“Aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e diz que é mentira, este é um criminoso”. (Bertolt Brecht)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Revolução Francesa/Complemento

     Entre os séculos XV e XVIII, a realeza europeia procurou conciliar as diferenças entre a burguesia e a aristocracia. Para isso, buscou garantir tanto os privilégios políticos aristocráticos quanto a ascensão econômica da burguesia. Na França, durante o reinado de Luís XIV, a política de centralização do poder do Estado foi decisiva. O objetivo era aliar a participação marcante do Estado na economia com a manutenção da luxuosa vida de corte da aristocracia francesa, cujo principal símbolo era o Palácio de Versalhes.
     Mas esse equilíbrio de interesses, além de exigir grandes gastos aos cofres estatais, mantinha a burguesia excluída do poder político. Enquanto os cofres estiveram cheios, a situação manteve-se estável, com recursos suficientes para manter o luxo aristocrático e os lucros dos burgueses com o comércio colonial.
     Contudo, os altos gastos com a nobreza e os prejuízos com a derrota na Guerra dos Sete Anos ampliaram as contradições e precipitaram a crise do Estado absolutista na França.
     O pensamento iluminista apresentava uma alternativa para essa crise. Para pensadores como Rousseau, Voltaire e os enciclopedistas eram necessárias grandes reformas políticas e sociais. Apesar de todas as diferenças entre: os movimentos revolucionários franceses do período, havia um ponto em comum não era mais possível aceitar o poder absoluto do rei.

Os símbolos da Revolução
     Não bastava modificar a estrutura de poder. Os revolucionários radicais pretendiam transformar toda a sociedade, apagar cada traço do Antigo Regime. Para isso, lançaram novos símbolos, em substituição aos antigos. Buscava-se legitimar os novos tempos.

Avante, filhos da Pátria!
     Entre os novos símbolos estava La Marseillaise (A Marselhesa), transformada posteriormente em hino nacional da França. A música fora composta pelo oficial Claude Joseph Rouget de Lisle, em 1792, como canção revolucionária. Intitulada Canto de Guerra para o Exército do Reno, adquiriu grande popularidade,
sobretudo entre os batalhões do exército, ficando conhecida como A Marselhesa.
     A Convenção adotou a canção como hino em 14 de julho de 1795. Napoleão baniu a música durante o Império, assim como Luís XVIII em 1815. Em resumo, A Marselhesa foi adotada e suprimida várias vezes até 1879, quando foi definitivamente confirmada como o hino nacional francês.

Leia a tradução de alguns versos:
Avante, filhos da Pátria,
O dia da Glória chegou.
O estandarte ensanguentado da tirania
Contra nós se levanta.
Ouvis nos campos rugirem
Esses ferozes soldados?
Vêm eles até nós
Degolar nossos filhos, nossas mulheres.
Às armas cidadãos!
Formai vossos batalhões!
Marchemos, marchemos!
Nossa terra do sangue impuro se saciará!
O que deseja essa horda de escravos
de traidores, de reis conjurados?
Para quem (são) esses ignóbeis entraves
Esses grilhões há muito tempo preparados? (bis)
Franceses! Para vós, ah! Que ultraje!
Que elã deve ele suscitar!
Somos nós que se ousa criticar
Sobre voltar à antiga escravidão!
O novo calendário
     Outro símbolo instituído pelo governo revolucionário foi o calendário. A substituição se concretizou com a Constituição de 1793.
     A intenção era substituir o calendário gregoriano - católico - e tornar-se universal. O ano passou a ter 12 meses de 30 dias; e cada mês se dividiu em três semanas de 10 dias.
     Cada semana (decâmero) era numerada de um a três. E os dias, de um a dez, no respectivo decâmero, recebendo nomes de primidi, duodi, tridi, quartidi, quintidi, sextidi, septidi, octidi, nonidi, décadi. Os decâmeros receberam nomes de plantas, animais e objetos associados à agricultura. O dia foi dividido em 10 horas de 100 minutos, cada qual com 100 segundos de duração. Os nomes dos meses inspiraram-se nas estações do ano. Aos 360 dias acrescentavam-se cinco complementares, anualmente, e um sexto a cada quatriênio. O ano desse calendário revolucionário começou à meia-noite do equinócio do outono, segundo o meridiano de Paris, em 22 de setembro.
     A eliminação das festas religiosas de origem católica, dos nomes de santos e, sobretudo, do domingo, compensado pelo décadi, contrariou a população. Com a ascensão de Napoleão, o calendário gregoriano foi restabelecido em 1º de janeiro de 1806.

