"Tudo que o homem não conhece não existe para ele. Por isso o mundo tem, para cada um, o tamanho que abrange o seu conhecimento." Carlos Bernardo González Pecotche

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

A Odisseia da Espécie - L'Odyssée De L'Espèce

Quase uma década foi o tempo que o realizador Jacques Malaterre e o cientista Yves Coppens demoraram para alcançarem o ambicioso projeto de expressar em imagens a pré-história do Homem, desde os pré-hominídeos à fundação das primeiras civilizações, no que é a maior produção alguma vez realizada sobre as nossas origens. São mais de 8 milhões de anos de evolução recriados graças às últimas descobertas antropológicas, a dezenas de atores, às mais modernas técnicas de animação digital, com cenários naturais escolhidos e sequências dramatizadas que servem de reforço para as intervenções de prestigiosos cientistas de todo o mundo. A Odisseia da Espécie é a nossa história. Através de surpreendentes imagens em três dimensões e efeitos especiais espetaculares, vamos poder observar os primeiros passos de Orrorin, um dos mais antigos pré-humanos, viver ao pé do "homo habilis" que vai inventar o primeiro utensílio, e do "homo erectus" que inventará o fogo. Com o homem de Neandertal será a caça ao urso das cavernas e as primeiras sepulturas. Finalmente com o "homo sapiens" será o nascimento da arte.
Direção: Jacques Malaterre
Ano: 2003
Áudio: Francês – Legenda: Português
Duração: 48 minutos cada episódio

Episódio 1 -"Les Prehumains" (Os Pré-Hominídeos )

Episódio 2 -"Les Premiers Hommes" (Os Primeiros Homens) 

Episódio 3 -"Neandertal et Sapiens" (Neandertal e Sapiens) 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

A Evolução da Humanidade – Armas, Germes e Aço (Guns, Germs and Steel)


“Por que vocês brancos desenvolveram tantos suprimentos, enquanto nós negros temos tão pouco dele?”. A Pergunta, aparentemente inocente de um nativo da Papua Guiné, em 1974, fez com que Jared Diamond escrevesse o premiado livro Armas, Germes e Aço, sempre tentando solucionar o maior mistério da história da humanidade: as raízes da desigualdade social. Baseado na obra do autor, este documentário da National Geographic traça a jornada dos seres humanos nos últimos 13 mil anos – desde o nascimento da agricultura, no final da Era Glacial, até a realidade da vida no século XXI. Gravado em quatro continentes, A Evolução da Humanidade apresenta gravações atuais, entrevista com historiadores, arqueólogos e cientistas, reconstrução histórica e animação computadorizada.
Direção: Tim Lambert, Cassian Harrison
Ano: 2005
Áudio: Inglês – legenda: Português
Duração: 54 Min. cada episódio

Ep.1 - Saindo do Jardim do Éden
"Por que algumas sociedades florescem mais do que as outras?", perguntou-se o pesquisador Jared Diamond, autor do consagrado "Armas, Germes e Aço". Para examinar as razões do sucesso europeu, ele voltou há treze mil anos, quando a agricultura e a pecuária começaram a se desenvolver. E encontrou pelo menos uma parte da solução para o seu enigma: a geografia privilegiada do chamado "Fértil Crescente", no Oriente Médio.

Ep.2 - Conquista
No dia 15 de novembro de 1531, 150 conquistadores espanhóis chegaram ao coração do Império Inca, no Peru, e derrotaram um exército de oitenta mil soldados, promovendo um massacre que se estenderia por toda a América. Para Diamond, o segredo estaria nos poderosos cavalos dos espanhóis, nas afiadas armas de aço e também nos germes que as tropas trouxeram da Europa, espalhando uma epidemia de varíola entre os Incas.

