“Aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e diz que é mentira, este é um criminoso”. (Bertolt Brecht)

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Adeus, Europa

Fugindo da invasão napoleônica e tentando manter unido seu império, a Corte portuguesa escapou para o Novo Mundo, passando a ser vista como exótica pelas outras coroas.
Pacrick Wilcken
     Em novembro de 1807, Lisboa foi palco de um dos mais notáveis episódios das Guerras Napoleónicas. Enquanto a força invasora francesa rompia a fronteira entre Portugal e Espanha, nas docas da cidade imperava o caos. Multidões em pânico abriam caminho entre enormes engradados de carga, barris de água potável, mobiliário, embrulhos com documentos e pilhas de livros que começavam a se acumular no ancoradouro. Sob uma chuva torrencial, oficiais da Corte lutavam para supervisionar o embarque de passageiros e carga na frota portuguesa.
     Espremido no comboio estava um microcosmo da elite portuguesa - da realeza a cortesãos e advogados - junto com suas famílias e exércitos de servos e secretários. O príncipe regente d. João (17671826), a rainha louca Maria I (1734-1816) e os herdeiros masculinos, d. Pedro, de nove anos, e d. Miguel, de cinco, embarcaram na capitânia Príncipe Real, uma sala do trono flutuante contendo toda a linha sucessória da Casa de Bragança. A nave Alfonso de Albuquerque levava a princesa regente Carlota Joaquina (1775-1830) e quatro de suas seis filhas, uma das quais cruzaria o Atlântico nos braços de uma ama-de-leite. Segundo algumas estimativas, cerca de 10 mil pessoas se espalharam por mais de trinta navios, incluindo a escolta de quatro embarcações militares inglesas, preparando-se para a jornada de 7,2 mil quilómetros até o Rio de Janeiro.
     Uma rápida olhada na carga que a frota levava é o bastante para concluir que o Brasil não era visto como um mero refúgio temporário. O plano de transferir a Corte para o Brasil fora, de fato, discutido em diversas ocasiões desde o século XVII, como forma de resguardar o império diante de uma agressão europeia. Não era possível prever os desdobramentos das guerras na Europa, mas os portugueses se preparavam para qualquer eventualidade. Os documentos a bordo surpreendiam pela quantidade e pela abrangência. Havia manuscritos, mapas, e um registro detalhado da correspondência oficial entre cortes europeias; obras de arte, equipamento de gráficas, parafernália religiosa e o tesouro real, contendo a metade de todo o dinheiro que circulava em Portugal na época.
    A frota portuguesa finalmente zarpou na manhã de 27 de novembro. No dia seguinte, tropas francesas entraram na cidade, tomando o controle da capital. Antes de partir, d. João, que governava em nome da mãe enlouquecida, nomeou um conselho de governadores para receber os franceses em sua ausência, dizendo que voltaria tão logo a situação política permitisse.
     Mas passaram-se 13 anos antes que os migrantes portugueses pisassem novamente sua terra natal. Nesse período, as regras do colonialismo foram viradas de cabeça para baixo. De uma hora para outra, antigas rotas marítimas foram invertidas, com decretos cruzando o Atlântico em direção à Europa, e provisões, funcionários e tropas viajando para o Novo Mundo a fim de abastecer a Corte. Lisboa, a venerável metrópole, fora transformada em posto avançado de sua antiga colônia; a nova sede da Corte, o Rio de Janeiro, assumiu o papel de capital imperial. Lá os cortesãos encontraram as contradições que marcam todos os impérios, concentradas num único local: de um lado havia as belezas naturais do Rio; do outro, nas palavras do marquês do Lavradio, vice-rei do Brasil (17691779), "o espetáculo mais horrendo que o olho humano pode testemunhar", a imagem de escravos africanos sendo descarregados de navios e vendidos na cidade.
     Durante uma breve escala em Salvador (de 22 de janeiro a 26 de fevereiro de 1808), d. João eliminou o mais oneroso fardo colonial do Brasil, abrindo os portos para embarcações de nações amigas. A ação era inevitável, devido à paralisia que atingira o comércio com Portugal desde a ocupação francesa, e estava estipulada num acordo secreto firmado em outubro com a Inglaterra. Após a frota aportar no Rio, em 7 de março de 1808, cortesãos abrigaram os abundantes documentos trazidos na viagem, enquanto era montada uma nova estrutura governamental. Em poucos meses, d. João criou diversas instituições: Tribunal Superior, Tribunal de Apelações, Conselho Militar, Alfândega, Comissão de Comércio, Indústria e Navegação, a maior parte réplica de instituições portuguesas com um "do Brasil" agregado ao nome. Em setembro de 1808, a recém-criada Imprensa Régia lançava o órgão oficial Gazeta do Rio de Janeiro, uma cópia da Gazeta de Lisboa.