Meses do calendário revolucionário:
No outono:
Vendémiaire (vindimiário): 22 de setembro a 21 de outubro – colheita.
Brumaire (brumário): 22 de outubro a 20 de novembro - bruma, nevoeiro.
Frimaire (frimário): 21 de novembro a 20 de dezembro – geada.
No inverno:
Nivôse (nivoso): 21 de dezembro a 19 de janeiro – neve.
Pluviôse (pluvioso): 20 de janeiro a 18 de fevereiro – chuva.
Ventôse (ventoso): 19 de fevereiro a 20 de março – vento.
Na primavera:
Germina/: 21 de março a 19 de abril - germinação das sementes.
Floréa/ (florial): 20 de abril a 19 de maio – flores.
Prairia/ (pradial): 20 de maio a 18 de junho – prados.
No verão:
Messidor: 19 de junho a 18 de julho – colheita.
Thermidor (termidor): 19 de julho a 17 de agosto – calor.
Fructidor: 18 de agosto a 20 de setembro – frutas.

A guilhotina tem sua história
     Em plena Revolução, o médico e deputado Joseph Ignace Guillotin recomendou a utilização de um aparelho que abreviasse o sofrimento dos condenados à morte, evitando que agonizassem. O aparelho, que provocaria a morte quase imediata, consistia num grande suporte (4 m de altura) no qual ficava suspensa, por uma corda, uma pesada lâmina diagonal (de cerca de 40 kg). Quando a corda era liberada, a lâmina caía sobre o pescoço da vítima, imobilizada.
     O aparelho não era novo, pois fora utilizado na Itália 200 anos antes, onde era conhecido como mannaia. Guillotin defendeu o uso do instrumento por razões humanitárias, mas acrescentou que seu uso deveria ser comum a nobres e plebeus, propondo, assim, a "democratização" dos métodos de execução da pena capital. Tal aparelho foi chamado, na França, de guillotine (guilhotina), em homenagem a seu defensor.
     A primeira pessoa a ser guilhotinada, em 25 de abril de 1792, não foi nenhum aristocrata ou eclesiástico, mas o artesão Nicolas Jacques Pelletier, acusado de sabotar a Revolução. Instituída pelos jacobinos, a guilhotina não poupou reis, duques, girondinos, monarquistas, membros do alto clero, padres refratários, salteadores, especuladores e criminosos comuns. Nem mesmo os jacobinos escaparam, a exemplo de Danton, Saint-Just e Robespierre.
    Mais de 3 mil pessoas foram executadas dessa forma, a grande maioria entre 1793 e 1794.

Quem São os "Sans-Culottes"?
     “Esse termo é empregado, durante o período revolucionário, sobretudo a partir de 1792, para designar as massas populares urbanas, mais especialmente as dos subúrbios do leste de Paris, o de Saint-Antoine, na margem direita, e o de Saint-Marcel, na margem esquerda do Sena.
     Politicamente, os-sans-culottes formam a armadura das seções parisienses e dos comitês revolucionários, aos quais a organização do Terror atribui um papel. Eles formam a massa de manobra das grandes jornadas parisienses de 10 de agosto de 1792, e de 2 de junho e 5 de setembro de 1793.
   