Ep.3 - Entre os Trópicos
A teoria do escritor Jared Diamond, autor do consagrado "Armas, Germes e Aço", para responder à pergunta "Por que algumas sociedades florescem mais do que as outras?" mostrava como a geografia favoreceu os europeus para que eles conquistassem boa parte do planeta. Mas o que teria acontecido com eles assim que sua sede de conquista recaiu sobre a África, o berço da humanidade? Será que as armas, germes e aço de outrora teriam efeito no meio do implacável e imprevisível clima tropical? Suas teorias poderiam explicar, enfim, como um continente tão rico em recursos naturais se transformou no mais pobre do planeta? No fim de sua jornada, Jared Diamond contesta suas próprias teorias ao se deparar com um cenário que nunca tinha sequer imaginado.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

A Ciência e o Islã (Science and Islam)

     Jim Al-Khalili, professor de Física na Universidade de Surrey. Nasceu e foi criado em Bagdá, de mãe inglesa e pai iraquiano, deixou Iraque com sua família no fim dos anos 70, quando Sadam Hussain chegou ao poder. O físico viajara pela Síria, Irã, Tunísia e Espanha para contar a história do grande avanço científico no conhecimento que ocorreu no mundo islâmico entre os séculos VIII e XIV.
     Segundo Jim Al-Khalili: “Ainda me lembro dos meus tempos de escola no Iraque de me ensinarem sobre a era de ouro do conhecimento islâmico. Que entre os séculos IX e XII, um grande avanço no conhecimento científico ocorreu em Bagdá, Damasco, Cairo e Córdoba.
     Quero desenterrar essa história oculta para descobrir seus grandes personagens e avaliar exatamente qual foi a sua contribuição para a ciência. Há cientistas medievais muçulmanos que deviam ser falados da mesma forma que Galileu, Newton e Einstein? E, principalmente, qual a relação entre a Ciência e o Islã?
Direção: Tim Usborne
Ano: 2009
Áudio: Inglês
Legenda: Português/no post
Duração: +- 58 minutos /cada episódio

Ep.01 - A Linguagem da Ciência
“Minha viagem pela ciência do mundo medieval islâmico irá me levar à Síria, ao Irã e ao norte da África.
Comecei nas ruelas da capital egípcia do Cairo, com a percepção de que a linguagem da ciência moderna ainda tem muitas referências de origens árabes. Por exemplo, termos científicos como álgebra, algoritmo, álcali. Eu instantaneamente reconheço essas palavras como árabes. E elas estão no centro do que a ciência faz. Não haveria matemática ou física modernas sem álgebra. Nem computadores sem algoritmos ou química sem álcalis. Surpreendentemente, poucas pessoas no Ocidente hoje, inclusive cientistas, sabem desse legado medieval islâmico.

Ep.02 - O Império da Razão
O professor Jim Al-Khalili  ira investigar como uma das ideias mais importantes do mundo surgiu no império islâmico. “Descobrirei como a matemática e a experimentação se fundiram quando o império adotou uma revolução industrial medieval. E, no Cairo, descobrirei como essas ideias levaram diretamente ao mundo atual da ciência e tecnologia”.

Ep.03 - O Poder da Dúvida
No último episódio, Jim Al-Khalili  vai à Síria e ao norte do Irã para descobrir acerca dos grandes cientistas islâmicos que revolucionaram a astronomia, transformando-a numa ciência moderna.
“E também descobrirei como o homem que muitos consideram o pai da renascença científica europeia, Copérnico, utilizou-se de teorias astronômicas islâmicas. E revelarei o mistério de como a Era de Ouro da ciência islâmica chegou ao fim”.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Um imperador sob suspeita