    A criação de jardins botânicos foi incentivada pela inauguração por d. João do Horto Real numa área rural aos pés do Corcovado. Na época, jardins botânicos eram símbolos de modernidade - laboratórios verdes para aclimatação e pesquisa de cultivos comerciais. Durante a permanência da família real, chá, noz-moscada, abacate, cravo, canela e espécies de cana foram cultivados no Rio e enviados a plantações para testes em todo o Brasil.
     O trabalho de construção levou mais tempo, numa cidade cuja população, estimada em 70 mil habitantes, saltou de um dia para o outro e mais do que dobrou ao longo da permanência da Corte. Arquitetos transformavam as estruturas existentes em residências reais - a antiga mansão de um fazendeiro em São Cristóvão se tornou a favorita de d. João. A rede de palácios de que a família real dispunha em Portugal foi recriada de forma mais modesta nos Trópicos. A Corte deu prioridade a instituições privilegiadas no início do século XIX, incluindo a instalação da Biblioteca Real, trazida de Lisboa, a construção de um teatro para óperas, de um campo de caça e até de uma praça de touros. O que era uma provinciana cidade colonial foi avivada pela invasão de artistas, músicos, cientistas, diplomatas e comerciantes que afluíram à cidade tão logo terminaram as Guerras Napoleônicas. Foi como uma Renascença para o Rio de Janeiro, ainda que sob o controle de uma Corte conservadora e provinciana.
     Em estudos recentes, d. João foi resgatado da caricatura de um glutão cabeça-dura, devorador de frangos - uma difamação que data da propaganda antimonárquica do século XIX. A história o colocou numa situação delicada, mas o príncipe soube negociar com as complexidades de seu tempo, enquanto seus semelhantes em toda a Europa eram destronados e humilhados por Napoleão. Ele era, entretanto, um conservador nato, um homem à antiga, de gostos simples. Amava música eclesiástica, banquetes, cerimônias religiosas e tinha afeição particular pelo ritual do "beija-mão" (cerimônia na qual os súditos beijam a mão do soberano). Mas ao menos parte da caricatura é real. Descrições de época indicam que ele era impressionável, um indeciso crônico que evitava até o fim tomar decisões difíceis.
     D. Carlota, por outro lado, permanece um personagem profundamente ambíguo. Ainda que não conteste a influência desestabilizadora que exercia sobre a Corte portuguesa, a historiografia recente reavalia o julgamento pelo qual ela passou nas mãos de gerações anteriores. A princesa viveu numa época e numa classe em que a mulher deveria gerar filhos, comparecer a cerimônias e recepcionar eventos sociais. As decisões cruciais da vida - como casamento e moradia - foram tomadas pelos outros, e ela era desencorajada a desempenhar algum papel efetivo na política. Desde o início, d. Carlota se rebelou contra essa situação. Tanto em Portugal quanto no Brasil, lutou para estabelecer uma base política, e, morando fora da Corte, em diversas villas no Rio e em Lisboa, tentou manter o controle de sua vida pessoal.
     Politicamente, a posição dela era inusitada. Com o aprisionamento de seu irmão, o rei Fernando VII (1784-1833), na França, tornou-se a herdeira presuntiva do trono espanhol, assim como a possível princesa regente da América espanhola. Ela perseguiu esses dois objetivos com afinco - em parte por conta de sua frustração com o papel que tinha no Rio, mas também na defesa do que considerava um patrimônio de sua família usurpado por Napoleão. Seu fracasso, sua amargura e a saúde frágil consolidaram a imagem da "bruxa de Córdoba", adulterina e conspiradora, que já começava a circular.
     Pelo menos no campo do anedotário, d. Carlota podia mostrar grande sensibilidade em relação aos outros, especialmente os mais vulneráveis. O arquivista Luiz Joaquim dos Santos Marrocos escreveu que ela forneceu roupas e cuidados médicos à esposa de um servo do palácio, abandonada pelo marido e deixada com a saúde debilitada numa casa pobre. Um viajante francês, Jacques Arago, contou que d. Carlota libertara uma jovem escrava espancada na rua por ter roubado um punhado de açúcar. Na verdade, as contradições permanecem, pois outras histórias - como a da princesa espancando impiedosamente o filho Miguel com as próprias sandálias ou chicoteando transeuntes que se inclinavam em respeito quando ela se aproximava - apontam uma mulher vingativa e violenta.
