“Aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e diz que é mentira, este é um criminoso”. (Bertolt Brecht)

domingo, 1 de abril de 2012

Francisco Goya

*30/3/1746, Fuentedetodos, Aragão, Espanha
+16/4/1828, Bordéus, França.

     Francisco José de Goya y Lucientes era filho de José de Goya e de Gracia Lucientes. Começou a estudar pintura em Saragoça, com José Luzán, e mais tarde, em Madri, foi pupilo do pintor Francisco Bayeu, tendo casado com a irmã deste em julho de 1773.
     Em 1770, foi para Itália continuar os estudos, regressando no ano seguinte a Saragoça, onde ficou encarregado de pintar os afrescos para a Capela Nossa Senhora do Pilar.
     Trabalho que executou durante dez anos. Em 1775, vivendo em Madri, pintou uma série de cartões para a Real Fábrica de Tapeçarias de Santa Bárbara, sendo dirigido pelo alemão Anton Raphael Mengs, um dos expoentes do Neoclassicismo.
     Conseguiu uma bolsa na Real Academia de São Fernando de Madri em 1780, sendo admitido com o quadro "Cristo na Cruz". Cinco anos depois, tornou-se diretor-adjunto de pintura da Academia e no ano seguinte foi nomeado pintor da corte pelo rei Carlos III, nomeação confirmada por Carlos IV.
     Pintou os retratos do Conde de Floridablanca (1783), de Carlos III, de Carlos IV, da rainha Maria Luísa (1789) e de outras personalidades. Em 1787, pintou "O prado de São Isidro" e em 1799, "O Manicômio".
     Em 1792, quando viajava pela Andaluzia, adoeceu gravemente, ficando surdo. Dessa viagem nasceu a amizade com a duquesa de Alba, que retratou, assim como ao seu marido, em 1795. Em 1796 e 1797, Goya visitou, em estadias prolongadas, a duquesa de Alba e começou a produzir a série de gravuras "Os Caprichos".
     Em 1808, o trono foi ocupado por José Bonaparte, irmão de Napoleão, imperador dos franceses. Em dezembro de 1809, Goya jurou fidelidade a José Bonaparte, recebendo em 1811 a condecoração da Ordem Real de Espanha. Nessa época fez "Os desastres da guerra".
     Reassumiu seu cargo na corte com Fernando VII, em 1814, e dissolveu as suspeitas de colaboracionismo com o regime de Bonaparte, apresentando os quadros "O Dois de Maio ou a Carga dos Mamelucos" e os "Fuzilamentos da Moncloa", mostrando a resistência do povo espanhol.
     No ano seguinte, a Inquisição o acusou de obscenidade pelas suas "Majas" ("Mulher vestida" e "Mulher despida"), mas o pintor conseguiu a "purificação", sendo-lhe restituída a função de Primeiro Pintor da Câmara.
     Com a restauração do absolutismo, Goya partiu para Bordéus, na França, em 1824, onde faleceu quatro anos depois.

FILMES:
Sombras de Goya
Nos primeiros anos do século XIX, em meio ao radicalismo da Inquisição e à iminente invasão da Espanha pelas tropas de Napoleão, o gênio artístico do pintor espanhol Francisco Goya é reconhecido na corte do Rei Carlos IV. Inês, a jovem modelo e musa do pintor, é presa sob a falsa acusação de heresia. Nem as intervenções do influente Frei Lorenzo, também retratado por Goya, conseguem evitar que ela seja brutalmente torturada nos porões da Igreja. Estes personagens e os horrores da guerra, com os seus fantasmas, alimentam a pintura de Goya, testemunha atormentada de uma época turbulenta. 
Direção: Milos Forman
Ano: 2006
Áudio: Inglês/legendado
Duração: 114minutos


Goya em Burdeos
Aos 82 anos, o pintor Francisco de Goya vive no exílio com a última de suas amantes, Leocádia.  Reconstruindo os principais acontecimentos de sua vida para sua filha caçula, Rosario, ele se lembra do tempo em que era jovem e ambicioso, e lutou para conquistar seu espaço na corte do rei Carlos IV, em meio a intrigas palacianas, seduções e mentiras.
Lembra-se, também, de seu único amor verdadeiro, Cayetana, a duquesa de Alba, dezesseis anos mais nova que ele, cuja vida foi interrompida por uma dose de veneno, atribuída à rainha.  Rica e bem casada, esse fato não impediu que se tornasse amante de Goya, período em que ela posou para dois dos mais famosos quadros do pintor: 'La Maja Desnuda' e 'La Maja Vestida'.
Goya foi um artista genial, que em momento algum abandonou a preocupação pelo seu país e pelo seu povo.  A era de luz e cor da corte Bourbon abre espaço para o mesmo Goya que, aos 46 anos, ficou surdo, um fato que gerou importante reviravolta em seu trabalho.  
Enquanto ficava claro na Espanha que os dias de absolutismo, sob as pressões do iluminismo, chegavam ao fim, Francisco de Goya descobre um novo mundo criativo em suas pinturas soturnas e seus chamados caprichos.
Direção: Carlos Saura
Ano: 1999
Áudio: Espanhol/legendado
Duração: 100 minutos

7 comentários:

  1. pode-se dizer que na questão política Goya "entrava em acordo" com o então 'monarca' da época? Digo isso por ele ter jurado fidelidade ao irmão de Napoleão, mesmo com um cargo na corte antes e reassumindo o mesmo depois

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    1. Digamos que ele procurou adaptar-se a nova realidade.

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  2. e outra coisa: o link para o documentário de Goya com a Natalie Portman expirou

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    1. Por favor, tente baixar novamente. O link está OK. Obrigado.

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  3. Parabéns ótimo matéria!

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  4. Faz tempo que eu queria o filme Sombras de Goya e não achava! Pena que legendado =(
    Eu vi na escola dublado, mas a pessoa que emprestou o dvd à professora não possui mais... Vou baixar mesmo assim, obrigada!

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