Conhecido como incendiário, Nero teria sido vítima de interpretações anacrônicas de historiadores antigos.
     O homem que matou a mãe, o meio-irmão e a própria esposa. Um tirano excêntrico, cujo reinado foi marcado por embates com a aristocracia, mas que se considerava um artista talentoso. Cantava, tocava cítara e escrevia poesia, participando de apresentações públicas e tendo inclusive viajado à Grécia nos anos de 67 e 68 para participar de competições artísticas. Mas foi principalmente como um incendiário enlouquecido que Nero entrou para a história.
     Sua biografia, porém, pode ter sido distorcida pelos historiadores que retrataram a sua vida até quase 200 anos depois. Uma diferença de tempo que não afetou apenas a conferência às informações, mas a interpretação desses próprios dados.
     Seu reinado é conhecido basicamente por meio das obras de três autores: Tácito (Anais, livros 13-16), Suetônio (Vida de Nero) e Dião Cássio (História Romana, livros 61-63). Essas obras foram compostas entre a primeira metade do século II e a primeira metade do século III, ou seja, bem depois dos eventos que se propõem a narrar. Esses autores estão alinhados a uma tradição negativa que se propagou a respeito de Nero nos círculos políticos em Roma após sua morte. A visão que eles têm do imperador se deve, em larga medida, a uma visão dos aristocratas contra aqueles que tentaram concentrar demais o poder. Os eventos que eram desfavoráveis ao imperador foram destacados em detrimento daqueles que fossem positivos. Por isso a construção da figura histórica de Nero pode ser compreendida a partir da comparação entre os diversos testemunhos de época e, mesmo posteriores, que relatam suas ações.
     Nero governou o Império Romano entre 54 e 68. Ascendeu ao trono com 17 anos de idade, com a morte do imperador Cláudio, provavelmente envenenado por sua terceira esposa, Agripina, que anos antes fizera com que o marido adotasse Nero, filho dela de um casamento anterior. Com o apoio dos pretorianos (a guarda imperial), Agripina conseguiu garantir a ascensão de Nero ao trono, o que, no entanto, não evitou que ele a eliminasse em 59 para afirmar ainda mais sua autoridade. Considerado inimigo público pelo Senado, e enfrentando um levante militar na Gália, o imperador suicidou-se em 68.
     O principal alvo da crítica de historiadores e biógrafos na Antiguidade a Nero foi o palácio que ele ergueu após o incêndio de Roma em 64, sua “Casa Dourada”, a Domus Aurea. O complexo palaciano foi ampliado e chegou a cobrir uma área estimada em cerca de 50 hectares. A Domus Aurea não compreendia apenas uma residência no monte Palatino, onde os imperadores costumavam construir suas moradas, mas um enorme parque – incluindo um lago artificial – que cobria as colinas do Célio e Esquilino, assim como o vale entre ambas, área hoje ocupada pelo Coliseu.
     “O lago, análogo a um mar, era rodeado de edifícios que davam o aspecto de uma cidade”, escreveu Suetônio, fazendo questão de ressaltar a suntuosidade da construção: “Além disso, planícies com terrenos cultivados, vinhedos, pastagens, florestas com uma quantidade extraordinária de animais domésticos e selvagens de todas as espécies. Nos demais lugares do palácio, tudo se cobria de ouro e se incrustava de gemas e madrepérolas”. Tudo isso era, na interpretação de Suetônio, uma demonstração de poder do imperador frente aos demais aristocratas. Mas, como uma espécie de compensação, essa construção foi acompanhada de uma reurbanização das partes da cidade que ficavam além do palácio. Medidas que, para Tácito, trouxeram melhorias à cidade. Nero ordenou que ruas fossem traçadas de forma regular e alinhada, que os edifícios tivessem a altura reduzida e foram proibidas as paredes comuns para impedir a disseminação do fogo.
     Sobre o incêndio provocado por Nero, Tácito escreve o seguinte em seus Anais: “Seguiu-se uma grave calamidade, atribuída por uns a Nero, por outros ao acaso”. Havia diferentes versões sobre o incêndio à época de Tácito, algumas inocentando o imperador. Mas sua narrativa contribui para sustentar uma leitura ambígua da participação do imperador no evento. Por exemplo, é negado que tenha havido qualquer esforço coletivo no combate às chamas: “Ninguém ousava combater o fogo pois ouviam frequentes vozes ameaçadoras que o impediam, e até mesmo se viram pessoas abertamente lançando tochas e dizendo-se autores do incêndio, ou para exercerem com mais liberdade o roubo ou porque tivessem mesmo ordens para isso”.