     A permanência da Corte no Rio foi uma das grandes anomalias da História colonial e conduziu o Brasil a sua singular transição para a Independência. Além de suas fronteiras, a América espanhola era um cenário de violência e de colônias devastadas pela guerra. O Brasil após se tornar Reino Unido com Portugal e Algarves, em dezembro de 1815, pôde seguir um caminho diferente, transformando-se em sócio majoritário numa união transatlântica. Em circunstâncias diferentes, a revolta antimonarquista de Pernambuco, em 1817, poderia ter florescido e saído do controle, como as sedições na América espanhola. Mas a presença da Corte no Rio de Janeiro manteve as diferentes províncias brasileiras unidas num momento crucial da evolução do país.
     Na esteira da supressão da revolta pernambucana, diversos eventos de grande importância simbólica aconteceram no Brasil, solidificando a posição da Corte nas Américas. Em 1817, aconteceu o casamento do príncipe herdeiro, d. Pedro (1798-1834) com uma princesa da casa de Habsburgo. Num movimento sem precedentes, a noiva, Maria Leopoldina Josefina Carolina (1797-1826), arquiduquesa da Áustria, de vinte anos, cruzou o Atlântico para a cerimónia. Em 1818, aconteceu no Brasil a aclamação de d. João, dois anos após a morte de sua mãe pela primeira vez um monarca Europeu era entronizado no Novo Mundo.
     Ainda assim, testemunhas-chave do período, como o arquivista Marrocos e a arquiduquesa Leopoldina, não se impressionavam tanto com o reino tropical. Para ela, acostumada à relativa sofisticação da Áustria, a Corte portuguesa era atrasada e provinciana. Ainda que Marrocos acabasse se adaptando à vida nos Trópicos, em seus primeiros anos aqui ficou horrorizado com o Rio de Janeiro e escandalizado com a decisão da Corte de permanecer na cidade mesmo depois de Portugal ter sido libertado (1814).
     Quanto mais a Corte permanecia no Brasil, menos sintonizada ficava com as demais monarquias europeias, terminando como uma versão fossilizada da realeza do início do século XIX. "À exceção da semi-asiática corte de Constantinopla, provavelmente não existe uma outra na Europa caracterizada por uma originalidade tão estranha quanto esta", escreveu o enviado alemão, o conde von Flemming. "Ainda que tenha se estabelecido na América apenas recentemente, deve ser considerada completamente estranha aos costumes europeus e inteiramente exótica."
     Havia estagnação também no campo político. Ao longo dos anos, d. João mexeu o mínimo possível em seu governo. Ele confiava quase que exclusivamente nos homens que o ajudaram nos anos difíceis que o levaram ao exílio, como Rodrigo de Souza Coutinho (1755-1812), ministro dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, e Antônio de Araújo (1754-1817), ministro da Fazenda. "De fato é algo surpreendente", escreveu o cônsul-geral britânico Henry Chamberlain, em 1817, "que o governo tenha se mantido até hoje com dois ministros tão tíbios (João Paulo Bezerra de Seixas, também ministro da Fazenda, e Araújo)... cada setor da administração é descrito como em confusão quase insolúvel."
     Na retórica da época, d. João viajou para as Américas a fim de criar "uma nova Atenas, uma nova Lisboa, uma nova Jerusalém". Em última análise, entretanto, os extraordinários eventos de 1807 a 1821 aconteceram no cruzamento de três histórias imperiais: a expansão francesa na Europa, os desígnios britânicos para a América do Sul e a tentativa desesperada de Portugal de manter seu império. A transferência para o Brasil parecia uma solução engenhosa para essas três demandas antagônicas. Na prática, ao menos para os portugueses, foi tão-somente uma pausa numa época de acentuado declínio imperial.
     O Rio de Janeiro continuou a ser um mercado de escravos. Por trás da fachada metropolitana criada pela Corte, o tráfico ainda florescia. Talvez este seja o aspecto mais original da prolongada permanência da Corte portuguesa no Brasil. Nunca antes uma família real vivenciara o lado sombrio de seu império tão proximamente e por tanto tempo. Para os monarcas da época, as colônias eram reinos imaginários, envolvidos em mistério e exotismo. Para os moradores das colônias, com a exceção das elites, a realeza era uma fantasia de poder e ritual. Entre 1808 e 1821, esses dois mundos colidiram e, ao fazê-lo, mudaram o curso da história de Brasil e Portugal.

