho, o menino mais novo e a cachorra Baleia, que, pressionados pela seca, atravessam o sertão em busca de meios de sobrevivência. Uma paisagem seca. Terra esturricada, vegetação rasteira, uma árvore desfolhada à direita, céu branco, explosão de sol. Um rangido fino e insistente parece, lentamente, se aproximar. De repente, um cachorro aparece na linha do horizonte. Longe, bem longe. Depois do animal, quatro pessoas caminhando em direção à câmera. O ruído irritante se avoluma, e só então é possível distinguir a sua origem – as rodas enferrujadas do velho carro-de-boi que a família de retirantes, liderada pelo vaqueiro Fabiano, usa para transportar a mudança. O lento e silencioso plano-sequência que abre “Vidas Secas” funciona como um manifesto de intenções. Este é um filme duro, seco e quente sobre o drama da pobreza Foi o único filme brasileiro a ser indicado pelo British Film Institute como uma das 360 obras fundamentais em uma cinemateca. Neste filme fica perceptível a influência marcante do neo-realismo italiano na obra do diretorno sertão nordestino.
Direção: Nelson Pereira dos Santos
Ano: 1963
Áudio: Português
Duração: 103 minutos

Carlota Joaquina
O filme conta, satiricamente, parte da história da monarquia portuguesa, e a elevação do Brasil, de colônia do império ultramarino português, a reino unido com Portugal. Também faz referências a monarquia espanhola. A morte do rei de Portugal D. José I de Bragança, em 1777, e a declaração de insanidade da filha herdeira do precedente, a rainha D. Maria I, em 1792, levam seu filho, o então príncipe D. João de Bragança e sua esposa, a infanta espanhola Carlota Joaquina de Bourbon, ao trono real português. Em 1807, para escapar das tropas napoleônicas que invadiam Portugal, a corte portuguesa e o casal transferem-se às pressas para o Rio de Janeiro, onde a família real e grande parte da nobreza portuguesa vivem exiladas por 13 anos. Na colônia aumentam os desentendimentos entre Carlota Joaquina e D. João VI, que após a morte da mãe, D. Maria I, deixa de ser príncipe-regente e torna-se rei de Portugal e, posteriormente, rei do reino unido de Portugal, Brasil e Algarves
Direção: Carla Camurati
Ano: 1995
Áudio: Português
Duração: 100 minutos