     Suetônio é mais direto em relação a apontar o culpado. “Desgostoso com a deformidade das velhas construções e com as vias estreitas e tortas, [Nero] incendiou a cidade tão abertamente que muitos antigos cônsules não se atreveram a impedir seus camareiros, embora deparassem com eles portando tochas.” Já Dião Cássio menciona que “guardas noturnos” – em alusão às coortes de vigília de Roma, tropas formadas por libertos responsáveis por combates a incêndios – estavam  presentes, mas apenas para saquear e começar novos focos de incêndio.
     Os relatos paralelos entre as fontes indicam que não houve uma atividade organizada pelas coortes de vigília para debelar o fogo. Mas a imagem de Nero como incendiário, no entanto, não deve ser aceita de imediato. A partir da leitura de Tácito, o fogo parece ter ocorrido em dois estágios. Irrompeu inicialmente na parte oriental do Circo Máximo, espraiando-se rapidamente devido às casas de madeira e à ação do vento pelas ruas tortuosas e estreitas. Esse incêndio durou cerca de seis dias, quando o monarca encontrava-se em Âncio, a 50 quilômetros do sul de Roma.
     Tácito narra que o imperador retornou apenas quando o fogo ameaçou sua casa e o palácio. Ele também agiu no sentido de ajudar a população: permitiu que a população desabrigada se acolhesse no Campo de Marte e nos jardins de Agripa, que era então de sua propriedade. Construiu edifícios e mandou buscar utensílios domésticos em outros municípios, e até baixou o preço do trigo. Essa reação do imperador não evitou que ele próprio fosse apontado como incendiário, pois um rumor se espalhou, dizendo que, enquanto o fogo consumia a cidade, ele tocava lira.
     Num segundo momento, o fogo reapareceu na propriedade de Ofônio Tigelino, prefeito do Pretório – comandante da guarda pretoriana, responsável pela segurança do imperador e sua família – e principal conselheiro de Nero. Este fato induziu Tácito a supor que esse incêndio foi proposital, e praticado para permitir que Nero construísse o majestoso palácio no centro de Roma. Porém, também é provável que as coortes de vigília tenham conscientemente ateado fogo em determinadas partes da cidade para queimar o que restava de material combustível. Essa alternativa não deve ser descartada. Ainda mais porque Tigelino possivelmente estava à frente das operações de demolição para cercar o fogo. As coortes de vigília eram chefiadas por um praefectus vigilum, o equivalente a um chefe de polícia, mas tal cargo estava vago à época (seu titular, Aneu Sereno, morrera em 62 e não há registro de seu sucessor imediato), o que complicou a logística de combate ao fogo. Tigelino, que estivera à frente dessas coortes antes de se tornar prefeito do Pretório, assumiu a liderança.
     Essas suposições revelam que os rumores sobre a intenção incendiária do monarca poderiam ter se originado pelo envolvimento de seu principal homem de confiança, que se serviu de guardas pretorianos e outros funcionários imperiais para controlar o incêndio. O ressentimento daqueles que perderam suas casas e bens certamente levou-os a imputarem ao imperador a responsabilidade, esperando com isto uma compensação.
     Nero rebateu os rumores de seu envolvimento lançando a culpa nos cristãos, cuja comunidade em Roma começava a ganhar expressão. De acordo com Tácito, alguns cristãos foram presos e torturados, outros lançados às feras e alguns queimados como tochas em espetáculos públicos. Este último castigo, aliás, era reservado justamente a incendiários. Embora tal perseguição tenha tido uma curta duração e ficado restrita a Roma, autores cristãos posteriores aceitaram as alegações de Tácito, figurando Nero como o primeiro imperador romano a perseguir os cristãos. A transmissão de uma imagem negativa de Nero se deve, assim, em boa medida, à visão que a Cristandade produziu da história das perseguições.
     Não é possível saber se Nero foi o principal responsável pelo incêndio de Roma em 64. Mas o estudo mais atento às principais fontes demonstra que, antes de se afirmar verdades inabaláveis, a história precisa refletir melhor sobre como cada época produz sua própria visão do passado.

