“Aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e diz que é mentira, este é um criminoso”. (Bertolt Brecht)

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Curiosidades sobre a História brasileira

Jeitinho brasileiro
Em 2003, quando o presidente Lula visitou a Líbia, equipe de produção da cerimônia improvisou uma bandeira do Brasil. Bastou agulha, linha, pincéis e tinta.
     Em 2003, o então presidente Lula foi recebido com pompas em Trípoli, capital da Líbia para um encontro com Muammar Kadaffi. Uma grande multidão se acotovelava nas ruas, próximo ao Palácio Bab-Aziziya, onde foi preparada uma cerimônia. Naquela altura, alguns jornalistas brasileiros que cobriam a visita reclamaram por não terem conseguido registrar o momento. Alguns afirmaram que milhares de pessoas obstruíram em ânsia para assistir ao encontro dos líderes obstruíram o caminho, mas garantiram que houve uma salva de palmas orquestrada em homenagem ao Chefe de Estado latinoamericano.
     No meio da confusão, um detalhe roubou a atenção de todo mundo. Sem contar com bandeiras brasileiras, o cerimonial local improvisou algumas com pincel e costuras, e ainda se deu ao trabalho de escrever Ordem e Progresso. Ou pelo menos tentaram.
Praia, sol e lata
     Dizem que o Sudeste Asiático tem as mudas de maconha mais puras do mundo. E em fins de 1987, o boato foi posto à prova, quando a tripulação do navio Solana Star, que estava ancorado na Baía de Guanabara, ouviu, não se sabe como, a informação de que estava prestes a ser interceptado pela Polícia Federal a pedido da Drug Enforcement Agency (DEA) dos Estados Unidos. Motivo: a embarcação levava uma carga de quase 20 toneladas da droga, vinda de Cingapura.
      O medo e a cautela fizeram seus tripulantes atirar toda a cannabis, guardada cuidadosamente em latas de leite em pó, na Baía de Guanabara. Por força das correntes marítimas, milhares dessas latinhas chegaram à costa brasileira, na faixa litorânea que vai de Santa Catarina ao Rio de Janeiro. Estava inaugurado o infame “Verão da Lata”, quando a juventude dourada dos anos 1980 teve, digamos, um incentivo a mais para ir à praia. O impacto do acontecimento foi tão grande que ele rendeu camisetas, marchinha, letras de música e a gíria “da lata”, que significaria “de qualidade”.
Quem? O barão?
   Reconhecidamente uma das grandes figuras da diplomacia e da política do Brasil, Rio Branco teve uma formação exemplar. Ninguém imagina, entretanto, que, ao entrar na Faculdade de Direito de São Paulo, em 1862, teve que gritar com outros calouros, no trote que recebeu dos veteranos: “Juro e prometo por esta zorra que hei de ser burro até que morra!”.
     Olhando hoje para o desenho do mapa do Brasil – resultado da habilidade diplomática de Rio Branco –, vemos que nem sempre as profecias e juras se concretizam.

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