“Aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e diz que é mentira, este é um criminoso”. (Bertolt Brecht)

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

DITADURA MILITAR: "Cabo" Anselmo sabatinado

Em entrevista ao 'Roda Viva', da TV Brasil, ‘maior traidor da esquerda brasileira’ nega fatos históricos e até que sabia da gravidez de sua namorada, torturada e morta na ditadura.

     José Anselmo dos Santos, o “cabo” Anselmo – considerado o maior delator da esquerda armada brasileira – negou ontem, em entrevista à TV Brasil, vários fatos históricos a ele imputados.
Anselmo era presidente da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil (AMFNB) em março de 1964, até deixar a Marinha para, supostamente, se dedicar à luta armada. A repercussão de sua história ofuscou as trajetórias de vários de seus colegas de farda que, ao contrário dele, continuaram lutando contra o governo militar – como você pode ver aqui.
     O “cabo” garante que passou a delatar companheiros apenas em 1971, depois de ser torturado. Mas, ironicamente, ele diz que “não imaginaria” o que poderia acontecer com sua namorada Soledad Viedma (http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18721), torturada até a morte pelos militares – além de negar, também, saber que ela estava grávida de quatro meses.
     Anselmo refutou – e não transpareceu – qualquer arrependimento. Para ele, tratava-se de “uma guerra declarada”, na qual “morreram gente dos dois lados” e que Soledad “escolheu enfrentar os policiais da ditadura”. Anselmo negou, inclusive, ter dado informações sobre companheiros – sob o argumento de que tudo era colhido por sua “sombra”, um militar encarregado pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, do Dops, de seguir Anselmo e todos que se encontravam com ele.
     O ex-militar declarou ainda que participaria da Comissão da Verdade – em votação no Congresso Nacional –, desde que “houvesse gente dos dois lados”. Anselmo hoje vive, segundo ele, de favores de amigos empresários – “nenhum deles ligados ao regime militar” – que se solidarizaram com sua história.
Veja alguns trechos da sabatina nos vídeos abaixo disponibilizados pela TV Brasil no YouTube.





FONTE: http://www.revistadehistoria.com.br/+ You Tube

Um comentário:

  1. Eu vi a Roda vida nesse dia e me impressionou como uma pessoa pode mandar matar 6 pessoas e não SENTIR REMORSO por isso...falar que fez isso porquê foi forçado,trair sua namorada que na época estava gravida,juntamente com outras mulheres e seus outros ex-companheiros.
    E depois ainda temos que engolir o senhor Fernando Collor de Melo,que propôs um projeto de lei para um silêncio perpétuo dos arquivos da época do regime.Mais finalmente os congressistas fizeram algo a favor da população e vetaram esse "projeto de lei",que não tem sentido nenhum.

    Sou um aluno seu Tonhão do Anglo Guará,da turma da manhã.

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