Pacrick Wilcken é jornalista formado em Estudos Latino Americanos pelo Instituto para Estudos das Américas da Universidade de Londres, onde vive, e autor de Império à deriva: a Corte portuguesa no Rio de Janeiro, 1808-1821. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005.

Saiba Mais – Link

Saiba Mais - Filme 
Carlota Joaquina
O filme conta, satiricamente, parte da história da monarquia portuguesa, e a elevação do Brasil, de colônia do império ultramarino português, a reino unido com Portugal. Também faz referências a monarquia espanhola. A morte do rei de Portugal D. José I de Bragança, em 1777, e a declaração de insanidade da filha herdeira do precedente, a rainha D. Maria I, em 1792, levam seu filho, o então príncipe D. João de Bragança e sua esposa, a infanta espanhola Carlota Joaquina de Bourbon, ao trono real português. Em 1807, para escapar das tropas napoleônicas que invadiam Portugal, a corte portuguesa e o casal transferem-se às pressas para o Rio de Janeiro, onde a família real e grande parte da nobreza portuguesa vivem exiladas por 13 anos. Na colônia aumentam os desentendimentos entre Carlota Joaquina e D. João VI, que após a morte da mãe, D. Maria I, deixa de ser príncipe-regente e torna-se rei de Portugal e, posteriormente, rei do reino unido de Portugal, Brasil e Algarves
Direção: Carla Camurati
Ano: 1995
Áudio: Português
Duração: 100 minutos

Saiba Mais - Documentário
A Corte no Brasil

Reportagem: Sandra Moreyra e Mônica Sanches
Ano: 2009
Áudio: Português
Duração: +- 20 minutos (cada episódio)

1º episódio – A fuga dos Reis – O Tejo tema de tantos e poemas, ponto de partida das viagens que levaram aos grandes feitos e descobertas dos navegadores lusitanos, foi testemunha de um embarque inusitado 200 anos atrás.

2º episódio – Nobreza e política – No início do século XIX, a amizade entre Portugal e Inglaterra já tinha 500 anos. A mais duradoura aliança entre dois países. Parceiros no comércio navegavam juntos contra os piratas e os inimigos.

3º episódio – Um reino sem Rei  Um povo abandonado. Depois da partida da família real a dor tomou conta dos portugueses. Uma tristeza do fado, este sentimento de orfandade, faz parte da história de Portugal.