 Eles se engajam nos exércitos revolucionários. Socialmente, os sans-culottes representam citadinos que vivem de seu trabalho, seja como artesãos, seja como profissionais de oficio; alguns, depois de uma vida laboriosa, se tornam pequenos proprietários na cidade, e usufruem as rendas de um imóvel, Portanto, o sans-culotte não deve ser confundido com o indigente que ele quer socorrer. Este grupo de pequenos proprietários pensa que a difusão da propriedade permitirá a instauração da felicidade, graças à igualdade: ‘Um dia virá ... em que o nível da lei regulamentará as fortunas ... não deverá ser permitido que um cidadão possua mais de uma quantidade de arpents de terra’, declara um dos oradores sans-culottes, Sylvain Maréchal. Consumidores urbanos, os sans-culottes são sensíveis às dificuldades de abastecimento, às crises de viveres (...). Ele exige. a taxação dos gêneros. ‘É preciso fixar invariavelmente os preços dos gêneros de primeira necessidade, os salários do trabalho, os lucros da empresa e os ganhos do comércio’, pede a Seção do Jardin des Plantes que acaba de alterar o nome para Seção Sans-Culotte (2 de setembro de 1793). O programa econômico dos sans-culottes permanece vago e surge como uma aspiração à igualdade entre os pequenos proprietários independentes, possuindo meios de satisfazer às suas necessidades – ‘Que o máximo das fortunas será fixado... que o mesmo indivíduo só poderá possuir um máximo ... que ninguém possa manter para alugar mais terra do que é necessário para uma quantidade de charrua determinada ... que o mesmo cidadão só possa ter um estabelecimento comercial ou uma oficina ...’. Este amor pela igualdade liga-se à república e à virtude,(...).
     Os sans-culottes se reconhecem exatamente pela prática das virtudes republicanas e da igualdade: dirigem-se aos outros chamando-os de cidadãos e cidadãs ( .. .). Sua aparência é popular: usam calça, vestimenta de trabalho, e não calção, roupa de ostentação do aristocrata, uma camisa, uma jaqueta curta, a carmanhola; usam o barrete frígio, símbolo antigo da escravidão libertada, marcado pela insígnia nacional; usam permanentemente o sabre e o pique, porque só o homem armado pode defender a revolução "contra os aristocratas, os realistas, os moderados, os intriguistas ... todos esses celerados’
(Adresse de Ia Section des Sans-Culottes). O sans-culotte é bom pai, bom marido, homem virtuoso que ama sua família: ele contrapõe a virtude republicana à depravação dos aristocratas.  (...) Pouco a pouco se forja, na prática política cotidiana de uma assembleia próxima do domicilio dos participantes, uma doutrina política. O ponto de partida é o principio da soberania popular, exprimindo-se na assembleia dos cidadãos prontos para combater, ininterruptamente. O poder soberano da assembleia se exerce diretamente, e se é preciso delegar, isso só pode ocorrer por um mandato preciso, a curto prazo e renovável. Os debates são públicos como os votos, porque a expressão da vontade soberana deve fazer-se por unanimidade, na igualdade e na fraternidade. É dever de cada cidadão denunciar às seções os suspeitos, e os inimigos da nação, ‘para salvaguardar a liberdade’. O homem armado pode levantar-se para salvar a república, dar o pedido do direito de insurreição e seu reconhecimento oficial na Declaração dos Direitos do ano I.
     Os sans-culottes parisienses se organizam, no verão de 1792, para preparar a queda do rei e a defesa da pátria atacada por uma coalizão de reis. ‘Até quando suportarão que a realeza, a ambição, o egoísmo, a intriga e a avareza coalizados com o fanatismo entreguem nossas fronteiras à tirania e espalhem por todo lado a devastação e a morte?’ (Adresse de Ia Section des Sans-Culottes à Ia Convention) (2 de setembro de 1793)”.
(PÉRONNET, Michel. Revolução Francesa em 50 Palavras-Chaves. São Paulo, Brasiliense, 1988.)

Uma Revolução de Machistas
     Elisabeth Badinter, abordando a Revolução Francesa nos revela que, "incontestavelmente, as mulheres foram as 'deixadas-por-conta' da Revolução. Enquanto o ideal revolucionário colocava a igualdade formal acima das diferenças naturais, o sexo continuou sendo o último critério de distinção. Os judeus foram emancipados pelo decreto de 27 de setembro de 1791, a escravidão dos negros abolida em 4 de fevereiro de 1794, mas, a despeito dos esforços de alguns (como Condorcet - 1743-1794,matemático, filósofo e deputado convencional), a condição das mulheres não foi modificada. Os Direitos do Homem, direitos naturais ligados à pessoa humana, não lhes foram reconhecidos."
(BADINTER, Elisabeth. Um é o Outro. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1986, p. 178.)
     Na entrevista que se segue, a historiadora Michelle Perrot nos apresenta um painel da condição feminina à época da Revolução.
     Michelle Perrot é importante, sobretudo por seus estudos de história social e de história da mulher. Professora de História Contemporânea na Universidade de Paris VII – Jussieu.

