“Aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e diz que é mentira, este é um criminoso”. (Bertolt Brecht)

sábado, 24 de novembro de 2012

Atentado ao Riocentro

     A história tem 31 anos e ainda provoca medo e arrepio. Duas bombas explodiram no Riocentro na hora em que milhares de pessoas assistam a um show, em comemoração ao Dia do Trabalho.
     O ano era 1981 e o Brasil estava sob o governo do General João Batista Figueiredo, o último presidente da ditadura que começara com o golpe civil-militar que derrubou  João Gullar, em 1964. O clima era de
abertura política e a ditadura civil-militar logo entregaria o poder para os civis. Mas grupos de extrema direita, ligados aos serviços de repressão das forças armadas, estavam insatisfeitos com a redemocratização. Por isso, planejaram um atentado a bomba contra o pavilhão do Riocentro, a ser realizado durante um show de MPB, organizado por artistas e opositores do regime, nas comemorações do Primeiro de Maio. Mas uma das bombas explodiu antes da hora, dentro de um carro que levava dois militares ligados ao Doi-Codi, um dos serviços de inteligência e repressão política, subordinados ao exército.
     Se o atentado tivesse acontecido como o previsto, seria atribuído aos grupos radicais de esquerda, que nas décadas de 60 e 70 haviam lutado contra a ditadura e o processo de redemocratização estaria comprometido. O caso ganhou repercussão nacional, a opinião pública ficou indignada e a ditadura cada vez mais sem sustentação.
     Participam deste programa os jornalistas Chico Otávio e Fritz Utezi, o historiador Daniel Aarão Reis Filho.

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