Fábio Duarte Joly é professor da Universidade Federal de Ouro Preto e autor de Libertate opus est: escravidão, manumissão e cidadania à época de Nero (Editora Progressiva, 2010).

Saiba mais - Bibliografia
MACHADO, Carlos Augusto Ribeiro. Roma e seu Império. São Paulo: Saraiva, 2000.
SILVA, Gilvan Ventura e MENDES, Norma Musco (orgs.). Repensando o Império Romano: Perspectiva socioeconômica, política e cultural. Rio de Janeiro: Mauad, 2006.
SUETÔNIO. A vida dos doze Césares. Trad. Sady-Garibaldi. São Paulo: Ediouro, s/d.
TÁCITO. Anais. Trad. Leopoldo Pereira. São Paulo: Ediouro, s/d.

Saiba mais - Documentário
Roma Antiga - Ascensão e Queda de um Império (Ancient Rome: The Rise and Fall of an Empire)
Documentário dramatizado conta a história da ascensão e queda da Antiga Roma através de 6 momentos decisivos. Baseado em fatos acurados e extensa pesquisa histórica, ele revela como a avidez, luxúria e ambição de homens como César, Nero e Constantino moldaram o Império Romano. Ele descreve como Roma destruiu Cartago, como foi dominada por César, como sufocou a revolta judia e como foi convertida ao Cristianismo. Animações gráficas, atuações convincentes e espetaculares batalhas ao vivo foram utilizadas para contar a história de como o Império se formou, como atingiu seu máximo apogeu e porque finalmente decaiu.
01- César
Este episódio se concentra no Romano mais famoso de todos – Caesar. Charmoso, selvagem, obcecado pelo poder, oportunista e brilhante, ele derrubou 500 anos da antiga república e deu início à Era dos Imperadores.
02- Nero
Este programa focaliza Nero, acompanha sua obsessão em se tornar um deus, como seus planos de transformar Roma numa cidade gloriosa arruinou o Império, como se casou com seu escravo e matou sua amada esposa num frenesi e como finalmente foi derrubado.
03- Rebelião
Este episódio conta a história da Revolta Judia que varreu a Judéia em 66 D.C. e ameaçou desestabilizar todo o Império. Roma recorreu ao General Vespasiano e seu filho Titus para enfrentar os rebeldes. Repleto de ataques espetaculares e enormes cenas de ação, o filme contrapõe a disciplina e a ingenuidade do exército Romano contra a paixão e comprometimento dos rebeldes.
04- Revolução
Roma foi outrora uma grande sociedade democrática, com eleições regulares. Esta República durou 500 anos até a chegada de Tiberius Gracchus. Ele acreditava nos ideais da República – justiça, decência e lealdade – mas ficou horrorizado com o tratamento que os aristocratas dispensavam ao povo. Então ele liberou o poder da turba sobre as ruas de Roma, com consequências devastadoras.
05- Constantino
O episódio conta a história de como o Imperador Constantino trouxe o Cristianismo para o mundo Ocidental. Em 312 D.C., Roma estava em crise. O Império fora dividido em 4 partes, cada uma com seu próprio Imperador que lutavam entre si. Constantino interveio e unificou Roma, usando meios militares e uma nova religião – o Cristianismo.
06- A Queda de Roma
Em 410 D.C., os Godos saquearam a cidade. Este evento simboliza o colapso de Roma. Em 70 anos, o Império Ocidental – o que entendemos como Roma Antiga – desapareceu. Mas não para sempre.
Direção: Nick Murphy
Ano: 2006
Áudio: Inglês/Legendado
Duração: +- 59 minutos

Saiba mais - Links

sexta-feira, 8 de março de 2013

Coleção História Geral da África em português (Somente em PDF)

Publicada em oito volumes, a coleção História Geral da África está agora também disponível em português. A edição completa da coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Um dos projetos editoriais mais importantes da UNESCO nos últimos trinta anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África, pois ela permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente. A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos.
 Brasília: UNESCO, Secad/MEC, UFSCar, 2010.
Download gratuito (somente na versão em português):
·         Volume I: Metodologia e Pré-História da África (PDF, 8.8 Mb)
o    ISBN: 978-85-7652-123-5
·         Volume II: África Antiga (PDF, 11.5 Mb)
o    ISBN: 978-85-7652-124-2
·         Volume III: África do século VII ao XI (PDF, 9.6 Mb)
o    ISBN: 978-85-7652-125-9
·         Volume IV: África do século XII ao XVI (PDF, 9.3 Mb)
o    ISBN: 978-85-7652-126-6
·         Volume V: África do século XVI ao XVIII (PDF, 18.2 Mb)
o    ISBN: 978-85-7652-127-3
·         Volume VI: África do século XIX à década de 1880 (PDF, 10.3 Mb)
o    ISBN: 978-85-7652-128-0
o    ISBN: 978-85-7652-129-7
·         Volume VIII: África desde 1935 (9.9 Mb)
o    ISBN: 978-85-7652-130-3 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Planeta Egito (Planet Egypt)

Por que os egípcios foram a primeira grande civilização e também a de maior duração? Aqui oferecemos uma visão única, desde a sua primeira dinastia até o final do Novo Império. Cada episódio foca em um dos pilares essenciais que formaram a base desta civilização, como a fundação do Império e o surgimento do reino do Nilo.