P - Que papel teve a Revolução na mudança da vida cotidiana? Estas mudanças foram mais numerosas para os homens ou para as mulheres?
R - Os acontecimentos revolucionários influenciaram, como é óbvio, a vida cotidiana das pessoas. Examinemos o problema da vida material, a questão do pão, a questão do aumento dos preços. Muito bem, as mulheres sobre as quais recata a responsabilidade do andamento da vida familiar foram com muitas probabilidades mais atingidas na sua vida cotidiana que os homens. Quando se mobilizam, principalmente nas grandes cidades, o fazem justamente por causa de problemas desse tipo. Depois, há a questão do trabalho. O trabalho artesanal, no qual eram empregados homens e mulheres, sofreu mudanças de todo tipo durante a Revolução, sobretudo nas cidades. Como em todo período de crise econômica e social, as mulheres foram induzidas a trabalhar mais para complementar salários familiares. Outro exemplo: o problema da vida espiritual, da religião. Na França, no fim do século XVIII, as mulheres eram mais ligadas à Igreja do que os homens. Para elas, foi dramático assistir às perseguições de padres e freiras.
P - E os homens?
R - Penso que para os homens a oportunidade maior consistiu num acréscimo da sua participação na vida pública, através de manifestações, clubes, alistamento na guarda nacional e nos exércitos. Os homens eram sem dúvida nenhuma mais participantes do que as mulheres. Por certo as mulheres ganharam um espaço público que não existia antes da Revolução, Contudo a participação ativa na vida pública foi característica de uma minoria, e esta minoria teve, bem cedo, de enfrentar a hostilidade dos homens.
P - Os revolucionários eram muito machistas?
R - Sim, salvo algumas exceções, entre as quais poderia citar Condorcet. Em 1792, isto é, no momento de maior impulso revolucionário, os clubes femininos são fechados e as mulheres confinadas ao seu papel de mães e donas-de-casa. A historiadora Mona Ozouf demonstrou que, quando no inverno de 1794, as mulheres tentaram desempenhar um papel ativo nas festas, isso foi visto como ameaça. A festa revolucionária era sempre uma festa extremamente organizada. Queria-se que as várias idades da vida, os sexos, as mães, os filhos, respeitassem os seus papéis. Quando muito, as mulheres podiam assumir um papel emblemático e encarnar a Deusa Razão, ou a Liberdade.
P - Considerando o papel determinante assumido pelas mulheres em alguns dias revolucionários, pode-se dizer que também durante a Revolução Francesa desenvolve-se um roteiro clássico, pelo qual a mulher aparece muito nos momentos iniciais para ser marginalizada na fase de assentamento?
R - A Revolução Francesa não foge a esse modelo, aliás, é o seu cenário primitivo. Afinal, todas as revoluções do século XIX irão inspirar-se na Revolução Francesa. Quase sempre, o esquema se repete: num primeiro momento, um alistamento de mulheres, um apelo às mulheres; depois, quando a situação se estabiliza, pede-se a elas que retomem a seu lugar. Foi assim também em 1848.
P - Acredita que existem valores proclamados pela Revolução e que, mesmo não realizados, permanecem válidos ainda nestes dias?
R - Certo. Aquela grande conquista, que são os direitos do homem, é ainda incompleta. Por exemplo, no campo das relações entre os sexos, das relações sociais, das relações étnicas. Se considerarmos que a Revolução Francesa proclamou que os judeus eram cidadãos como todos os outros, e que atualmente vemos renascer os discursos sobre o antissemitismo... Ainda: os direitos do homem não são certamente aplicados nas prisões. Em outras palavras, eu penso que os direitos do homem são um texto cujos efeitos práticos não foram ainda obtidos. Eis por que as atuais celebrações do bicentenário, carregam o risco de flon-fton, como se diz em francês: o risco de fazer barulho sem muito conteúdo, e quem sabe também o risco de um certo tédio com multiplicação das cerimônias, das convenções, das publicações. De outro lado, existem também possibilidades úteis. Os jovens de hoje desconhecem quase tudo da Revolução. Uma ex-aluna minha, que leciona num instituto técnico, contava-me ter feito esta pergunta a seus alunos: o que é a Revolução, o que significa para vocês? Responderam: Oh! Houve um rei que foi enforcado. Qual rei? Luiz XV ouviu-se como resposta. Depois perguntou: o que é para vocês o dia 14 de julho? Sabiam mais ou menos. Alguém disse: Ah! Havia o negócio da Bastilha. Mas o que era a Bastilha? Isso ninguém sabia. Eis que, deste ponto de vista, as celebrações podem ser uma ocasião para tornar tudo um pouco mais compreensível,
(ISTOÉ-SENHOR. A Revolução Francesa - 1789-1799. São Paulo, Editora Três, 1989, pp. 66- 7.)

FONTE:
História, ensino médio. Organizadores: Fausto Henrique Gomes Nogueira, Marcos Alexandre Capellari. - 1. ed. - São Paulo: Edições SM,2010. - (Coleção ser protagonista)
História: o longo século XIX, volume 2 /Ronaldo Vainfas... [et al.] - São Paulo: Saraiva, 2010.
FARIA, Ricardo; MARQUES, Adhemar; BERUTTI, Flávio. História. Belo Horizonte, Ed. Lê, 1993.