4º episódio – A travessia – Ha 2900 km do Brasil, uma ilha vulcânica se ergue no meio do Oceano Atlântico. Na Santa Helena, um Napoleão derrotado pelos ingleses, dita suas memórias a dois companheiros, Admite que a invasão da Península Ibérica foi um erro, reconhece que o príncipe D.João de Portugal, foi o único que conseguiu enganá-lo, quando embarcou para o Brasil.

5º episódio – Chegada à Bahia  A viagem da corte portuguesa, já durava quase dois meses desde a partida no porto de Lisboa em Novembro de 1807. Um típico por de sol em Salvador, fez o soldado de plantão no forte, no dia 21 de janeiro de 1808, levar um grande susto e correu para contar a novidade. Ao norte, quatro embarcações que parecia ser de guerra se aproximavam, a primeira no horizonte tinha a bandeira da Inglaterra. João de Saldanha da Gama, o conde da Pontem governador geral da Bahia recebeu a notícia e ficou em pânico. No diário que escreveu, ele relata o medo de uma invasão inglesa até o outro de que as outras naus eram portuguesas e uma trazia o pavilhão real.

6º episódio – O desembarque no Rio de Janeiro – O brique voador era a nau mais veloz da frota portuguesa. A tripulação do voador fora designada uma importante missão. Chegar ao Brasil o quanto antes. O voador partiu de Portugal na véspera do embarque da corte. No navio seguiam documentos, com algumas decisões do príncipe regente D. João, um comunicado que ia deixar o Rio de Janeiro em polvorosa.

7º episódio – A economia do tempo de D. João – O Brasil já era a economia do futuro em 1808. Um território imenso a ser explorado, o interior ainda desconhecido, um extenso litoral com portos apropriados para o comércio. Um mercado consumidor praticamente vigente. Ansioso para receber novidades estrangeiras. Muitas eram as possibilidades e infinitas as dificuldades para o governo de D. João.

8º episódio – A política no tempo de D. João – No tempo de D. João, governar Portugal era viver na defesa. Temer constantemente os vizinhos, maiores, mais fortes e poderosos. No Brasil o soberano destas vastas terras, descobriu que havia uma enorme diferença. Naquela época, tamanho era documento, a conquista de territórios, uma carta na manga, para negociar a qualquer momento em períodos de guerra ou quando chegasse a paz.

9º episódio – A corrupção – No Brasil colonial ostentar riqueza era proibido. Nas roupas, nada de tecidos nobres ou ricos bordados, nas casas muita simplicidade. Tudo isso mudou com a chegada da corte. O luxo nas festas, os gastos descontrolados, a troca de favores, a burocracia aliada a corrupção, tinham exemplos que vinham de cima, do trono e dos fidalgos que cercavam a monarquia aqui instalada.

10º episódio – Arte e ciência, o Reino do saber – Quando Napoleão perdeu a guerra, a família real portuguesa não voltou para a Europa. O Brasil naquela altura dos acontecimentos, tinha se tornado o melhor lugar para se chamar de lar, onde sede do Império Colonial Português. Faltava apenas arrumar a casa, enfeitar o Rio de Janeiro, dar uma sofisticação a este reino tropical, foi o que fez D. João.

11º episódio – Templo dos livros e da música – As catedrais e as bibliotecas são até hoje templos imponentes em Portugal. Em 1808, na nova corte do Rio de janeiro, D. João fez que são de cultivar as duas paixões da Família Bragança. Quando voltou para Lisboa, deixou os tesouros na Real Biblioteca no Rio de Janeiro. Enquanto viveu no Brasil contratou músicos, maestros e cantores trouxe atrações internacionais. Duzentos anos atrás, encontramos as raízes das nossas bibliotecas públicas e da música brasileira.

12º episódio – O retorno da corte – A família de D. João VI, viveu uma saga surpreendente até os momentos finais. O Rei não queria deixar o Rio de Janeiro, em Lisboa a rainha Carlota Joaquina e seu filho, príncipe Miguel, comandaram um governo de terror. Duas crianças, filhos de D. Pedro, receberam as coroas do Brasil e de Portugal. Duzentos anos depois com o fim da monarquia no Brasil, ficaram os herdeiros do trono que não existe mais.

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