Direção: The History Channel
Ano: 2012
Áudio: Português
Duração: 44 minutos
Tamanho: MB



Episódio 01: O Nascimento de um Império
Este episódio analisa como o Egito foi fundado. Descobriremos que a paz e a colaboração pacífica foram tão importantes quanto a grande batalha que uniu o Alto e o Baixo Egito, assentando as bases para o sucesso da história egípcia.

Episódio 02: Faraós em Guerra
Veremos como o Egito manteve sua independência com respeito, por quase 3.000 anos. Analisaremos esta questão através de Tutmés III, que conseguiu conquistar mais terras que qualquer outro faraó, levado pelo desejo de estabelecer a paz e assegurar a estabilidade no país.

Episódio 03: Templos do Poder
Descobriremos quão poderosa foi na realidade a tradição religiosa do Egito. O culto egípcio prevaleceu mesmo quando se sentiu ameaçado pelos faraós. Era a coluna vertebral da civilização deste país e ajudou a manter a paz interior e a estabilidade.

Episódio 04: A Busca da Eternidade
A crença dos egípcios na vida após a morte pode ter sido um grande êxito histórico. Mas, como uma sociedade aparentemente obcecada pela morte, pôde sobreviver durante tanto tempo?

Saiba Mais: Link

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Uma História do Cristianismo

