“Aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e diz que é mentira, este é um criminoso”. (Bertolt Brecht)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O Cotidiano do povo Grego

     De maneira geral, os gregos levavam uma vida singela. Viviam em moradias feitas de pedra ou de tijolos secos ao sol e cobertos com estuque (massa preparada com gesso, água e cola).
     Faziam apenas duas refeições por dia, o almoço e o jantar. Geralmente o ariston, ou almoço, consistia em um prato de feijão ou de ervilhas acompanhado de uma cebola crua ou um nabo cozido. O deipnon, ou jantar, era a refeição principal do dia e incluía pão, queijo, figos, azeitonas e por vezes um pedaço de carne.
Os banquetes eram considerados atividades de lazer predominantemente masculinas.
     Enquanto em Atenas o banquete era um momento de diversão sem a interferência do Estado, destinado ao encontro de amigos que desejavam apenas desfrutar de boa companhia, comida ou bebida, em Esparta esses encontros tinham caráter mais formal e educativo. Eram previstos em lei pelo Estado, sendo permitida a participação feminina.
     O traje grego era simples e pratico. Homens e mulheres usavam uma túnica que descia ate os joelhos ou tornozelos, o chitão. As damas usavam essa túnica atada ao longo dos braços e ajustada na cintura, com um cinto estreito de couro, formando pregas. As túnicas mais curtas eram usadas pelos trabalhadores que precisavam ter liberdade de movimentos. A nudez era também comum entre os cidadãos gregos, os homens, que se mostravam inteiramente a vontade com a exibição pública de seus corpos.
     O culto ao corpo era reforçado pela pratica de exercícios físicos. Cada vila ou cidade contava com um ginásio ao ar livre onde os homens podiam praticar exercícios ou vários tipos de jogos. Entre os diversos jogos gregos destacaram-se os pan-helênicos e, entre eles, os jogos Olímpicos. As Olimpíadas eram realizadas na cidade de Olímpia, junto ao templo de Zeus, local para onde se dirigiam pessoas de todas as partes da Grécia. Cada cidade-estado enviava seus atletas. Além do público que comparecia ao estádio para assistir as competições, os jogos atraiam também negociantes das mais diversas mercadorias e líderes de todas as cidades que aproveitavam a ocasião para discutir politica, ate mesmo com seus adversários. E que, num testemunho da importância das Olimpíadas, durante sua realização ocorria a Trégua de Zeus: as guerras ou conflitos entre as cidades-estados cessavam, até o final dos jogos.
     Corrida, saltos, lançamento de disco e de dardo, corridas de cavalos e de carros, a pankration (uma combinação de boxe com a luta livre) e o pentatlo são exemplos das provas que os gregos enfrentavam nos Jogos Olímpicos.
     Todavia, além desses esportes, a Grécia também foi o berço de entretenimentos mais comuns que inclusive estão presentes no cotidiano brasileiro: brincadeiras com ioiô, rinhas de animais domésticos (registradas em pinturas de baixo-relevo de vasos) e jogos de azar, como o simples par-ou-ímpar,  praticados com moedas ou dados.
Extraído: “História das Cavernas ao terceiro Milênio” MOTA, M. B. e BRAICK, Patrícia R. Ed. Moderna.

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