Filme
Danton - O Processo da Revolução
Na primavera de 1794, durante a fase popular da Revolução Francesa, instala-se o período do "terror", quando a radicalização revolucionária dos jacobinos encabeçada por Robespierre (Wojciech Pszoniak), inicia um violento processo político com expurgos, manipulação de julgamentos e uma rotina de execuções pela guilhotina. O povo, que já passava fome, agora vive um medo constante, pois qualquer coisa que desagrade o poder é considerado um ato contrarrevolucionário. Nem mesmo Danton (Gérard Depardieu), um dos líderes da Revolução Francesa, deixa de ser acusado. Quando Danton critica os rumos do movimento, torna-se mais uma vítima do terror instalado por Robespierre.
Direção: Andrzej Wajda
Duração: 130minutos
Ano: 1982
Áudio: Francês/Legendado


Maria Antonieta
Prometida ao Rei Luís XVI ( Jason Schwartzman ) aos quatorze anos de idade, a ingênua Maria Antonieta ( Kirsten Dunst ), é lançada na opulenta corte francesa que é cheia de intrigas e escândalos. Sozinha, sem orientação e perdida em um mundo perigoso, a jovem Maria Antonieta se rebela contra a atmosfera isolada de Versalhes, e no processo, ela se torna a monarca mais incompreendida da França.
A história começa quando Maria Antonieta, aos quatorze anos de idade é levada para longe de sua família e de seus amigos de Viena, despojada de todos os seus pertences e jogada no sofisticado e decadente mundo de Versalhes, a pródiga corte real perto de Paris.
Maria Antonieta é uma simples marionete em um casamento arranjado feito para solidificar a harmonia entre duas nações. Seu marido adolescente, Luís ( Jason Schwartzman ), o Delfim, como era chamado, é o herdeiro do trono francês. Mas Maria Antonieta está totalmente despreparada para ser o tipo de governante que o povo francês deseja. Por baixo de sua elegância, ela é uma assustada, desprotegida e confusa jovem mulher, cercada por perversos caluniadores, falsos aduladores, pessoas manipuladoras e fofoqueiros. Presa pelas convenções de sua posição, Maria Antonieta precisa encontrar uma forma de se encaixar no complexo e traiçoeiro mundo de Versalhes.
Além de todos os seus infortúnios também existe a indiferença de seu novo marido, Luís. Seu casamento permanece sem ser consumado por incríveis sete anos. O desajeitado futuro Rei prova ser um desastre como amante, causando grandes preocupações (e infindáveis fofocas) de que Maria Antonieta nunca será capaz de dar a luz a um herdeiro.Só que, fora das paredes do palácio, a revolução não pode mais esperar para explodir.
Direção: Sofia Coppola
Ano: 2006
Áudio: Inglês/Legendado
Duração: 123 minutos

Documentário
A Revolução Francesa
Em julho de 1789, a população parisiense invadiu e destruiu a Bastilha, um ato que ira (devido à impotência do Estado de seu rei, Louis XVI), deflagrar uma das revoluções mais sangrentas da história. Liderados por Robespierre e outros homens do Iluminismo, o que começou como uma luta contra uma monarquia ineficaz terminou como uma fase na história conhecida como o Terror. Os suspeitos de traição à revolução eram mortos pela lâmina da guilhotina, incluindo o Rei e sua Rainha, Maria Antonieta. Quando o derramamento de sangue do Terror tinha cessado definitivamente, Robespierre ele próprio havia caído pela guilhotina e o povo da França foi capaz de se adaptar a um novo governo, sem o receio de perder a cabeça. Assim, Napoleão Bonaparte encontrou o seu caminho para Poder. Trata-se não só da revolução ao terror, mas da ascenção e morte de Louis XVI e de seu casamento com Maria Antonieta e como sua incompetência como um governante levou diretamente a queda da Bastilha e todos os que lhe seguiram. Também aborda as diferentes facções no seio dos revolucionários e como um grupo que escreveu “Os Direitos do Homem” caiu para endossar um Estado totalitário, em que ninguém foi capaz de manter estes direitos. O filme tem uma narração de Edward Herrmann, bem como comentários de vários historiadores franceses e americanos.
Direção: The History Channel
Duração: 90minutos
Ano: 2009
Áudio: Português

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