Uma escolha de fé?
Em “Habemus Papam”, papa foge na hora de assumir o cargo com medo de não ser apto para liderar a Igreja. Filme faz uma leve caricatura dos bastidores do conclave e problematiza a situação da Itália hoje
      “Quem sou eu, que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?” A pergunta está na Bíblia e pertence a Moisés, em resposta ao pedido de Deus para que O ajudasse na libertação dos judeus sob a escravidão egípcia. Não é, portanto, tão surreal que o papa do Vaticano criado pelo diretor Nanni Moretti no filme “Habemus Papam” tenha dúvidas quanto às suas capacidades para dar prosseguimento à missão de Pedro, promovendo as transformações que a Igreja precisa e liderando os milhões de católicos que o enxergam como o mais legítimo representante do Senhor na terra.
     Semelhantes em idade avançada, Moisés e o cardeal Melville, brilhantemente interpretado pelo simpático francês Michel Piccoli, reivindicam o tradicional ideal cristão do livre-arbítrio. A crise: separação, discernimento, julgamento. Os sentimentos confusos levam o novo papa, no filme, ao isolamento e mesmo à fuga. É a representação mais clara de um conflito que escapa ao consciente: a doutrina de fé católica não pode compreender que o Espírito Santo tenha escolhido o fiel errado.
     Coerente com tal raciocínio impensável para os católicos, e surpreendente para os ateus, a telona reproduz como poucas vezes os rituais internos do conclave - nome dado ao período de votação para eleição de um novo papa. O espectador acompanha então uma rotina humana demais para ser encarada como manifestação divina: blecaute, caneta sem tinta, ausência de velas, padres que caem da cadeira, orações desesperadas para que a Graça do papado não lhe seja entregue e, por fim, a contagem da votação, em que a ingênua vaidade e o orgulho também estão presentes.
     Na sequência, quando a religião declina à tarefa de compreender o mundo e não sabe como interpretar as emoções humanas e os conflitos morais que se apresentam, ela humildemente pede ajuda à ciência. O desencanto causado pela consideração razoável de uma intervenção não religiosa parece pequeno diante de um possível buraco que a ausência do papa causaria na identidade nacional italiana fortemente enraizada em tradições católicas. O próprio diretor encarna um psicanalista enviado pelas autoridades religiosas para ajudar o pontífice a entender seu dilema e, ao longo de cenas cômico-dramáticas, acaba por dissolver supostas fronteiras entre as ideologias laicas e as religiosas.
     Sem garantir privilégios a uma ou outra, são expostas afinidades culturais como a valorização da instituição familiar nas explicações dos conflitos internos e nos ideais de “bem comum” ou “bem estar”, no papel preponderante para a liberdade individual e, sobretudo, a recusa atual a uma religião/cultura de simbolização rigorosamente fechada em sintonia com estereótipos de fiéis e de homens. Lado a lado, as representações religiosas e terapêuticas da humanidade e de suas perturbações compõem uma Igreja clara e profundamente responsável pela proteção da cultura, pelo diagnóstico e solução dos problemas humanos. Instalada em cada um de seus fiéis, a Igreja vive com eles o problema contemporâneo da multiplicidade, fragmentação e reconstrução das identidades individuais e coletivas.
O retrato da Itália 
     Talvez seja esse o caso da Itália que Nanni Moretti buscou realçar. Atingida duramente pela crise econômica que divide a União Europeia desde 2008, a ainda jovem nação assiste suas matrizes definidoras da identidade diminuírem de tamanho e importância sem que se tenha construído algo para tomar seu lugar. As longínquas raízes culturais da civilização grega e do Império Romano historicamente utilizadas como elementos para fermentação de um sentimento de pertencimento mostram-se frágeis diante da perda da liderança econômica, do avanço da promiscuidade política e da invasão do público pelo privado, bem como conhecemos aqui no Brasil.
     Fragmentos do nacionalismo mais agressivo construído pelo fascismo dos anos 1920 e 30 sucumbem com a fuga das empresas mais importantes do país. Mesmo o orgulho cultural consagrado, entre outros, pelo sucesso mundial do cinema de Pasolini, Visconti e Fellini, declina perante uma dívida pública de mais de 1,9 trilhão de euros, e cortes sucessivos nos gastos com a cultura. Na moda, Milão não é mais relevante como é Londres, Paris ou Nova York, e na literatura, Umberto Eco parece cada vez mais solitário na defesa das conquistas de uma Europa em paz há apenas 60 anos.
     Por fim, o grande símbolo da missão universal do catolicismo italiano representado pelo Vaticano em Roma perde espaço no campo nacional e internacional para religiões evangélicas, islâmicas, entre outras. Ao mesmo tempo, a extrema direita cresce na França, Suécia, Finlândia, e Hungria estimulando o preconceito e a xenofobia que marcaram violentamente a história recente da Europa. Não sem razão, aos milhões que aguardam a saudação pública do papa, o diretor italiano de Habemus Papam reserva um imenso vazio. Ao que tudo indica, a ideia mais improvável se constituiu em representação identitária crítica e, por que não, real.
     É preciso ainda mencionar a importante citação de Tchékhov através da peça “A gaivota” em cuja encenação o papa foragido se encontra com suas memórias. A falta de talento para ser ator durante a juventude o ajuda a compreender a incapacidade para se tornar a Santidade que o público espera ver atrás das cortinas. O teatro surge como o campo no qual foi possível intercambiar os tempos históricos permeados de feridas e frustrações que precisam ser resolvidas, espaço no qual a arte de contar os fatos da vida cotidiana ou mesmo as ficções, encontram as estruturas apropriadas da linguagem, da narrativa, da elaboração e transformam-se em História. Contudo, compreender este processo implica no desmantelamento de uma ideia há muito enraizada, que vê no futuro o único tempo aberto e indeterminado e omite a capacidade que o antigo possui de ser atualizado, de ser reinterpretado a ponto de influenciar decisivamente os nossos sonhos e as nossas vinganças.




Direção: Nanni Moretti
Ano: 2011
Áudio: Português
Duração: 102 minutos
Tamanho: 423 MB





Uma História do Cristianismo
Este documentário dividido em 6 partes transmitido originalmente pela BBC Four que traz o Professor Diarmaid MacCulloch (um dos principais historiadores do mundo) revelando as origens do cristianismo e explorando o que significa ser cristão. O objetivo da BBC era produzir uma série “divisora de águas” que examinasse as origens do Cristianismo e a relevância da fé no mundo atual.
Como afirma o Professor Diarmaid MacCulloch: “A história da Igreja Cristã tornou-se o trabalho da minha vida. Para mim, nenhum outro assunto pode se equivaler em escala ou drama. Por dois mil anos, o Cristianismo tem sido um dos maiores participantes da história mundial, inspirando fé, mas também políticas sórdidas. É uma história épica estrelando um elenco de pessoas extraordinárias, desde o próprio Jesus e seus primeiros apóstolos à imperatrizes, reis e papas. Desde reformistas e campeões da consciência humana a cruzados e sádicos. A crença religiosa pode nos transformar em bom ou doente. Ela tem levado seres humanos a realizarem atos criminosos assim como às mais altas obtenções de bondade e criatividade. Eu contarei a vocês a história de ambos os extremos. O Cristianismo sobreviveu a perseguição, separações, guerras religiosas, imitações, ódio. Hoje existem dois bilhões de Cristãos - um terço da humanidade. Protestante, Católicos, Ortodoxos, Pentecostais e muitos mais. Lá no fundo da fé cristã há um núcleo compartilhado, mas o que ele é?

Ep.01-Cristianismo primitivo. [The First Christianity - 59min]
No primeiro de seis episódios percorrendo quatro continentes, o professor Diarmaid MacCulloch vai em busca das "origens perdidas do Cristianismo". Ele desmente a história de que tudo havia começado quando o apóstolo Paulo levou o Cristianismo de Jerusalém para Roma, mostrando que suas origens situam-se mais a leste e que em certo ponto estava preparado para triunfar na Ásia. A sede do Cristianismo pode muito bem ter sido Bagdá e não Roma, o que no caso faria do Cristianismo Ocidental muito diferente.

Ep.02-Igreja Católica Apostólica Romana. [Catholicism: The Unpredictable Rise of Rome - 59min]
Traçando as raízes do cristianismo, o professor explora a ascensão da Igreja Católica Romana, mais de um bilhão de pessoas procuram por Roma. Mas como uma pequena seita judaica do interior da Palestina do séc. I que prega humildade e a virtuosidade da pobreza se tornou a religião estabelecida da Europa ocidental? MacCulloch relata como a confissão foi inventada pelos monges em uma ilha remota da costa da Irlanda e como as Cruzadas deram a Grã-Bretanha o sistema universitário.

Ep.03-Igreja Ortodoxa. [Orthodoxy – From Empire to Empire - 58min]
Diarmaid MacCulloch explora Cristianismo Ortodoxo Oriental, que floresce nos Balcãs e na Rússia, mas teve que lutar pela sua sobrevivência. Após seus dias de glória do Império Romano, que estava no caminho da expansão muçulmana, tal movimento sofreu traição de cruzados católicos, prisão pelos czares russos e enfrentou quase extinção, sob o comunismo. MacCulloch visita uma coleção de ícones no deserto do Sinai, uma relíquia da crise iconoclasta, em Istambul e a catedral Ivan, o Terrível, em Moscou.

Ep.04-Reforma Protestante. [Reformation: The Individual Before God – 58min]
Diarmaid revela o sentido da Reforma, revelando como a fé baseada em obediência e autoridade deu origem a uma fé baseada na consciência individual. Ele mostra como Martin Luther King escreveu hinos para ensinar às pessoas a mensagem da Bíblia, mostra também como uma saborosa salsicha se tornou o "lema" para o reformista suíço Ulrich Zwingli destruir estátuas de santos, permitir o casamento de membros do clero e negar que a comunhão do pão e do vinho eram o corpo e o sangue de Cristo.

Ep.05-Neo-Pentecostalismo e adaptações pelo mundo. [Protestantism – The Evangelical Explosion - 58min]
Nesse episódio nosso narrador traça o crescimento de uma exuberante expressão de fé que se espalhou pelo mundo- o Protestantismo Evangélico. Hoje associado a políticos conservadores, é facilmente esquecível que a explosão Evangélica foi guiada por uma preocupação sobre justiça social e pela alegação que se pode estar em um relacionamento emocional direto com Deus. MacCulloch mostra como isso permitiu que a fé Protestante se espalhasse para distante de seu berço na Europa para a América. África e recentemente Ásia.

Ep.06-Agnosticismo. [God in the Dock - 59min]
No último capítulo da série, Diarmaid MacCulloch examina uma característica distintiva sobre o Cristianismo Ocidental - o ceticismo: tendência a duvidar. Ele desafia a noção simplista que a fé no Cristianismo declinava antes do avanço da ciência, razão e progresso, e mostra em ao invés disso como a maré de fé retorna. Apesar dos danos infligidos à sua credibilidade moral ocasionada por 2 Grandes Guerras Mundiais no séc. XX, foi durante as crises que a Igreja redescobriu verdades profundas e duradouras sobre si mesmo.

Direção: Gillian Bancrof
Ano: 2009
Áudio: Inglês/legendado